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Planos
31.08.17
ED. 5695

Temer mostra aos chineses programa nuclear brasileiro

O memorando de entendimentos com a China National Nuclear Corporation (CNNC) para a conclusão de Angra 3 é apenas a ponta do iceberg. Segundo alta fonte do Ministério de Minas e Energia, em sua visita a Pequim Michel Temer terá conversas reservadas com o governo chinês sobre um projeto maior: a ressurreição do programa nuclear brasileiro. Os planos passam pela construção de quatro usinas nucleares, divididas entre o Nordeste e o Sudeste – duas a menos do que a proposta elaborada e engavetada ainda no primeiro mandato de Dilma Rousseff.

O reavivamento do projeto está visceralmente ligado à firme disposição do Palácio do Planalto de quebrar o monopólio estatal na produção de energia nuclear e abrir as portas do setor para o capital estrangeiro – ver RR edição de 9 de agosto. Como tudo que diz respeito à era Temer, o tempo é curto. O governo teria de aprovar a PEC 122/07 do deputado Alfredo Kaefer, que autoriza o ingresso de investidores privados na construção e operação de reatores nucleares, rever o programa, encaminhar as conversas com os chineses e fazer conta, muita conta.Por maior que seja o interesse dos asiáticos, um projeto dessa dimensão não se viabiliza apenas no plano privado. Inexoravelmente o Estado terá de entrar com alguma fatia dos recursos.

Não será simples encaixar esse gasto de longo prazo em um orçamento com projeção de déficit para os próximos cinco anos. Apesar de todos os pesares, o governo identificou uma janela de oportunidade com vista para Pequim. O término de Angra 3, um projeto de aproximadamente R$ 7 bilhões, é pouco para o apetite e o rol de interesses que a CNCC representa. A companhia carrega atrás de si toda uma cadeia de negócios, que engloba bancos de fomentos, empresas de construção pesada, fornecedores de equipamentos e tecnologia e até mesmo a oportunidade de trazer mão de obra chinesa para o Brasil.

Para os asiáticos a exclusividade no programa nuclear seria altamente estratégica em função desse múltiplo pacote de variáveis. Sob a ótica do governo, a ressurreição do programa nuclear é uma engenharia com impacto sobre a autoestima nacional. Ela seria embalada com um discurso de Brasil Grande, na mão inversa do regime militar, ou seja, com menor presença do Estado e consequentemente reduzido endividamento público. A abertura do setor ao capital estrangeiro seria acompanhada do instrumento da golden share, que desde já começa a assumir o papel de pau para toda obra nos planos de privatização do governo Temer.

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31.08.17
ED. 5695

“OAS informa”

O escrete da Polícia Federal já pode ir aquecendo à beira do gramado. A delação de Leo Pinheiro, da OAS, destampou um lamaçal de propinas na construção das arenas das Dunas, em Natal, e Fonte Nova, em Salvador.

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31.08.17
ED. 5695

O Rio corre

Estão bem avançadas as negociações para que o empresário Omar “Catito” Peres seja candidato ao governo do Rio pelo PDT. Pelo menos slogan ele já tem: “O Rio corre para Omar”.

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31.08.17
ED. 5695

Trem atrasado

O TCU solicitou à Rumo Logística um calhamaço de informações sobre o plano de investimentos da Malha Paulista. O pedido caiu como uma ducha de água fria na empresa, que já perdeu a esperança de que a renovação antecipada da concessão saia neste ano. O atraso custa caro: sem o imprimatur do TCU, o empréstimo de R$ 3,5 bilhões do BNDES para a Malha Paulista permanece no papel.

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31.08.17
ED. 5695

Alvo elétrico

Segundo o RR apurou, a Engie, antiga Suez, vai entrar pesado no leilão de privatização da usina de São Simão, uma das hidrelétricas que eram da Cemig.

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31.08.17
ED. 5695

Isolamento

O empresário Fabio Carvalho adoraria encontrar outro “Fabio Carvalho”, ou seja, alguém disposto a comprar a Leader Magazine pelo valor simbólico de R$ 1. Em recuperação extrajudicial, a empresa tem uma dívida de quase R$ 900 milhões. A maior preocupação de Carvalho é evitar que o bolor financeiro da Leader contamine seu outro negócio no varejo, a Casa & Vídeo.

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O presidente do Senado, Eunício de Oliveira, é chamado nos corredores do Banco do Nordeste de “chairman”, tamanha a sua ascendência sobre o número 1 da instituição, Marcos Costa Holanda.

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31.08.17
ED. 5695

Contagem regressiva

A “pax tucana” entre Aécio Neves e Tasso Jereissati não vai passar de dezembro – isso se durar até lá. Presidente licenciado do PSDB, Aécio já trabalha pelo nome do senador Cássio Cunha Lima para sucedê-lo no cargo – a eleição interna ocorre no fim do ano. Do outro lado, Tasso já avisou que não abre mão de transformar seu mandato interino em definitivo.

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31.08.17
ED. 5695

Bernardinho, o CEO do Rio

O obsessivo Bernardinho não faz por menos: já confidenciou a amigos que, ao confirmar sua candidatura ao governo do Rio, pretende anunciar um programa com 100 propostas para o estado. A diferença para os tradicionais políticos e suas promessas de campanha? Todas as medidas seriam destrinchadas e avalizadas por especialistas das respectivas áreas, como se fosse um plano de negócios corporativo com orçamento e metas predefinidas.

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31.08.17
ED. 5695

Brasil Brokers é um classificado de prejuízos

A Brasil Brokers é um bom (ou mau) termômetro da crise no mercado imobiliário. Maior holding de corretoras do país, a empresa já dá como certo que fechará no vermelho pelo quarto ano consecutivo. Segundo uma fonte que conhece cada cantinho daquela casa, projeções da própria companhia indicam um prejuízo da ordem de R$ 35 milhões em 2017. De 2014 para cá, as perdas chegarão à casa dos R$ 250 milhões.

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31.08.17
ED. 5695

Indulgências tucanas

Há uma mobilização entre parlamentares nordestinos pró-Alckmin para que prefeitos da região concedam títulos de cidadão ao governador paulista. Curiosamente, o trem é puxado por deputados de outros partidos que não o PSDB, como Heráclito Fortes (PSB-PI), Benito Gama (PTB-BA). Parafraseando Chacrinha, na política nada se cria, tudo se copia. O festival de diplomas e condecorações tem garantido a João Doria um tour pelo Nordeste.

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31.08.17
ED. 5695

Pretendentes por todos os poros

A família Scaravelli tem uma pepita nas mãos. Ao menos a julgar pelo assédio de grupos estrangeiros sobre o laboratório Theraskin, especializado em medicamentos dermatológicos que fatura cerca de R$ 400 milhões por ano. Segundo o RR apurou, a companhia já recebeu ofertas na casa dos R$ 800 milhões. Entre os candidatos mais ouriçados estariam a indiana Sun Pharma e a francesa Pierre Fabre. Esta última, inclusive, é “reincidente”: por intermédio do Credit Suisse, teria mantido conversações com a família Scaravelli há cerca de um ano. Procurada, a Theraskin afirmou que “este assunto é uma especulação sem confirmação oficial”.

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31.08.17
ED. 5695

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Rumo Logística, OAS e Brasil Brokers.

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