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Planos
12.07.17
ED. 5659

Temer invade as redes sociais

O Palácio do Planalto vai lançar ainda nesta semana uma estratégia para impulsionar a comunicação do governo nas mídias sociais. O plano de ação foi delineado a toque de caixa nos últimos dois dias. A ordem é bombardear as redes com boas notícias da economia. O Planalto pretende também utilizar as contas oficiais de Michel Temer no Twitter e no Facebook para centralizar a divulgação de fatos com maior impacto social, como, por exemplo, a entrega de imóveis do Minha Casa, Minha Vida. Alguns destes eventos serão transmitidos online nos perfis do presidente da República. A operação de guerra prevê também a postagem mais frequente de vídeos gravados pelo próprio Temer, a exemplo da mensagem veiculada na última quinta-feira antes da sua viagem à Alemanha. Segundo medições da área de comunicação do Planalto, o expediente tem razoável eficácia pela reprodução dos vídeos nas próprias redes sociais e do áudio em emissoras de rádio.

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12.07.17
ED. 5659

As algemas de Amos Genish

Se o israelense Amos Genish assumir um cargo de comando na Telecom Italia, como cogitam os jornais europeus, ele terá de contornar um entrave ao pleno exercício das novas funções. Segundo o RR apurou, ao deixar a Telefônica, no ano passado, Genish teria assinado um acordo de non-compete, comprometendo-se a não participar da gestão executiva de concorrentes no Brasil até o fi m de 2018. A TIM Brasil é a maior operação internacional do grupo italiano: responde por um quarto da receita global.

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12.07.17
ED. 5659

Galp quer ser o peixe-piloto da Statoil no Brasil

A Galp elegeu como prioridade absoluta no Brasil a licitação da área Norte do campo de Carcará (BM-S-8), na Bacia de Santos, marcada para 27 de outubro. Para tanto, tenta convencer a Statoil a entrar no negócio, repetindo, assim, parte do consórcio que detém a concessão do próprio BM-S-8. A Galp, em bom português, é o “miúdo” da operação: detém apenas 10%. Já a Statoil tornou-se o maior acionista de Carcará com a aquisição dos 66% da Petrobras.


Por falar em Petrobras, os planos da Galp no Brasil passam ao largo de José Sergio Gabrielli, integrante do board do grupo. Segundo uma fonte da empresa, há muito que os lusos não ouvem os conselhos do ex-no 1 da Petrobras.

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12.07.17
ED. 5659

Mestre Huck

A “holding” Luciano Huck tem planos de investir na área de educação, trazendo, inclusive, grupos de ensino estrangeiros para a empreitada.

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12.07.17
ED. 5659

“Partido do Ceará”

O interesse “pátrio”, ao que parece, cala fundo no governador do Ceará, Camilo Santana. O petista tem defendido o nome do tucano Tasso Jereissati para suceder o presidente Michel Temer em caso de eleição indireta no Congresso. Desde já, apoia ainda a candidatura do também conterrâneo Ciro Gomes em 2018. E o PT, partido de Santana? Viria de vice, com Fernando Haddad.

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12.07.17
ED. 5659

Desconfortável

Henrique Meirelles já esteve mais confortável. Confidenciou que as recorrentes declarações de que ele está garantido na Fazenda mais incomodam do que tranquilizam.

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12.07.17
ED. 5659

Um debate celestial sobre o crédito subsidiado

A discussão sobre os juros subsidiados do BNDES tem um milhão de anos, como diria Nelson Rodrigues, e está vinculada a escolhas em relação ao país que se deseja e o timing da realização desse ideal. O RR confessa seu despreparo para intervir nesse assunto sem algum apoio externo. Com a devida licença a Elio Gaspari, useiro e vezeiro do expediente, foi buscar em Roberto Campos e Hedyl Rodrigues Valle um amparo celestial para ingressar no debate, requentado pela batalha em torno da TJLP. Só para contextualizar, o RR nasceu nesse berço de disputa de ideias – lá se vão 57 anos. Hedyl foi o criador do RR e presidente da Associação de Funcionários do BNDES, por essa época. Campos fundou o banco, ocupou sua presidência e sempre foi odiado pelos funcionários. Ambos afinaram suas ideias nesse período de convivência no éter. É só conferir no breve diálogo.

HRV: O subsídio é uma das formas de antecipar a concretização de prioridades. É uma alavanca que o Estado usa quando o mercado não se mostra afeito a realizar alguma tarefa essencial ao progresso. Acredito que foi por isso que você fundou o BNDES.

RC: Como diria o arguto Mao Tse Tung, “não interessa a cor do gato se o inimigo é o rato”. O BNDES naturalmente teria de ser reorientado na medida em que as demandas vão mudando. Recentemente, o banco teve um papel muito importante na desestatização, o que eu acho que deveria ser mantido como uma das suas prioridades. É claro que são condenáveis as reservas de mercado. Os subsídios são um soro ofídico intervencionista para curar o envenenamento provocado pela abstinência da iniciativa privada. O Estado somente atrapalha, mas infelizmente é necessário. Eu privatizaria até a Casa da Moeda.

HRV: Mas você manteria os subsídios às empresas? Eu recordo que, mesmo quando fez sua inflexão radical pela liberalização, desregulamentação e privatização, você não descartava o BNDE como agência de fomento.

RC: Acredito que o importante é maximizar a velocidade do crescimento da renda, da criação de empregos e da absorção de tecnologia. O resto é sentimentalismo. Graças ao recrutamento por concurso público o BNDE manteve uma saudável tradição meritocrática, com nível técnico bastante satisfatório. Naturalmente não escapou ao vício do burocratismo com a irrupção do nacional-estatismo. Melhor com o banco ou sem ele? Eu diria com ele. Melhor com algum subsídio ou sem subsídio nenhum? Ora, subsídios nunca são bons. Mas as imperfeições são inevitáveis. No final tudo se resume a uma assertiva: no socialismo as intenções são melhores do que os resultados e no capitalismo os resultados são melhores do que as intenções.

HRV: A nova bête noire dos subsídios é a corrupção. A Lava Jato deu uma dimensão hollywoodiana à corrupção. A distorção no debate é tratar o subsídio como uma jabuticaba. Ora, os Estados Unidos subsidiam sua indústria militar com recursos do Tesouro, que constam do orçamento do Pentágono. Com relação à corrupção, a receita é dura lex sed lex.

RC: Eu acreditava muito nos mecanismos governamentais, mas eles têm células cancerígenas que crescem incontrolavelmente. Há algo de doentio na máquina estatal. A experiência de jovem me deixou cético em relação às reais possibilidades do Estado. Mas acho razoável pensar em administrar as desigualdades, buscando igualar as oportunidades sem impor resultados.

HRV: A discussão do subsídio foi redirecionada quase que exclusivamente para o seu aspecto distributivista, que está na essência da crítica dos empréstimos aos “cavalos vencedores”. O problema é que há empreitadas que não podem ser tocadas pelas pequena e médias empresas. São obras e projetos essenciais ao desenvolvimento que não estão no radar do mercado. Em linhas gerais, você acha que é possível resgatar o crescimento da indústria sem algum estímulo do Estado?

RC: Se me perguntassem sobre o nível do debate econômico do país eu diria que é uma razoável aproximação do Q.I da ameba. O BNDE não deve ser um instrumento de política monetária nem um mecanismo de redistribuição de renda. Acho que o banco é apenas um estágio na evolução dialética. Como diria Santo Agostinho, “Deus, fazei-me casto, mas não agora”.

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12.07.17
ED. 5659

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Galp, Statoil e Telefônica.

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