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Planos
13.06.17
ED. 5639

China Gezhouba deságua no setor de saneamento

O setor de saneamento será a porta de entrada no Brasil de uma das maiores empreiteiras chinesas: a China Gezhouba Group Company (CGGC). Uma hidra com negócios em construção civil, energia e transporte e mais de US$ 30 bilhões em ativos, a CGGC está em conversações com a Prefeitura de Cuiabá para assumir a concessão de saneamento na capital mato-grossense. A operação, pertencente à CAB Ambiental, leia-se Galvão Engenharia, está sob intervenção do município desde o ano passado por descumprimento de contrato.

Nos últimos meses, cresceram as chances de a Prefeitura decretar a caducidade do contrato e realizar nova licitação. A CGGC está na primeira fila. Já teria se comprometido a assumir o plano de investimentos de R$ 1,5 bilhão. Procurada pelo RR, a Prefeitura informou que já exigiu da CAB a comprovação de capacidade técnica e operacional para gerir a concessão. Sobre a CGGC, não se pronunciou. Por ora, a profecia da invasão de empreiteiras chinesas no Brasil no rastro da Lava Jato não se consumou.

O desembarque tem se dado na base do conta-gotas, com interesses ainda razoavelmente restritos. É o caso da CGGC, que está abrindo um escritório em São Paulo e chega de olho em dois segmentos: energia e saneamento. Além de Cuiabá, está em negociações com o governo de São Paulo para assumir a PPP de São Lourenço. Constituída originalmente pela Camargo Corrêa e pela Andrade Gutierrez, a PPP é responsável pela construção do novo sistema para o abastecimento hídrico da capital paulista. Trata-se de um projeto de R$ 900 milhões.

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13.06.17
ED. 5639

Petrobras paga mais uma fatura do “petrolão”

A Petrobras iniciou tratativas em busca de um acordo com o Abu Dhabi Investment Group. Em março, o fundo soberano dos Emirados Árabes acionou a estatal na Justiça norte-americana, exigindo uma indenização por perdas decorrentes dos casos de corrupção na companhia. Nos últimos dois anos, o que a Petrobras mais tem feito é correr atrás do “perdão” dos minoritários. Nesse período, já fechou duas dezenas de acordos com investidores internacionais. A conta pelos malfeitos do passado gira em torno de US$ 370 milhões. A Petrobras confirma o valor, provisionado no balanço. Mas não pronuncia sobre as negociações com o Abu Dhabi Investment.

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13.06.17
ED. 5639

Marfrig tempera o IPO da Keystone

O Marfrig está engordando o valuation da Keystone, sua subsidiária internacional, de olho no IPO previsto para o segundo semestre. Já autorizou a construção de uma nova fábrica de alimentos na Tailândia e o projeto de expansão da unidade da Malásia.

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13.06.17
ED. 5639

Inferno na torre

Os aeroportos brasileiros vão ferver… Os funcionários da Infraero preparam uma operação- tartaruga contra a decisão de Michel Temer de esquartejar e vender a estatal. Consultada, a empresa diz que “conta com um plano de contingência em caso de eventualidades.”

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13.06.17
ED. 5639

O mutismo de José Carlos Bumlai

O mutismo de José Carlos Bumlai está com os dias contados. A família o pressiona a quebrar o voto de silêncio, em resposta à delação de Antonio Palocci, que promete atingir em cheio o “amigo de Lula”.

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13.06.17
ED. 5639

Torneiras abertas

A Caixa Econômica deverá anunciar no início do segundo semestre o aumento do volume de recursos disponíveis para crédito habitacional. O banco confirma a informação e diz ainda que estuda a redução das taxas do Sistema Financeiro de Habitação.

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13.06.17
ED. 5639

Gilmar Mendes é o donatário da República

O ministro do STF – Gilmar Mendes tinha certeza absoluta em relação ao papel tollwütiger hund que desempenharia no julgamento da chapa Dilma-Temer. Dois dias depois da histórica sessão do TSE, Gilmar, no seu estilo pedantisch grob, afirmou com sua voz de barítono a um dos seus colaboradores nos eventos do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), instituição de ensino da qual é um dos controladores: “Fiz o que tinha de ser feito; as cartas do futuro estão jogadas. Posso ficar onde estou, mas a extensão do meu domínio aumenta até o píncaro”. O uso das duas expressões em língua germânica tem a função de sublinhar o exibicionismo do juiz, que faz da fluência em alemão uma marca pernóstica da sua erudição.

Pois traduza-se as respectivas palavras na sua literalidade: cachorro raivoso e pedante grosseiro. Com esse estilo que o Brasil todo conhece, Gilmar Mendes escolheu uma opção segura para quem nunca fez questão de ser amado: o poder em primeiro lugar. Permanecerá no STF até 2030, fim do seu mandato, fazendo do tribunal um bunker para a defesa das classes dominantes. A outra alternativa já tinha sido queimada junto com as caravelas nas quais navegavam as derradeiras chances da renúncia de Michel Temer: candidatar-se como um nome suprapartidário em eleições indiretas para presidente da República.

Gilmar sabe que Temer não abandonará o cargo. Sua postura no Supremo é parte dessa convicção. Segundo interlocutor do juiz do STF e fonte do RR, o ministro é um “homem de lealdade absurda”, mas antes de tudo é um pragmático “Ele construiu um latifúndio junto à direita, mas convive com qualquer elite dirigente”. Entre os planos para tornar-se um macrocosmo está a sua própria internacionalização. A plataforma para a construção da imagem no exterior é o IDP, que deve se tornar uma espécie de Lide voltado para tertúlias das ciências políticas e do direito, com parceiros cosmopolitas tais como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Gilmar Mendes desdenha até da “bala de prata” com a qual as hostes revoltosas procuram atingi-lo: o pedido de impeachment, com base no Artigo 52, inciso do II da Constituição, que dá ao Senado poderes para julgar o impedimento do juiz da Alta Corte. Pois bem, seriam necessários dois terços dos votos da casa. É o próprio Gilmar quem afirma que se contaria nos dedos das duas mãos o número de senadores que se disporiam a depô-lo do Supremo.

Na última linha, a do STF, o comandante supremo é ele, e, portanto, o garantidor mor do status quo. “O ministro é a salvaguarda de todos e tem uma coragem para enfrentamentos que até Deus duvida”, diz a fonte. E prossegue: “Não há mais ninguém acima de Gilmar Mendes no sistema. Ele manipula e intimida o Executivo, Legislativo e Judiciário. Ele cavalga o Judiciário”. Gilmar Mendes é um general togado, com vasta cultura jurídica e compostura capaz de enrubescer um oficial cavalariço. Gilmar tornou-se o duce do Brasil. Ou o Kanzler, chanceler em sua língua de preferência. Tem pinta de personagem lombrosiano. Dá medo, bastante medo.

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13.06.17
ED. 5639

Dívida da BR Properties vai subir mais alguns andares

A investida da BR Properties para comprar o Centenário Plaza, em São Paulo, está causando inquietação entre os minoritários da companhia. A aquisição da torre de escritórios da Previ, avaliada em R$ 430 milhões, vai forçar ainda mais o já preocupante nível de alavancagem da empresa: a relação dívida líquida/ebitda deverá sair de 6,1 vezes para 6,5 vezes. Investidores como o fundo Eminence Capital questionam também o timing da operação, às vésperas da oferta de ações da BR Properties de aproximadamente R$ 1 bilhão. Seria este o melhor momento para a GP, controladora da empresa, jogar fermento no passivo?

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13.06.17
ED. 5639

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Marfrig e BR Properties.

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