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Planos
21.07.17
ED. 5666

Venda de terras a estrangeiros entra no pacote do “SOS Temer”

O solo brasileiro virou moeda de troca no esforço de Michel Temer para preservar seus hectares de Poder. O Palácio do Planalto está montando uma “Operação Trator” com o objetivo de acelerar a votação do projeto de lei que libera a venda de terras para o capital estrangeiro. A Casa Civil já concluiu o texto substitutivo do PL no 4.059/12, que está parado na Câmara há mais de um ano. O governo trabalha para que a nova proposta seja votada em plenário até setembro. Segundo o RR apurou, nas contas do ministro Eliseu Padilha, o projeto já tem o voto favorável de mais de 300 deputados, o que dá certa folga em relação ao piso necessário: 257 parlamentares.

À medida que se aproxima o Dia D de Michel Temer na Câmara dos Deputados, o projeto de lei da Casa Civil é mais uma vela no ofertório montado pelo governo para barrar a denúncia de Rodrigo Janot e a abertura de processo contra o presidente da República. A prece, neste caso, é dirigida à bancada ruralista, que reúne, por baixo, cerca de 200 votos na Casa. Em boa parcela, são donos de propriedades agrícolas que esfregam as mãos diante da possibilidade duma marcha de investidores internacionais no setor.

O próprio Temer tem conduzido pessoalmente as tratativas com os líderes da chamada Frente Parlamentar da Agropecuária. Seus principais interlocutores são os deputados Jovair Arantes (PTB-GO) e Nilson Leitão (PSDB-MT). Como se sabe, trata-se de um dos “partidos” mais exigentes do Congresso. Além do projeto de lei que autoriza a venda de terras para estrangeiros, a bancada ruralista se aproveita das circunstâncias para levar também a MP do Funrural, que deverá ser editada nos próximos dias. A Medida Provisória permitirá o parcelamento dos débitos de produtores rurais e agroindústrias com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural, que somam cerca de R$ 26 bilhões.

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21.07.17
ED. 5666

O retiro de Aécio Neves

Desde o último dia 10, quando participou, para constrangimento dos presentes, de um jantar com 18 lideranças tucanas na ala residencial do Palácio Bandeirantes, Aécio Neves tomou Doril. Os fotógrafos de plantão em frente aos seus endereços em Brasília e no Rio de Janeiro seguem de mãos abanando. Segundo uma fonte do RR, Aécio teria passado uns dias recluso em Florianópolis, terra de sua mulher. Entre os nomes de maior relevo do PSDB, mantém interlocução assídua apenas com José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela. Aníbal, inclusive, tem sido uma das raras vozes contrárias ao afastamento em definitivo de Aécio da presidência do partido. Em vão. Na convenção de agosto, o PSDB deverá confirmar a destituição e referendar o nome de Tasso Jereissati.

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21.07.17
ED. 5666

Legoland a caminho

A Lego procura uma área para instalar um parque temático no Brasil. Os dinamarqueses estão divididos entre o interior de São Paulo e o litoral do Nordeste. Um empreendimento como esse não sai do chão por menos de US$ 100 milhões.

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21.07.17
ED. 5666

Porteira aberta

A Cedae abriu a porteira. O controle das empresas de saneamento do Pará e de Rondônia também poderá desaguar no BNDES.

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21.07.17
ED. 5666

Briga acirrada pela Vigor

A Danone também entrou na disputa para ficar com a Vigor, fabricante de laticínios da JBS. Seu maior concorrente é a francesa Lactalis.

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21.07.17
ED. 5666

Terceirização

Pezão jogou a toalha. No que depender dele, a Força Nacional de Segurança fica no Rio até o fim de seu mandato.

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21.07.17
ED. 5666

O outono da nossa insipiência em São Petersburgo

Nem bem o RR desceu os três primeiros degraus da Hotel Corinthia, cravado no centro da Avenida Nevsky, em São Petersburgo, deu-se início à bateria de interrogações. Auxiliado pela tradutora, tome de perguntas para uns e para outros: “Você sabe quem é Lula?”; “Ouviu falar na roubalheira no Brasil”; “O que você conhece do Brasil?” As respostas dos populares não são nada entusiasmantes. O Brasil continua sendo uma terra meio indígena, com lindas praias, belas mulheres. Ah, e tem o Pelé, que esteve recentemente em Moscou, na Copa das Confederações.

Lula aparece duas vezes na sondagem relâmpago. A primeira pergunta é feita a um rapaz ruivo, de nome Aleksander: “Já ouviu falar do Lula”? “Acho que é o presidente do Brasil, que está envolvido em um caso de corrupção. Procede?” Sim, procedia. O outro rapaz, de nome Andrey, também conhecia Lula, mas confessava ter boa impressão do presidente, que entendia “ser meio comunista, assim que nem Putin”. Mas foi Aleksander quem definiu bem as diferenças: “Se lá no Brasil, pelo que ouço, a corrupção se passa no Congresso, vocês não sabem o que é um sistema apodrecido. Aqui a corrupção se dá no dia a dia. A gente vai ao hospital, por exemplo, e tem de dar um agrado ao médico. Quanto maior a gravidade da doença ou urgência de tratamento maior a cifra”.

Ciente do baixo reconhecimento da realidade brasileira em terras russas, o RR decidiu visitar dois ministérios para ver se os funcionários do atendimento eram mais versados nas histórias que gorjeiam em nossas plagas. Primeiramente, foi ao Ministerstvo torgovli i promishlennosti (Ministério da Indústria e Comércio) perguntar à funcionária Natália, uma senhora de olhos bem azuis, se ela se lembrava de algum brasileiro. Sim, ela se lembrava de “inzhener” Batista ou o engenheiro Eliezer Batista, que há trinta e poucos anos era figurinha fácil na então União Soviética.

Antes que alguém pergunte, Natália não tem a menor ideia de quem é Eike Batista. Próxima parada: o Ministério do Trabalho (em russo Ministerstvo zanatosti i truda). O RR fez a mesma pergunta: “Manjas alguém do Brasil? “A resposta foi seguida de um cantarolar entusiasmado: “Dirceu – voin brazilskogo naroda”, mais conhecida nas convenções do PT como “Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro”. O atendente, de nome Pavel, prometeu cantar a musiquinha na Copa do Mundo de 2018, que irá se realizar neste país eurasiano. A Rússia nunca esteve tão longe e tão perto do Brasil.

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21.07.17
ED. 5666

Estaleiro à deriva

O governador José Ivo Sartori entrou no circuito na tentativa de convencer a Petrobras a retomar a encomenda de três cascos para plataformas junto à Ecovix, braço de construção naval da Engevix – o pedido foi suspenso no fim do ano passado, segundo a própria estatal confirmou ao RR. Sartori usa como argumento a salvação dos dois mil funcionários que ainda sobrevivem no estaleiro gaúcho. As chances de êxito, no entanto, são diminutas.

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21.07.17
ED. 5666

As taxas de emprego agradecem

Pelo jeito, a Brasil Brokers, maior holding imobiliária do país, vai penar para reduzir sua massa de corretores. Por ora, o hub digital que a empresa montou no ano passado para negociar diretamente com os clientes sem a necessidade de intermediação não colou. Os custos com pessoal e pagamento de corretagem continuam nas alturas.

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21.07.17
ED. 5666

A grande família

O deputado Lucio Vieira Lima tem deixado seus colegas de Congresso com uma pulga atrás da orelha. Antes, quando perguntado sobre a possibilidade de seu irmão, Geddel Vieira Lima, fechar um acordo de delação, Lucio costumava negar com serenidade. Nos últimos dias, no entanto, deu para ser ríspido com quem o aborda sobre o assunto e ainda diz que a conversa pode ser considerada “obstrução de Justiça”.

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21.07.17
ED. 5666

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Danone e Brasil Brokers.

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