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Planos
16.08.17
ED. 5684

Lula começa a esculpir a imagem do candidato

O ex-presidente Lula voltou a se aconselhar com o marqueteiro Duda Mendonça. Tudo na moita, conforme recomenda a delicada situação pública dos dois interlocutores. O telefonema curto e breve ocorreu na semana passada e envolveu um intermediário. Lula, como é do seu feitio, quis testar com Duda aquilo que já está decidido na sua mente. Sua estratégia não é informar nem convencer, os dois mantras de Duda, mas confundir.

O “Lula brigão”, pronto para o pau, vai ceder lugar a um Lula mais ausente, que dispensa o barulho da militância nessa fase, um Lula que morde e recua. O ex-presidente fez chegar ao marqueteiro que não quer agitação, pelo contrário. Quanto menos ruído ele e sua turma fizerem maior o estrondo de cada ato administrativo da situação a favor da sua candidatura. Não é mais, portanto, o “Lulinha paz e amor”, mas um Lula maduro, sofrido, que cogita voltar, mesmo com todo sacrifício, em nome de um povo subtraído dos seus direitos e cujas condições de vida pioraram muito desde sua gestão. Pelo menos é o que ele quer fazer com que os outros pensem. O teste da estratégia começa a partir de amanhã, quando o ex-presidente inicia sua caravana pelo Norte-Nordeste.

Nada de cuspir fogo nos palanques. Segundo a fonte, Duda concordou com a estratégia do “deixa o governo botar o retrato do velho outra vez”. Michel Temer é o grande eleitor de Lula. Cada movimento da sua gestão corresponde a mil comícios a favor do PT. O momento, portanto, não é de fazer marola, mas de torcer que mais e mais reformas venham à tona. Lula teria comentado:”O incrível é que o Temer e a banda dele não entendem isso”.

Na próxima audiência com o juiz Sérgio Moro, por exemplo, estará presente um Lula mais tranquilo e contido. O projeto é evitar manifestações depois do depoimento. Os excessos somente atrapalham aquele que pode correr parado. Duda teria gostado dessa estratégia de ora confirmar a candidatura, ora a deixar em dúvida, enquanto os fatos vão cevando o seu fortalecimento eleitoral.

Uma mistura de “vou, sim” com “vou ver”. Quando estiver com a candidatura consolidada, Lula decidiria à luz das circunstâncias se iria ele próprio para o certame ou indicaria o seu abençoado. Para o sim ou para o não, Duda Mendonça teria aconselhado a mesma estratégia de “ficar na sua” ao conterrâneo Jaques Wagner. Cresce o convencimento de que, se fosse hoje o dia da decisão e Lula não partisse para a disputa, o baiano, judeu, umbandista e carnavalesco teria a sua bênção para ser o candidato do PT.

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16.08.17
ED. 5684

Colar de ativos

A Dubai World Ports tem interesse em se associar ao Porto do Açu, o megahub idealizado por Eike Batista e hoje nas mãos da Prumo Logística, leia-se a norte-americana EIG. A companhia do Oriente Médio está montando um cinturão de ativos portuários no país: é sócia da Odebrecht na Embraport e já teria apresentado uma oferta pela participação do fundo Advent no Terminal de Contêineres de Paranaguá.

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16.08.17
ED. 5684

Mais um pedacinho do Brasil

A Adecoagro está semeando a compra de mais terras no Tocantins e no Centro-Oeste. Significa dizer que George Soros, um dos acionistas da empresa, está comprando mais um pedacinho de Brasil.

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16.08.17
ED. 5684

“Bolsonarinho”

Meio de brincadeira, meio a sério, Jair Bolsonaro tem falado com assessores em lançar seu próprio boneco em miniatura. As vendas do “Bolsonarinho” ajudariam a financiar sua campanha à Presidência da República. Periga virar coqueluche no Dia das Crianças.

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16.08.17
ED. 5684

A última bala de Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, rodou ontem o tambor da roleta russa fiscal. Bateu o pé em uma nova meta de R$ 159 bilhões de déficit primário enquanto a trupe do Planalto e os czares da base aliada defendiam R$ 170 bilhões. A folga era para zerar a possibilidade de modificar novamente a previsão de déficit neste ano. Meirelles fincou posição que um afrouxamento maior da meta acabaria por fomentar as resistências aos novos cortes. Curioso que em 2016 o ministro da Fazenda tenha pensado justamente o contrário: botou uma meta lá em cima para conseguir um resultado primário sem muito sufoco. Mas os dados estão jogados: se não cumprir o déficit ou buscar uma derrama para compensar um novo rombo fiscal, Meirelles destrói sua reputação. Vai para o lixo da Historia.

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16.08.17
ED. 5684

Um alento para a CCR

A CCR já teria iniciado entendimentos com a ANTT para a prorrogação do prazo de duplicação da BR-163 no âmbito da “MP das Rodovias”, que está prestes a ser editada pelo governo. A medida permitirá que as obras sejam concluídas em até 14 anos. O edital original determinava a duplicação de 806 quilômetros até 2019. Por ora, no entanto, as obras atingiram apenas 138 quilômetros. Em abril, a CCR protocolou na ANTT um pedido de revisão contratual. Procurada, a empresa confirmou a solicitação feita há quatro meses, mas não se pronunciou sobre a nova negociação com a agência.

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16.08.17
ED. 5684

Candidato do PMDB, sem o PMDB

Boa parte do PMDB virou as costas para a campanha de Eduardo Braga, candidato do partido no segundo turno das eleições no Amazonas. É o troco pelo fato de Braga, ex-ministro de Dilma Rousseff, ter se mantido contra o impeachment. Em maio, Braga já havia experimentado um petit dejeuner da vendetta de Temer com a demissão da então superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, que ele havia indicado para o cargo.

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16.08.17
ED. 5684

O verdadeiro Tiririca

Wladimir Costa – o deputado da tatuagem “permanente” que desapareceu – botou na cabeça que vai organizar uma festa no Pará, seu estado, para celebrar os 77 anos do presidente Michel Temer, em setembro. De preferência, com o aniversariante presente.

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16.08.17
ED. 5684

Fio desencapado

A inadimplência corrói o valuation da Light. Segundo om RR apurou, a italiana Enel está recalculando a proposta que pretende encaminhar à Cemig, com base no salto das contas em atraso da distribuidora fluminense. No último trimestre, o nível de inadimplência chegou a 3,1%, o dobro do índice registrado em junho de 2016.

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16.08.17
ED. 5684

Outro lugar pra rezar

O prefeito Marcelo Crivella quer o apoio do governo federal para licitar o parque olímpico. Se for dinheiro, é melhor rezar em outra igreja.

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16.08.17
ED. 5684

Perdeu, playboy

Um exemplo de como a segurança – ou a falta dela – afeta a economia e, no caso específico, a rentabilidade
de uma empresa. A Movida, uma das maiores locadoras de veículos do país, tem uma média de R$ 4 milhões por mês em veículos sinistrados por roubo ou furto.

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16.08.17
ED. 5684

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Enel, Adecoagro e Movida.

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