Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
19.07.17
ED. 5664

Reajuste dos militares opõe Jugmann e equipe econômica

Há um agastamento nas relações entre o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e seus colegas da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira. O motivo é uma questão bastante delicada: o reajuste salarial das Forças Armadas. O assunto está parado na área econômica, onde enfrenta resistências. Meirelles, principalmente, tem a sensibilidade do todo, mas não abre mão da parte.

Na Fazenda, não se discute o mérito da questão e muito menos sua importância para o governo, sobretudo pelo seu valor intangível no atual cenário político e institucional. No entanto, Meirelles olha o orçamento com lupa e tem dificuldade em encontrar uma fresta para encaixar o reajuste salarial dos militares. Os estudos preliminares do Ministério da Defesa envolveriam um aumento médio de 15%. Tomando-se como base os gastos com pessoal e encargos sociais previstos no Orçamento das Forças Armadas para este ano, o reajuste implicará um custo adicional de R$ 10,5 bilhões por ano.

Na aritmética que mais sensibiliza Meirelles, essa cifra equivale a algo como 8% do déficit primário previsto para 2018 (R$ 131 bilhões). Consultado sobre o reajuste dos militares, o Ministério da Defesa confirmou que “tem atuado junto à Fazenda e ao Planejamento para que ocorra um nivelamento com as demais carreiras de estado”. Disse ainda que “não é possível afirmar quando os estudos estarão concluídos e qual o espaço fiscal a ser concedido.”

A Fazenda, por sua vez, não quis se pronunciar. A indefinição sobre o aumento dos salários dos militares pesa nas costas de Raul Jungmann. Há pouco mais de um mês, em entrevista ao programa Forças do Brasil, da Rádio Nacional, o ministro da Defesa garantiu o reajuste. Talvez estivesse trabalhando com a fotografia de uma cena anterior.

Segundo o RR apurou, as discussões sobre o tema haviam avançado razoavelmente em março e abril, na mesma época que o governo começou a esboçar propostas para a reforma da Previdência dos militares. Desde então, no entanto, a Fazenda e o Planejamento pisaram no breque. Há uma defasagem nos salários dos militares em relação a outras carreiras de Estado na área de segurança.

Um agente da Polícia Federal, por exemplo, recebe o mesmo do que um coronel das Forças Armadas, sem ter responsabilidade de comando. Como não poderia deixar de ser, o problema aperta, sobretudo, as patentes mais baixas. Não por acaso, de acordo com uma fonte do próprio Ministério da Defesa, o modelo delineado pela Pasta prevê justamente uma redução do gap salarial entre os diferentes níveis na hierarquia militar.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.07.17
ED. 5664

Desconstrução

A Heineken está promovendo um bota-abaixo na operação da antiga Brasil Kirin. Além da fábrica de Gravataí (RS), o plano dos holandeses prevê o fechamento de mais de três unidades – a primeira delas deverá ser a de Horizonte (CE). A Heineken se livra de máquinas, concreto e também de gente. Já demitiu 18 executivos da Brasil Kirin.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.07.17
ED. 5664

Ou seja…

A ordem na Prefeitura de São Paulo é agilizar as privatizações do Pacaembu e do Autódromo de Interlagos para que os leilões saiam no início de 2018. Ou seja: enquanto João Doria ainda estiver no cargo…

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.07.17
ED. 5664

Fora do Espírito Santo

A Petrobras bateu o martelo: vai vender a concessão de gás natural no Espírito Santo. A estatal é dona de 100% da distribuidora. Quer dizer, é e não é. O governo capixaba reclama a divisão do controle com a Petrobras. No ano passado, a Justiça considerou irregular o contrato firmado em 1993, que deu à estatal a concessão por 50 anos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.07.17
ED. 5664

Abengoa tenta desatar os nós em suas linhas

A Abengoa espera receber até o fim do mês uma oferta vinculante da chinesa State Grid por parte dos seus ativos de transmissão no Brasil. A proposta servirá como valor de referência para o leilão das concessões que os espanhóis vão realizar dentro do processo de recuperação judicial. O pacote que será vendido inclui os 3,5 mil km em linhas de transmissão já em operação no país. Se dependesse dos espanhóis, também estariam no embrulho os mais de seis mil km de rede ainda em fase de construção. Mas este é outro departamento, que passa pela Aneel, onde o grupo espanhol costuma ser tratado de “caloteiro” para baixo, segundo uma fonte da agência. O órgão regulador acusa a Abengoa de não cumprir os investimentos e prazos previstos em contrato e briga na Justiça para retomar estas concessões. No momento, aguarda decisão do Tribunal Regional Federal da 2a Região ao pedido de liminar que permitiria a continuidade do processo de caducidade das licenças.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.07.17
ED. 5664

Um nome ambivalente para a Pasta da Cultura

Atual diretor do Teatro Sergio Cardoso, em São Paulo, Luis Sobral foi sondado para assumir o Ministério da Cultura. A rigor, sua indicação deve ser creditada na conta do PSD, de Gilberto Kassab e de Andrea Matarazzo – Sobral foi adjunto do próprio Matarazzo na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. No entanto, estrategicamente o ministeriável mantém também um pé no PSDB: em 2012, foi tesoureiro de campanha de José Serra na eleição à Prefeitura de São Paulo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.07.17
ED. 5664

Esqueceram da Finep…

Há um certo clima de desalento na Finep. Da diretoria ao corpo técnico, a percepção é que o governo “se esqueceu” daquele pedacinho de terra encravado no Ministério da Ciência e Tecnologia. Tanto o projeto de transformação da agência em instituição financeira quanto a proposta de incorporação pelo BNDES caminham a passos lentos e desencontrados. A Finep disse ao RR “que está em entendimento com o Governo para sua regularização como instituição financeira.” O Ministério afirma que “a discussão é muito recente e não há uma posição”. A dura verdade é que, com o marasmo da economia, a agência nem precisa se preocupar com medidas para aumentar a captação de recursos. Dos quase R$ 7 bilhões disponíveis, entre janeiro e junho a Finep teria liberado menos de R$ 600 milhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.07.17
ED. 5664

Os Maias

A “base aliada” de Rodrigo Maia ganhou novas adesões. Na tarde de ontem, Maia confidenciou a uma fonte do RR que dá como certo o apoio de todos os deputados do PDT e de dois terços da bancada do PSB a sua candidatura à Presidência em caso de eleição indireta.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.07.17
ED. 5664

Submerso

O Santander está submerso nos números da Guide Investimentos, plataforma digital do Indusval & Partners.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.07.17
ED. 5664

Três vezes Lava Jato

O Rodoanel, em São Paulo, é “tri-investigado” pela Lava Jato. O Ministério Público Federal já recolheu provas de irregularidades no projeto provenientes de três fontes: Leo Pinheiro, da OAS, o doleiro Adir Assad e Paulo Vieira de Souza, conhecido como “Paulo Preto”, diretor do Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) entre 2007 e 2010.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.07.17
ED. 5664

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Heineken, Petrobras, Abengoa, Santander e Indusval.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.