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Planos
01.09.17
ED. 5696

Eletrobras reluz aos olhos de Jorge Paulo Lemann

Não é novidade nos corredores da Eletrobras o interesse da trinca Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira na privatização da companhia. Trata-se de um casamento de interesses quase perfeito, a despeito do mérito da venda da empresa e do modelo a ser escolhido. Lemann está para a Eletrobras assim como um ketchup para um hambúrguer. A holding de energia elétrica seria um monopólio sob medida para os seus atributos e sua consagração como empresário do setor real da economia.

A gestora 3G Radar, associada da 3G Capital, do trio Lemann/Telles/ Sicupira, já é acionista minoritária da Eletrobras. Ela está vasculhando informações sobre a estatal, produzindo relatórios e colaborando informalmente com a modelagem da operação. Um dos quadros da 3G Radar é um interlocutor constante do Ministério de Minas e Energia.

Para o governo, a atração de Jorge Paulo Lemann vai ao encontro do seu cronograma prioritário: a privatização da Eletrobras tem de sair em 2018. O megaempresário traz a grife do sucesso internacional, carrega a bandeira verde amarela, é altamente capitalizado, tem crédito no mercado, é um gerador de ebitda, tem uma tradição de reestruturação de custos e ganhos de eficiência e será bem precificado pelas bolsas. Para Lemann, quanto maior for a barafunda nos passivos, contingências, contratos etc., mais atrativo torna-se o negócio.

A contradição em termos explica-se pela assimetria de competências: o que é um problema para uns é a oportunidade para o notório desbravador de complicados M&As. E a política? E a exposição da Eletrobras nesse universo de interesses locais? Não seria nada do outro mundo.

A Ambev deu a Jorge Paulo Lemann a experiência de lidar com as bancadas regionais de parlamentares do Brasil inteiro. E a disposição do governo em criar uma corporation com controle pulverizado? Moleza para Lemann montar uma engenharia que lhe permita ter o “controle sem ter o controle”. Basta lembrar do nascimento da Imbev, a associação entre a Ambev e a belga Interbrew.

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01.09.17
ED. 5696

Farelos fiscais

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, recebeu sinal verde do Palácio do Planalto para a privatização de armazéns e centros de distribuição da Conab. Literalmente, o governo está catando tudo que é grão para reduzir o rombo fiscal.

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01.09.17
ED. 5696

Sobre a privatização da lotex

O inglês bet365, um dos maiores sites de apostas do mundo, deverá fazer sua fezinha na privatização da Lotex.

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01.09.17
ED. 5696

Aeroporto desgovernado

Viracopos ainda é uma incógnita para o governo. Na última quarta-feira, a Swiss Requitou o seguro garantia de R$ 149 milhões referente ao valor de outorga do aeroporto em 2016. O problema agora é a parcela de 2017, de R$ 169 milhões. Em recuperação extrajudicial, a Triunfo quer devolver a concessão. A Anac diz que só aceita após o pagamento do débito, atrasado desde junho.

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01.09.17
ED. 5696

Os pesos e medidas da leniência

A holandesa SBM, uma das empresas flagradas em delito pela Lava Jato, colocou os órgãos de controle da República e a Petrobras em rota de colisão. O Ministério Público Federal (MPF) está brecando a assinatura do acordo de leniência da empresa. Mais de um ano após o início das tratativas, o MPF ainda não se convenceu quanto à confissão da empresa. A avaliação é que a documentação disponibilizada pelos holandeses até o momento só revela segredos de polichinelo; as informações ajudaram muito pouco nas investigações. Do outro lado, no entanto, o Ministério da Transparência e a própria estatal já aceitaram os termos da proposta e pressionam pela assinatura do acordo de leniência com a SBM. Aliás, entre antigos fornecedores, a insistência da Petrobras em dar o salvo-conduto aos holandeses tem alimentado a interpretação de que a companhia estaria sendo mais rigorosa com empresas nacionais do que estrangeiras.

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01.09.17
ED. 5696

Doria à beira do gramado

João Doria, o craque, vai pegar carona no sucesso de Neymar, Tite e cia. A exemplo da partida de ontem, contra o Equador, a Prefeitura de São Paulo deverá fechar acordo para exibir propaganda em placas de publicidade nas três últimas partidas da seleção brasileira nas Eliminatórias. De repente, Doria poderia aproveitar o espaço para exibir seu mantra preferido por 90 minutos em rede nacional: “Eu não sou candidato à Presidência”.

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01.09.17
ED. 5696

Coisas da genética política

A família Campos/Arraes é um rio que vai se dividir ainda mais nas próximas eleições. No PSB e no próprio clã, é grande a “pressão” para que João Henrique Campos, filho de Eduardo Campos e tido como o seu sucessor político, se candidate à Câmara dos Deputados. Caso aceite a convocação, provavelmente dividirá palanque no Recife com o candidato tucano à presidência, sobretudo se ele for Geraldo Alckmin, aliado do PSB. Neste caso, o jovem João Henrique baterá de frente com Marilia Arraes. Prima de Eduardo Campos e neta de Miguel Arraes, Marilia concorrerá ao governo de Pernambuco pelo PT.

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01.09.17
ED. 5696

Águas e esgotos

A Galvão Engenharia, que vendeu a CAB Ambiental para o fundo IG4 Capital, deixou para trás um veio de água barrenta em Cuiabá, onde era responsável pela concessão de saneamento. Rebatizada de Iguá Saneamento, a empresa já apresentou à Prefeitura um plano emergencial de investimentos da ordem de R$ 250 milhões. A nova concessionária corre contra o tempo. Tragada pela Lava Jato, a Galvão Engenharia atrasou projetos e cancelou investimentos na cidade – a ponto de a Prefeitura de Cuiabá ter decretado intervenção na operação e forçado a venda do negócio.

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01.09.17
ED. 5696

GM fora da curva

Um sopro de esperança na GM. A montadora já convocou de volta ao trabalho quase uma centena dos quase mil funcionários da fábrica de São José dos Campos que estão sob regime de layoff até 4 de novembro. A expectativa
é que outro tanto seja chamado ao longo de setembro. Não é nada, não é nada, já seriam quase 8% dos mais de três mil trabalhadores do setor que estão temporariamente em casa.

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01.09.17
ED. 5696

PPI particular

Em seu “PPI particular”, Geraldo Alckmin pretende ofertar um novo pacote de rodovias em São Paulo até fevereiro.

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01.09.17
ED. 5696

Sindicato dos camaleões

Paulinho da Força, que apoiou o impeachment de Dilma Rousseff e se enganchou feito um trailer no governo Temer, pisca uma seta para o lado de Lula e outra para Geraldo Alckmin.

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01.09.17
ED. 5696

Milharal

O governo do Mato Grosso está semeando um pacote de medidas para estimular a instalação de usinas de etanol de milho no estado. A safra é puxada pela norte-americana Summit Agricultural Group, que já tem um projeto de R$ 400 milhões.

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01.09.17
ED. 5696

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Triunfo, GM, 3G Radar, Ministério de Minas e Energia, Petrobras e MPF.

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