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Planos
11.08.17
ED. 5681

Leilão de usinas da Cemig sofre um blecaute de candidatos

No que depender de alguns dos maiores grupos do setor elétrico, a equipe econômica já pode lançar R$ 11 bilhões a mais na coluna das receitas frustradas. Segundo alta fonte da Pasta de Minas e Energia, China Three Gorges (CTG), Neoenergia, Enel e Energisa já comunicaram ao ministro Fernando Coelho Filho que não participarão do leilão das hidrelétricas de Jaguará, São Simão, Volta Grande e Miranda caso o governo e a Cemig não cheguem a um acordo definitivo sobre a transferência das usinas. Outras empresas do setor deverão seguir o mesmo caminho.

De acordo com a mesma fonte, os chineses da CTG e os italianos da Enel foram mais além e já teriam solicitado o adiamento do leilão, marcado para 27 de setembro. Ninguém quer correr o risco de ganhar e não levar. Por ora, tudo é breu ao redor das quatro hidrelétricas, retomadas pelo governo federal. No dia 22 de agosto, o STF julgará ação cautelar impetrada pela Cemig requerendo a posse das usinas e a renovação dos contratos por mais 20 anos.

Mesmo que o pedido seja indeferido, a estatal mineira já anunciou sua disposição de entrar com novo recurso. Ou seja: o imbróglio tende a avançar setembro adentro. O leilão das quatro usinas é um curto-circuito jurisdicional sob os mais diversos aspectos. Além da bola dividida quanto ao controle das geradoras, há ainda o risco de o Tribunal de Contas da União brecar a licitação.

O órgão exigiu o recálculo da taxa interna de retorno do investimento (WACC, na sigla em inglês), sob a alegação de que as geradoras são operacionais e, portanto, os custos maiores já estão amortizados. Por esta razão, os vencedores do leilão não devem receber uma remuneração tão alta como se fossem erguer as geradoras do zero. A Aneel informou ter atendido as exigências técnicas, mas não explicou que contorcionismo permitiu incorporar as recomendações do TCU sem alterar o WACC de 8,08%.

Entre os candidatos à compra das usinas, a convicção é que o Tribunal não vai deixar barato e exigirá a redução da taxa. Faz sentido. Nem o governo Temer, que faz o que quer com o Congresso e já pegou o jeitinho de tocar o país com MPs, PECs e outras pinguelas legiferantes, tem conseguido conter o TCU. O órgão vem brecando concessões de infraestrutura e interrompendo obras (a Transnordestina é o caso mais notório). É bem verdade que, na última quarta-feira, rejeitou pedido de cautelar da Cemig para suspender o leilão. Na estatal mineira, no entanto, o entendimento é que a decisão se deveu muito mais a uma questão processual do que técnica – o plenário determinou que o pedido fosse juntado a outra ação que trata do tema.

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11.08.17
ED. 5681

Façam suas apostas

Mesmo encarcerado, Eike Batista ainda está no jogo. Delegou ao seu filho Thor o comando da “Operação Cassino”, por meio da qual pretende contribuir para a redução do desequilíbrio fiscal do país.

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11.08.17
ED. 5681

Dream team midiático

A candidatura de Bernardinho ao governo do Rio será vitaminada por um dream team midiático de secretários. Os nomes cogitados são Zico, Arminio Fraga, Denise Frossard e Lázaro Ramos. E isto é só a prova do bolo.

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11.08.17
ED. 5681

Prévias paralelas

Geraldo Alckmin e João Doria não são adversários e um jamais trairia o outro. Portanto, é só coincidência que estejam organizando, simultaneamente, dois eventos para reunir, em setembro, prefeitos tucanos de São Paulo.

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11.08.17
ED. 5681

Siga o mestre

Novo chefão da Telecom Italia, Amos Genish começa a moldar a TIM Brasil a sua imagem e semelhança. O nome de Gustavo Gachineiro, VP de Assuntos Corporativos da Telefônica, está cotado para desembarcar na concorrente. O executivo é braço direito e esquerdo de Genish desde a GVT.

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11.08.17
ED. 5681

“É alguém que me bate à porta de mansinho”

Há um corvo soprando com seu hálito álgido uma mensagem para Henrique Meirelles: Que fazes meu senhor, perdendo-te do teu destino nobre e tornando-te parceiro do infortúnio e do equívoco? A permanência no Ministério da Fazenda será teu sinete, com o qual assinará com o lacre da soberba um fracasso há tempos anunciado. E desde já tu serás aquele mais conhecido pelo que poderia ter feito do que pelo que fez.

A insistência na associação de tua imagem com o atual governo contamina o seu projeto político. Sabes, meu senhor, que não fostes acostumado a viver sem o incenso e a mirra dos aduladores. Não cabe nos teus anais a comédia de erros da elevação do imposto de renda. Terá sido o ápice do desencontro ou apenas mais um degrau da barafunda fiscal? Vossa Senhoria corre o risco de gerir o maior desastre das contas públicas do Brasil.

Aceitastes, meu senhor, a missão de reconstituir a economia em um governo sob suspeição porque confiavas na promessa de que terias o protagonismo absoluto. E assim o foi durante sete dias e sete noites. No despertar do oitavo dia, contudo, sua voz mal se ouvia em meio à cacofonia dos embusteiros. E o trinado do corvo emite com agudeza seu recado fatídico: deixai essa cadeira e buscai o teu trono.

Abandonai essa embaixada agora em que mais de 70% da população brasileira convivem com a menor inflação dos últimos 37 anos. É o teu trunfo, talvez o único. Lembrai que o sacerdócio das finanças públicas neste governo sempre foi um rito de passagem. Daqui em diante começarão a ver-te como culpado e não mais como a solução prometida.

Melhor sair com o pouco que restou, mas com a cruz da dignidade encrustada na testa, o que permitirá prosseguir em seus planos de poder ainda intactos. Epílogo: Enquanto isso, num castelo das finanças públicas, perto e longe de Brasília, um cavaleiro de indomável ambição já se encontra trajado com as vestes e as armas do Ministério da Fazenda. O corvo sopra o seu nome aos quatro ventos.

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11.08.17
ED. 5681

Coluna do meio

Diante das dificuldades em definir o modelo para a privatização da Lotex, o governo já trabalha com um plano menos audacioso: conceder apenas o direito de implantação do serviço de apostas online das loterias da Caixa.

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A convocação da seleção brasileira, ontem, na sede da CBF, correu o risco de pular das páginas esportivas para o noticiário policial. Além do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que não deixa o Brasil com medo de ser preso pelo FBI, estava presente o ex-deputado e Secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Gustavo Perrella, um dos donos do helicóptero apreendido, em junho do ano passado, com 445 quilos de cocaína. Sempre próximo a ele também o ministro dos Esportes, Leonardo Picciani, filho do presidente da

Alerj, Jorge Picciani, citado na Lava Jato.

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11.08.17
ED. 5681

Quem fiscaliza os fiscais?

Não é apenas pelo atual déficit de profissionais na área que o ministro Blairo Maggi tenta arrancar uma verba extra do Orçamento para contratar cerca de 400 fiscais agropecuários por meio de concurso público. As contas de Maggi já levam em consideração a razia que a delação da JBS vai provocar no efetivo do Ministério. O que tinha de fiscal e agente de inspeção no bolso dos irmãos Batista não estava no gibi.

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11.08.17
ED. 5681

Dividendos

Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, poderá aterrissar no Ministério das Cidades. Assim, Michel Temer quitaria sua dívida pelos votos do PTB contra o seu afastamento da Presidência.

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11.08.17
ED. 5681

Polvilho antisséptico

A espanhola Puig, dona de 35% da Granado, está tão satisfeita com o negócio que já pensa em aumentar sua participação na tradicionalíssima marca de cosméticos. Consultada, a Granado nega a venda de uma nova fatia. Já a Puig não fala sobre o assunto.

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11.08.17
ED. 5681

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Ministério de Minas e Energia, CTG, NeoEnergia, Energisa, Enel, Telefônica e TIM.

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