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Planos
03.07.17
ED. 5652

Neeleman reavalia plano de voo após virar copiloto na TAP

A investida de David Neeleman, dono da Azul, na terrinha sofreu um looping, que até mesmo coloca em dúvida sua permanência na TAP. Segundo uma fonte próxima ao empresário, Neeleman já cogita vender sua participação na companhia aérea após os acontecimentos da última semana, quando o governo português, na prática, reestatizou a empresa. Operação selada na quinta-feira passada deu ao Estado 50% do capital da TAP.

O Atlantic Gateway, consórcio de investidores privados liderado por Neeleman, passou a ter 45%, contra 61% do formato anterior. Consultado pelo RR sobre a decisão do governo português, as circunstâncias em que ela se deu e o seu futuro na TAP, o empresário não quis se manifestar. Em declarações à mídia portuguesa, David Neeleman usou um tom conciliador em relação à mudança societária: falou de alinhamento de interesses com o governo e mencionou planos de expansão da TAP. No entanto, a própria imprensa local trata o episódio como algo nebuloso. Neeleman e seu principal sócio, Humberto Pedrosa, teriam sido pressionados pelo governo socialista do primeiro-ministro António Costa a aceitar a redução da sua fatia societária.

A mídia portuguesa levanta ainda insinuações por conta dos protagonistas deste enredo. A operação teria sido costurada por um personagem notório na vida pública local: o advogado Diogo Lacerda Machado, habitualmente tratado pela imprensa portuguesa de “melhor amigo” e “negociador sombra” de António Costa. Segundo os jornais de Lisboa, foram exatas 14 reuniões com os acionistas e administradores da TAP até que a nova configuração societária estivesse formatada. Lacerda Machado participou de todas. Foi também nomeado para o board da companhia aérea. Não menos controversa foi a indicação de Miguel Frasquilho como chairman. Frasquilho foi diretor do Banco Espírito Santo até quatro meses antes da sua quebra.

David Neeleman oficializou a compra da companhia portuguesa em novembro de 2015. Naquele mesmo mês, no entanto, António Costa assumiu o cargo de primeiro-ministro e elegeu a TAP como uma questão prioritária do seu governo. Neeleman passou a ter dificuldades em tocar a gestão da empresa, que se somou a uma relação turbulenta com o órgão regulador local e a ANA (administradora dos principais aeroportos portugueses) – ver RR edição de 17 de fevereiro. Não conseguiu impor sua agenda de contenção de custos, redução de ativos e, sobretudo, corte de pessoal – medidas, especialmente esta última, muito contestadas pelo governo de António Costa.

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03.07.17
ED. 5652

Armínio 6.0

A Casa das Garças vai comemorar com um prestigiado evento os 60 anos de Armínio Fraga. Serão convidados diversos economistas para palestrar sobre a obra pulsante do “profícuo acadêmico”. Armínio bem que poderia resgatar na PUC-Rio um paper de sua autoria propondo a troca da moeda nacional para o dólar. A grande contribuição ficou perdida no baú da história.

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03.07.17
ED. 5652

Primeiramente, fora…

As redes sociais têm permitido à comunicação do Palácio do Planalto medir em tempo real a “popularidade” de Michel Temer. Cada post de Temer no Twitter, por exemplo, recebe, em média, 98% de comentários negativos.

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03.07.17
ED. 5652

Avanço total

A francesa Total está despejando um caminhão de dinheiro no pré-sal. Após desembolsar US$ 2,2 bilhões na aquisição  de ativos da Petrobras, quer comprar também a participação de 10% da portuguesa Galp no campo de Iara, na Bacia de Santos. Ressalte-se que a Total já detém 22,5% da operação, comprados da própria Petrobras.

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03.07.17
ED. 5652

Uma locomotiva na direção do TCU

Das duas uma: ou o governo está deliberadamente disposto a bater de frente com o TCU ou tem oferecido a investidores da área de infraestrutura o que não poderá entregar. Para atrair candidatos ao projeto da Ferrogrão, uma das concessões penduradas no PPI, acena com a exclusividade no uso da malha por 30 anos. Nesse período, o operador poderia negociar ou não o direito de passagem com outros concessionários. Não é o que reza a cartilha do TCU, que tem obrigado as concessões ferroviárias a abrir caminho para trens de outras empresas. No fim das contas, o mais provável é que o governo crie juízo e desista de dar uma de “João sem braço”.

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03.07.17
ED. 5652

Funcef corta as gorduras da sua carteira imobiliária

A Funcef deverá apresentar, até agosto, um plano de enquadramento da carteira imobiliária para aprovação da Secretária de Previdência Complementar (Previc). O responsável pela sua elaboração é o ex-secretário de Fazenda do Rio e de São Paulo, Renato Villela, atual diretor de participações da fundação. A entidade terá de vender algo em torno de R$ 500 milhões para adequar seu portfólio imobiliário ao limite de 8% do patrimônio total. O que mais dói na Funcef é o timing: a operação terá de ser feita em um momento de baixa dos preços de imóveis.

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03.07.17
ED. 5652

Cemig faz um mau (bom) negócio

A iminente venda da participação de 10% na Hidrelétrica de Santo Antônio está longe de ter o desfecho sonhado pela diretoria da Cemig. Segundo o RR apurou, o acordo com a chinesa State Power Investment Overseas será assinado ainda nesta semana, envolvendo o pagamento de R$ 700 milhões. Quando iniciou as tratativas com os chineses, a pedida da Cemig estava em R$ 1,3 bilhão, colada ao valor contábil do ativo lançado em seu balanço. Entre o ideal e o factível, a estatal mineira teve de ceder para não perder o negócio. De acordo com uma fonte que participa da operação, o valor final do acordo foi achatado pelas pendências financeiras da Santo Antônio, a começar pelos litígios relacionados à venda de energia no mercado spot. A saída da usina será um passinho a mais na caminhada da Cemig para reduzir seu passivo. Se a empresa usar todos os recursos para pagar credores, a relação dívida líquida/ebitda cairá de 4,6 vezes para 4,4 vezes. Ou seja: ainda há muitas léguas a percorrer até que a Cemig consiga trazer sua alavancagem ao índice desejado de três para um.

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03.07.17
ED. 5652

Margens da Ipiranga

A disposição da Petrobras de reajustar os preços dos combustíveis diariamente para conter as importações tem endereço certo. Em abril e maio, a Ipiranga mais do que duplicou a compra de derivados no mercado externo. Foram 216 milhões de litros, uma média de 108 milhões por mês. No primeiro trimestre, essa média foi de 57 milhões.

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03.07.17
ED. 5652

Um raro sinal de otimismo com a economia

Credit Suisse pretende ampliar sua operação de investment banking no Brasil, na expectativa de reabertura da temporada de IPOs nos próximos meses.

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03.07.17
ED. 5652

“Fracass fee”

Após o velório, a dolorosa conta do sepultamento: os acionistas da Kroton terão de pagar cerca de R$ 50 milhões a advogados, consultores e lobistas que trabalharam na frustrada fusão com a Estácio.

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03.07.17
ED. 5652

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cemig, Funcef e Credit Suisse.

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