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Planos
27.06.17
ED. 5648

Governo cata migalhas para reduzir o rombo fiscal

O governo pretende securitizar um monte de cacarecos e transformá-los em receitas extraordinárias para cobrir o crescente buraco fiscal sem lançar mão de algum tipo de gravame. A meta para o déficit primário é de R$ 139 bilhões, mas esse número já foi estourado em cerca de R$ 70 bilhões. Estão contingenciados R$ 39 bilhões e são necessários mais R$ 30 bilhões pelo menos, pois a arrecadação tende a continuar decepcionando.

O governo vai fazer uma varredura em débitos e fraudes e usar raspas e restos para tapar o que for possível do rombo orçamento. Valem as combinações mais incomuns, como recursos previdenciários pagos indevidamente a pessoas que estão mortas – a MP já se encontra pronta -, aos beneficiários do Bolsa Família que se encontram empregados e os inadimplentes do programa Minha Casa, Minha Vida. Entre as medidas, estaria incluída também a retenção de parte do FGTS dos trabalhadores demitidos sem justa causa, mas o governo recuou na proposta.

Há cacarecos já previstos – os R$ 8 bilhões em precatórios que precisam ser aprovados no Senado. O projeto de José Serra que busca transformar a dívida ativa da União em cessão de crédito também será resgatado. A dívida ativa é da ordem de R$ 1,5 trilhão. No ano passado, Meirelles achava que conseguiria recuperar R$ 16 bilhões. Neste ano as estimativas com a securitização da dívida ativa já foram esticadas para R$ 18 bilhões. Está em estudo também a venda de parte da carteira de crédito do BNDES, que é considerada como de alta qualidade.

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27.06.17
ED. 5648

Sonae Sierra busca vaga no Shopping Leblon

O grupo português Sonae Sierra entrou na dança das cadeiras que embala, neste momento, o setor de shopping centers no Brasil. Os lusos têm interesse na compra de uma participação no Shopping Leblon, no Rio, controlado pela Aliansce. Segundo o RR apurou, a subsidiária do grupo, a Sonae Sierra Brasil, fará uma emissão de debêntures de R$ 250 milhões para financiar aquisições no país, onde já administra dez shoppings.

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27.06.17
ED. 5648

E o vento levou o contrato da Weg

O cancelamento dos projetos de energia eólica de Furnas doeu no bolso dos controladores da Weg. A empresa estava prestes a assinar contrato com a subsidiária da Eletrobras para o fornecimento de 160 geradores em 2018 e 2019, ao valor de R$ 1,6 bilhão. O pior: a Weg não trata o episódio como fato isolado. Já trabalha em um plano de contingência para o esperado aumento da sua capacidade ociosa. O Brasil tem hoje um excesso de energia – resultado da economia em frangalhos. No setor, já se dá como certo, inclusive, que a Aneel ficará por um bom tempo sem realizar novos leilões de energia eólica.

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27.06.17
ED. 5648

Rodoanel, capítulo final

Promete ser acirrada a disputa pelo trecho norte do Rodoanel, o último segmento a ser licitado. O RR apurou que o Pátria Investimentos e a EcoRodovias, dos herdeiros de Cecilio do Rego Almeida, vão entrar no leilão. O governo paulista quer colocar o edital na rua até 30 de julho.

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27.06.17
ED. 5648

Pescaria

O Itaú pretende usar a XP como anzol para fisgar outras corretoras, notadamente aquelas com fortes plataformas digitais.

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27.06.17
ED. 5648

Energia extra do BNDES

O BNDES, que agora é só paz e amor com o empresariado, deverá aumentar o volume de recursos disponíveis para a área de transmissão. O objetivo é reduzir os atrasos na implantação de concessões já leiloadas pela Aneel. Neste ano, o banco já liberou mais de R$ 2,5 bilhões para a construção do linhão da usina de Belo Monte.

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27.06.17
ED. 5648

Como diria Shakespeare, muito barulho por nada. Ou tudo

Circulou no Congresso Nacional a informação de que um triângulo das Bermudas estava se formando no cume da política brasileira. Seus vértices seriam o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o Comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. O trio estaria articulando um manifesto contra o estado de anomia que domina o país. Os virtuais signatários se autodenominariam representantes da “sabedoria, Justiça e da força”. Um tanto quanto cabotino. Mas não se pode deixar de reconhecer que os três pontífices são um maná de capacitação e autoridade em meio ao atual deserto de homens e ideias.

O RR foi procurar uma fonte estratégica. Ela desdenhou do rumor, afirmando que “conhecia os três e que, apesar de vaidosíssimos, não fariam uma coisa dessas por temer os riscos de interpretações equivocadas”. Ponderou, contudo, que Fernando Henrique, Gilmar e Villas Bôas têm estado mais próximos recentemente. De fato, surgiram alguns pontos de interseção entre os três cardeais. FHC e Gilmar Mendes têm uma antiga afinidade. O ex-presidente é palestrante de eventos internacionais promovidos pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, mais conhecido pelo acrônimo IDP.

Um dado curioso: a instituição de ensino pertencente a Gilmar consegue ao mesmo tempo ser patrocinada por empresas estatais e controlada por um ministro do Supremo sem que ninguém acuse um conflito de interesse. Em 12 de outubro do ano passado, o presidente Michel Temer chamou FHC e Gilmar Mendes para um almoço privado com o objetivo de “um aconselhamento de alto nível”. O Comandante Villas Bôas, por sua vez, foi cortejado em ambas as casas neste segundo trimestre. Deu palestra no dia 24 de maio no Instituto FHC.

O evento repercutiu e foi considerado inoportuno por parlamentares e militares da reserva devido à circunstância política. No último dia 20 de junho, VB compareceu ao IDP, de Gilmar Mendes, onde foi homenageado com o título de Doutor Honoris Causa. Frente a assunto de tal impacto, o RR decidiu tirar a limpo a história. Consultou FHC que não se fez de rogado: “É tudo fantasioso. Nunca estivemos os três juntos e, separadamente, nas raras ocasiões em que os vi jamais cogitei de manifesto algum, nem seria apropriado”.

O Comandante Villas Bôas já tinha se posicionado de forma lacônica e peremptória: “No Instituto FHC, tratei de Defesa Nacional, Vigilância de Fronteira e Segurança Pública – o papel das Forças Armadas. É uma discussão vital para o país.” O Centro de Comunicação Social do Exército também se manifestou para afirmar o caráter protocolar dos eventos: “O Exmo. Senhor General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas compareceu ao Instituto Fernando Henrique Cardoso e no Instituto Brasiliense de Direito Público do Ministro Gilmar Mendes em sua condição de Comandante do Exército Brasileiro, representando a Força da qual está à frente, para proferir palestra e/ou participar de evento cultural como convidado.”

Villas Bôas, um oficial legalista e disciplinado, não transporia o Regulamento Disciplinar para assinar um manifesto no qual sua participação poderia ser confundida com a da Força Armada. O ministro Gilmar Mendes não respondeu por se encontrar no plenário do STF. De qualquer forma, bem melhor assim. Que os três se mantenham candidatos ao epíteto de estadistas, sem articulações ou manifestos que confundam ainda mais o ambiente político.

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27.06.17
ED. 5648

HNA traz um cargueiro de dólares para o Brasil

O HNA Group desembarcou no Brasil gastando bilhão atrás de bilhão. Os chineses deverão realizar, ainda neste ano, um aporte adicional de mais de R$ 2 bilhões na Rio Galeão. Os recursos serão destinados ao pagamento antecipado das prestações da outorga do aeroporto de 2018 a 2020, que totalizam cerca de R$ 3,5 bilhões. A cifra se soma aos R$ 4 bilhões que o HNA está pagando para ficar com a participação de 60% da Odebrecht na concessão.

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27.06.17
ED. 5648

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Weg, Sonae Sierra Brasil, Aliansce, Pátria Investimentos e EcoRodovias.

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