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Planos
29.08.17
ED. 5693

Sucessão de Mata Pires é um entrave à venda da OAS

O falecimento de Cesar Mata Pires surge como um complicador para os planos de venda da OAS. O empreiteiro estava em conversações avançadas com um grande grupo chinês da construção pesada. Agora, a ausência de Mata Pires automaticamente empurra a questão para um território mais arenoso, no qual despontam seus herdeiros e seu notório sócio, Leo Pinheiro.

A situação dos três lança um ponto de interrogação sobre o futuro da construtora e o desenrolar das tratativas com os chineses. Dono de 10% da OAS, Leo está preso, após ser condenado, já em segunda instância, a 26 anos de detenção. Por sua vez, os dois dos três filhos do empreiteiro que estão à frente dos negócios da família, Cesar Mata Pires Filho e Antonio Carlos Mata Pires, negociam um acordo de delação. Procurada pelo RR, a OAS não quis se pronunciar.

A morte de Mata Pires é um obstáculo não só à venda do controle da OAS, mas à resolução de outras pendências que orbitam em torno do processo de recuperação judicial da empreiteira. Uma das mais fulcrais é a transferência, para os seus próprios credores, da participação societária da companhia na Invepar. Sem Cesar Mata Pires, a OAS perde seu sistema nervoso central, sua voz única de comando.

A fragmentação do poder decisório tem outros agravantes: consta que o relacionamento entre Leo Pinheiro e os filhos de Mata Pires se desgastou durante a Lava Jato. Antonio Carlos e Cesar Mata Pires Filho carregam a fama de brigões. Têm a quem puxar: em suas veias e artérias há a efervescente mistura do sangue de Cesar Mata Pires ao do avô materno, Antonio Carlos Magalhães. O próprio espólio de ACM é um exemplo desse poder de combustão. Ao lado de Mata Pires, seu marido, Tereza Magalhães, filha do ex-governador baiano, entrou com uma ação contra os irmãos e a própria mãe reclamando uma fatia maior na partilha. O contencioso durou quase 15 anos.

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29.08.17
ED. 5693

Seis por meia dúzia

A Raízen está perto de fechar a compra dos postos e de uma refinaria da Shell na Argentina. Segundo o RR apurou, a oferta gira em torno de US$ 1 bilhão. Em certa medida, a Shell está vendendo os ativos para si mesma, uma vez que é dona de 50% da Raízen. Na prática, vai dividir a operação argentina com Rubens Ometto, seu sócio na joint venture.

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29.08.17
ED. 5693

Bolsonaro e economia

Jair Bolsonaro tem sido aconselhado por seu staff a arriscar algumas propostas para a economia. O discurso rarefeito sobre o assunto é um empecilho nas tentativas de aproximação com o empresariado.

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29.08.17
ED. 5693

Ponta do lápis

O equacionamento do déficit atuarial da Petros, de R$ 26 bilhões, custará à Petrobras cerca de R$ 500 milhões por ano em contribuições adicionais. E outro tanto para os trabalhadores e aposentados da estatal.

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29.08.17
ED. 5693

Seguro-garantia

Antes que o tempo vire e os ventos da política habitacional do governo eventualmente mudem de direção, o empresário Rubens Menin está preocupado em reduzir a extrema dependência do “Minha Casa, Minha Vida” – o programa responde por 95% da receita da MRV, sua construtora. Prova disso foi a decisão de Menin de fazer um aporte de R$ 210 milhões do próprio bolso em outras de suas empresas, a Log Commercial Properties. Segundo o RR apurou, o objetivo é financiar a aquisição de galpões logísticos e industriais. A MRV confirmou o aporte, mas não se pronunciou quanto aos planos de Menin.

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29.08.17
ED. 5693

Partido Verde, madurinho para cair

O Partido Verde se reúne nesta semana para decidir se fica ou se deixa a base aliada de João Doria após a rumorosa demissão do secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Gilberto Natalini. O mais coerente seria bater em retirada. O PV só entrou na trupe de Doria após receber a Secretaria.

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29.08.17
ED. 5693

O duplo papel do Santander

O Santander foi um excelente adviser para si próprio na operação de venda da marca Fnac no Brasil. Contratado pelos franceses, o banco espanhol fez força para que a companhia fechasse negócio com a Livraria Cultura – a Saraiva também estava na disputa. Mais do que isso: a instituição financeira ajudou a formatar o inusitado modelo da operação. Pelo acordo, a Fnac transferiu o uso de sua bandeira no país e ainda repassou R$ 130 milhões à Cultura, que vai usar os recursos para o pagamento de dívidas. Um negócio sob medida para o Santander, ele próprio um dos credores da rede de livrarias paulista. Procurados pelo RR, Cultura e Santander não quiseram se pronunciar.

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29.08.17
ED. 5693

CCR faz um “encontro de contas” em Confins

Os sócios privados do Aeroporto de Confins tentam tirar partido da decisão do governo de vender os 49% da Infraero no terminal– operação prevista para 2018. O consórcio BH Airport – leia-se CCR e a suíça Flughafen Zürich – estaria condicionando sua participação no leilão à renegociação dos valores de outorga, referentes à privatização realizada em 2013. A dupla acredita ter cacife para encostar o governo contra a parede: aposta em um reduzido interesse de investidores pelas ações da Infraero, o que forçaria o governo a ceder para garantir a presença de ambas na disputa.
CCR e Flughafen Zürich pedem o reequilíbrio financeiro do contrato de concessão, alegando que o movimento de passageiros e a rentabilidade do aeroporto de Confins são muito inferiores às cifras previstas no edital de privatização. Procurado, o BH Airport não quis se pronunciar quanto ao interesse na participação da Infraero. O consórcio, no entanto, confirma o pedido de reequilíbrio do contrato e informa ter depositado em juízo os valores da outorga referentes a 2016 e 2017.

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29.08.17
ED. 5693

Paranapanema em fatias

A expectativa na Paranapanema é que a Glencore venha a fazer,ainda neste ano, um novo aporte, aumentando sua participação no capital. A primeira tranche, de R$ 66 milhões, deu à trading uma fatia de apenas 5% da empresa. Previ e Petros torcem pelo acerto: a ampliação da participação da Glencore reduziria consideravelmente a necessidade de um novo desembolso dos fundos.

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29.08.17
ED. 5693

Um quebra-molas no PSDB

Geraldo Alckmin tem se empenhado para que Tasso Jereissati permaneça na presidência do PSDB. Alckmin enxerga em Tasso um quebra-molas no caminho de João Doria dentro do partido.

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29.08.17
ED. 5693

Erro de timing

Dessa vez, o costumeiro faro do investidor ativista Victor Adler não funcionou. Nos últimos meses, Adler se desfez de praticamente toda a sua posição no capital da Eletrobras – chegou a ter 36% das ações preferenciais e recentemente reduziu o quinhão para menos de 1%. Se esperasse um pouquinho mais, poderia ter embolsado uma bolada na semana passada, quando a ação disparou 50%.

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29.08.17
ED. 5693

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Raízen Shell e Petrobras.

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