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Planos
24.08.17
ED. 5690

Imposto sobre commodities ferve no tubo de ensaio de Temer

Há um balão de ensaio prestes a subir do Ministério da Fazenda na contramão da Pasta da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Trata-se de mais uma engenhosidade tributária com o objetivo salvacionista da pátria fiscal. A proposta de ativar alíquotas do imposto de exportação sobre commodities não chega a ser um ornitorrinco, mas consegue a façanha de unir ovíparos e lepidópteros. Exemplo: o casamento pontual das ideias de Henrique Meirelles e Luiz Carlos Bresser Pereira. O abraço entre os dois seria de tamanduá, é claro.

Meirelles topa qualquer parada para equacionar o fiscal ou, no mínimo, dar a dimensão da sua gravidade. Bresser tem um projeto de equidade fiscal e ênfase na reindustrialização. A mesma medida serviria a ambos com motivações distintas, mas levaria, muito provavelmente, o ministro Blairo Maggi a deixar o governo em pé de guerra. Maggi representa o setor na forma absoluta: ele mesmo é um enclave latifundiário na Esplanada dos Ministérios.

O agribusiness tem tido o melhor desempenho da economia, o que não é pouco em um cenário de queda da atividade produtiva e desemprego nas alturas. O seu gravame é baixo em relação aos demais segmentos. Diversos países que têm uma contribuição expressiva das exportações de produtos primários (minerais e agropecuários) utilizam esse expediente. E o argumento de que a competitividade das exportações cairia é considerado balela: as séries históricas demonstram que em longos períodos de preços em alta ou em queda, o volume das seis principais commodities comercializadas pelo Brasil (representam quase 50% do total das vendas ao estrangeiro) permaneceu sempre crescente.

Em um governo quase histérico com o eventual atraso da reforma da Previdência chama a atenção de que até agora a medida não tenha sido aventada, até porque é uma decisão administrativa e, portanto, muito distante das complexas negociações para a aprovação de uma PEC. Segundo a fonte do RR, a bandeira do imposto sobre exportação das commodities será desfraldada a qualquer momento. É só esperar. A dúvida é se quem vai levantá-la não pretende apenas o logro de uma “medida calção”, que serviria somente como ameaça ou justiceirismo bufo. Melhor seria a boa luta pelo fim das renúncias fiscais e subsídios que não favorecem os miseráveis e o fim da obrigatoriedade das despesas, que permitiria a alocação racional dos recursos. A privatização fall front the sky da Eletrobras e a bexiga inchada do imposto sobre commodities são arremedos de ajuste fiscal. Fuga para trás.

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24.08.17
ED. 5690

Rat pack

Com as prisões, suspeições, investigações e eventuais delações do grupo de amigos Eike Batista, Aécio Neves e Alexandre Accioly, o empresário Luiz Calainho, tido como o “quarto beatle”, tem motivos para ficar ressabiado. Um parceirão dele disse que Calainho não deve e não teme. “Mas sabe como é que é, respingos acontecem.”

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24.08.17
ED. 5690

Privatização do Rio

Baixou o João Doria: Marcelo Crivella estuda privatizar áreas públicas do Rio, como parques e jardins. Pode até dar samba, mas na atual circunstância tem tudo para ser só uma ideia.

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24.08.17
ED. 5690

Lava Jato em Madri

A Lava Jato pretende colher na Espanha o depoimento de Rodrigo Tacla Duran, acusado de operar 12 contas offshore com recursos desviados de contratos públicos. Má notícia para as já enlameadas Mendes Junior e UTC Engenharia, que fariam parte do esquema. Em julho, a Lava Jato tentou a extradição de Duran, negada pela Justiça espanhola – ele tem dupla nacionalidade.

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24.08.17
ED. 5690

O encontro das águas turvas

Com uma dívida estratosférica e dois sócios citados na Lava Jato – Wilson Quintella Jr. e BTG Pactual – a Estre Ambiental parece ter escolhido a dedo o seu novo e incensado parceiro, a norte-americana Avenue Capital Group. A companhia de investimentos nova-iorquina carrega seus próprios escândalos, apimentados por relações incestuosas com alguns dos nomes mais poderosos da América. Na imprensa dos Estados Unidos, espocam suspeições sobre os negócios do fundador da gestora, o americano de origem marroquina Marc Lasry, com o atual presidente Donald Trump no setor imobiliário e em cassinos de Atlantic City.

Lasry é republicano quando precisa e democrata quando as circunstâncias pedem. A proximidade com o casal Clinton sempre gerou ilações sobre trocas de favores de parte a parte, principalmente depois que Chelsea, filha de Bill e Hillary trabalhou no Avenue Capital Group, de 2006 a 2009. Ressalte-se que Larsy foi um generoso doador para a campanha da ex-primeira-dama à Casa Branca.

Mas nada disso importa muito para Wilson Quintella Jr. e BTG. O que interessa mesmo é a oportunidade de se associar a uma holding com ações negociadas na Nasdaq. E jogar a dívida de R$ 1,5 bilhão para uma nova casca empresarial, com sede em Caymann.

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24.08.17
ED. 5690

Candidato de fé

Jair Bolsonaro, que está deixando o Partido Socialista Cristão, já é página virada. Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, anda encantado com os valores de João Doria.

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24.08.17
ED. 5690

O fado de Paes Mendonça

João Carlos Paes Mendonça, fundador do antigo Bompreço e dono de shoppings no Nordeste, é mais um brasileiro picado pela mosca azul de Portugal. Qualquer dia se muda de vez para a Terrinha, precisamente o Douro, onde já tem uma vinícola.

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24.08.17
ED. 5690

O outro lado de Pasadena

A cidade de Pasadena é sinônimo de boa notícia ao menos para uma corporação brasileira: o Ultra. O já forrado caixa do grupo vai ganhar um reforço a partir do primeiro trimestre de 2018, quando entrará em operação a nova unidade da Oxiteno na cidade texana. Segundo o RR apurou, nos cálculos do Ultra o negócio vai gerar um ebitda extra de R$ 60 milhões já no primeiro ano.

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24.08.17
ED. 5690

Ministro da Gestão

O empresário Jorge Gerdau já está em campanha pela candidatura de João Doria à Presidência da República. Em conversas reservadas com seus pares, confidencia que um dos planos de Doria seria a criação de um Ministério da Gestão Pública. Modesto, Gerdau deixa que o interlocutor diga quem seria o nome talhado para comandar a Pasta.

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24.08.17
ED. 5690

Maluf – 2018

A família pressiona Paulo Maluf a não se candidatar à reeleição para a Câmara em 2018. Mas o que um homem como Maluf fará longe da política? E sem foro privilegiado?

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24.08.17
ED. 5690

Facilidade total

Um notório fornecedor de serviços para o governo do Rio, ex-cliente do antigo escritório de advocacia de Adriana Ancelmo e envolvido na Operação Calicute, segue pintando e bordando em contratos com o estado.

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24.08.17
ED. 5690

Ponto final

A seguinte empresa não comentou o assunto: Grupo Ultra.

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