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Planos
25.08.17
ED. 5691

Turquia se revela um território hostil para a BRF

Como se não bastassem os seguidos prejuízos e o estratosférico passivo, a BRF enfrenta problemas na sua grande aposta internacional, a Turquia. Um número crescente de produtores de frango tem se negado a fornecer para a Banvit, a maior produtora de aves local, adquirida em janeiro deste ano. O motivo é a resistência da companhia a reajustar os preços pagos pela matéria-prima – os avicultores pedem um aumento da ordem de 15%.

Outras empresas do setor já aceitaram reajustar os valores. Responsável pela aquisição de mais de 2o% da produção avícola local, a Banvit parece estar usando o seu peso para segurar os preços ou, ao menos, dar um aumento residual aos criadores. Até que o impasse seja equacionado, a empresa corre o risco de ter de reduzir a produção ou mesmo paralisar algumas atividades, de acordo com informes enviados à direção da BRF no Brasil.

A rigor, não é apenas pelos 15%. Consta que os produtores locais não digeriram bem a desnacionalização da grande compradora de matéria-prima do país e um dos símbolos da indústria de alimentos da Turquia. Há, inclusive, pressões dos avicultores para que autoridades locais interfiram na questão e cobrem da Banvit o aumento dos preços dos frangos. Procurada, a BRF não quis se pronunciar.

Do ponto de vista geoeconômico, a compra da Banvit foi um achado, fundamental na estratégia da BRF para o mercado halal – leia-se os países de religião muçulmana. Além da liderança em seu território, a empresa detém, em média, 45% das vendas de frango em nações como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Qatar e Omã. Ocorre que a Banvit carrega uma dívida crescente, que se misturou ao elevado endividamento da própria BRF, uma bola de neve que não para de crescer: de março para junho, a relação dívida líquida/ebitda saiu de 4,2 vezes para 4,9 vezes.

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25.08.17
ED. 5691

O candidato da XP Investimentos

Em recente pesquisa, a XP pediu a investidores institucionais que apontassem um nome alternativo para a Presidência da República, ou seja, fora do rol dos candidatos tradicionais. Deu Luciano Huck na cabeça. O que mais chamou a atenção, no entanto, foi outro dos citados: a XP encontrou um lugar para o patrão Roberto Setubal entre os vencedores alternativos. Nada como ter dinheiro sobrando para se jogar um pouco fora com excentricidades.

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25.08.17
ED. 5691

Desmobilização em dobro

Em meio ao contencioso com o governo federal pela posse de quatro hidrelétricas, a Cemig vai anunciar em setembro a venda de suas participações na Usina de Santo Antônio e na Renova Energia. Os dois virtuais compradores são, respectivamente, China State Power e Brookfield.

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25.08.17
ED. 5691

Sobre a Eletrobras

Existe pelo menos uma variável tranquilizadora em relação à privatização da Eletrobras: a presença de Wilson Ferreira Júnior à frente do projeto.

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25.08.17
ED. 5691

Lava Jato 24 quilates

A rede de joalheiras H. Stern chegou à marca de cem demissões no Rio de Janeiro desde dezembro do ano passado. É uma mistura de crise com Lava Jato.

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25.08.17
ED. 5691

Voz baixa

Até o início da noite de ontem correligionários e ambientalistas ainda esperavam por um pronunciamento firme de Marina Silva contra a extinção da Reserva Nacional do Cobre e a venda de terras na Amazônia. Por ora, sua reação mais incisiva veio por meio de 473 toques no Twitter.

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25.08.17
ED. 5691

Dedo de prosa sobre o bazar das estatais

Se o governo está fazendo piruetas para misturar concessão com privatização e obter uma receita extra orçamentária de R$ 30 bilhões com a Eletrobras, só resta uma conclusão: o déficit primário projetado para o próximo ano não é de R$ 159 bilhões, mas, sim, de R$ 189 bilhões. Privatizações feitas a toque de caixa são a tradução perfeita para um buraco orçamentário maior do que o previsto. E o estouro dos fogos de artifício no céu do mercado leva a crer que o governo deu somente a sua primeira estocada mortal no triângulo das grandes estatais.

As 49 empresas elencadas no PPI têm um efeito mais confeiteiro. Várias delas já tiveram sua venda anunciada anteriormente inúmeras vezes. Mas a inclusão da Eletrobras muda o enredo completamente. O mencionado expediente da golden share tem mil utilidades, inclusive a de eventualmente não ter utilidade alguma ou ser uma trucagem eficaz. Sua insuficiência imunológica já forçou o BNDES a ingressar no capital de ex-estatal para evitar que fosse descumprido o escrito e o combinado.

Fica acertado, portanto, que a golden share funciona como uma apólice de segurança junto à sociedade para a venda de ativos com maior sensibilidade política. Alguém aí falou Petrobras? O Banco do Brasil e a Caixa Econômica já podem ir para a prateleira. A engenharia de privatização da Eletrobrás tem serventia para todo o triângulo das grandes estatais.

A Petrobras, sem dúvida, seria a missão mais difícil, pois necessitaria de negociação complexa no Congresso para a mudança constitucional que veda sua alienação. BB e CEF estão à disposição. A transferência de empresas públicas para a iniciativa privada é sempre desejável em termos de ganho de eficiência. Mas vender monopólios ou quase monopólios é uma contradição do capitalismo.

Em qualquer hipótese, a desmobilização deve ser feita com o maior retorno para a sociedade. Vender na baixa é condenável segundo cláusula pétrea das leis do mercado. O ex-ministro Mário Henrique Simonsen dizia: se por acaso privatizar, a receita tem de ir para abater dívida pública e não para saldar o gasto corrente. Ou seja: não é boa medida vender as estatais e esterilizar os recursos cobrindo o déficit primário.

O decano das privatizações, o economista Ignacio Rangel, pregava que o retorno das vendas de ativos maduros deveria ser aplicado em setores nos quais o país estivesse demasiadamente atrasado. Que tal tecnologia hospitalar, inovações, para não dizer da velha senhora, a infraestrutura? Há quem diga ainda que a privatização contribuiria para reduzir a cultura de corrupção no país. Mais ou menos.

A criação de empresas monumentais aumentaria a capacidade de corrompimento e captura do Estado por esses agentes. Ah, mas a urgência do ajuste fiscal justificaria atos de coragem. Pode ser. Mas, quando se trata de patrimônio público, é um despropósito fazer da correria uma estratégia para a alienação dos ativos. Para quem já chegou até aqui, melhor seria menos açodamento

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25.08.17
ED. 5691

A teoria e a prática de João Elek

O destino foi extremamente sarcástico com João Elek, afastado da diretoria de Governança, Risco e Conformidade da Petrobras por contratar a Deloitte no período em que sua filha estava sendo admitida na empresa. Na manhã da última segunda-feira, praticamente no instante em que a Comissão de Ética da Presidência da República (CEP) despachava o processo contra o executivo, Elek participava do seminário Compliance: Ética Empresarial e Transparência, no Rio, ao lado, entre outros, do ex-ministro do STF Ayres Britto. Por meio de nota, a Petrobras confirmou ao RR que o executivo permanecerá “temporariamente afastado do cargo” até que a CEP analise seu recurso.

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25.08.17
ED. 5691

Escolha de Sofia(s)

Dilema de Eliseu e de Moreira: deixar seus cargos em abril para disputar as eleições ao Congresso ou servir ao governo Temer até o fim? Em outras palavras: tentar o foro privilegiado pelos próximos quatro anos ou garantir a “apólice” pelo menos até dezembro de 2018?

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25.08.17
ED. 5691

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cemig, Brookfield e H. Stern.

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