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Planos
05.06.17
ED. 5633

Telefônica entra em linha cruzada com o TCU e a Anatel

Nem mesmo a intimidade com o Poder tem ajudado o CEO da Telefônica no Brasil, Eduardo Navarro, a desatar o nó das multas da operadora com a Anatel. Integrante do “Conselhão” e bastante próximo do ministro da Comunicação, Gilberto Kassab – a quem, inclusive, ciceroneou em visita à sede do grupo em Madri no último mês de fevereiro –, Navarro vem ricocheteando entre diversas esferas do governo sem encontrar uma saída para o passivo de R$ 2,2 bilhões. Os espanhóis lhe cobram uma saída que passem longe do pagamento das multas, mas dificilmente o executivo conseguirá cumprir a missão.

A operadora chegou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Anatel para transformar as dívidas em investimentos. No entanto, foi abalroada pelo TCU, que suspendeu o acordo no início de maio. Na Telefônica, a causa já é dada como perdida. As gestões junto ao TCU conduzidas pelo próprio Navarro e pelo diretor jurídico Breno Pacheco de Oliveira foram infrutíferas.

O TCU fez um strike para cima da operadora e da Anatel. Não apenas suspendeu o acordo como ainda responsabilizou os conselheiros da agência, incluindo o ex-presidente João Rezende e o ex-conselheiro Rodrigo Zerbone, por perdas decorrentes da assinatura do TAC. Segundo o Tribunal de Contas, o Termo de Ajustamento causou um suposto prejuízo de R$ 137,7 milhões à União. O órgão identificou uma série de irregularidades, notadamente na metodologia do cálculo das multas aplicadas pela Anatel contra a Telefônica.

Diante do iminente fracasso, o que restará à Telefônica é a alternativa da Medida Provisória 780, editada na semana passada, que permite o parcelamento de dívidas não tributárias com a União. Está longe, muito longe do ideal. Mais do que uma confissão de dívida, a adesão à MP será uma confissão de fracasso da Telefônica.

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05.06.17
ED. 5633

Galindo quer dar um clinch no Cade

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, tenta convencer o Cade a adiar por 30 dias o prazo final para o julgamento da fusão com a Estácio, previsto para 27 de junho. Para todos os efeitos, alega que os advogados da companhia precisam de mais tempo para ajustar a defesa com base nas novas regras para o ensino a distância, publicadas pelo Ministério da Educação no último dia 26 de maio. No entorno de Galindo, há quem associe a manobra a uma confissão de que a batalha está perdida, mesmo após o executivo ter contratado todos os ex-dirigentes do Cade para defender a causa da Kroton. As sinalizações são desfavoráveis para o polvo da educação.

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05.06.17
ED. 5633

Milonga bancária

O Itaú já teria feito uma oferta pela parte do BB e da família Stuart Milne no Banco Patagonia. A dupla aquisição lhe daria 78% da instituição argentina. Consultado, o BB afirma que “continua estudando oportunidades que agreguem valor ao acionista”. Já o Itaú disse que “sempre avalia oportunidades, com foco na geração de valor ao acionista”. Quanta sintonia…

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Por falar em Itaú, o bancão assumiu o papel de grande expatriador de capitais. Seu private bank e a área de asset são pródigos na recomendação de remessas bancárias para o exterior. A agência do Itaú em Miami se tornou um ponto de encontro dos brasileiros nos EUA.

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05.06.17
ED. 5633

Esteves ganha espaço

Com a deserção de sócios e a iminente saída de outros, a participação de André Esteves no BTG está aumentando. Já foi bem mais glamouroso ser partnership do banco.

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05.06.17
ED. 5633

O cofre vazio fala mais alto

A cúpula do PT tem feito duras críticas à postura do cinco governadores do partido em relação a Michel Temer, especialmente após o estouro do grampo da JBS. A avaliação é que todos se encolheram de forma excessiva, evitando declarações mais agudas contra o presidente. O comedimento é atribuído à extrema dependência dos recursos da União, a começar por Fernando Pimentel, que carrega sobre os ombros um déficit projetado para este ano superior a R$ 8 bilhões. Isso para não falar dos seus próprios enroscos com a Justiça.

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05.06.17
ED. 5633

Exército faz pente fino na fronteira com a Venezuela

As Forças Armadas estão reforçando o sistema de vigilância e patrulhamento do chamado Arco Norte, mais precisamente na divisa com a Venezuela. As medidas incluem o deslocamento de tropas e de oficiais mais experientes para a região. Há uma crescente preocupação da área de Defesa com o acirramento dos conflitos contra o governo de Nicolás Maduro e seus possíveis riscos para a segurança do lado de cá da fronteira, notadamente no que diz respeito a atividades do crime organizado.

As Forças Armadas intensificaram o monitoramento e o controle da região com o objetivo principal de evitar que facções criminosas se aproveitem do fluxo desordenado de refugiados para infiltrar drogas e armas pesadas no território brasileiro. Calcula-se que, de dezembro para cá, cerca de 30 mil venezuelanos tenham entrado no Brasil via Roraima. Existe uma apreensão, em especial, quanto à possibilidade de desvio e tráfico de armamentos do próprio Exército venezuelano para o Brasil.

Os quartéis do país vizinho guardam aproximadamente cinco mil mísseis IGLA, fabricados na Rússia. São lançadores portáteis – podem ser manuseados por única pessoa – com alcance de até cinco quilômetros. Trata-se de um equipamento bastante cobiçado por traficantes de drogas: o míssil é capaz de abater aeronaves de pequeno porte, como helicópteros.

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05.06.17
ED. 5633

Os custos da Carne Fraca

O Ministério da Agricultura ainda pena para varrer os ossos da Operação Carne Fraca. Ao longo deste mês, uma delegação vai percorrer países da Ásia levando quilos de laudos técnicos atestando as perfeitas condições fitossanitárias do rebanho brasileiro.

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05.06.17
ED. 5633

JSL ganha gordura para o porvir

Enquanto os leilões de infraestrutura não saem do Power Point de Moreira Franco, a JSL (antiga Julio Simões Logística) vai acumulando munição. Até o fim de junho anunciará a emissão de R$ 200 milhões em Certificados de Recebíveis de Agronegócios. É apenas um aquecimento: uma oferta de US$ 300 milhões em bônus internacionais já está engatilhada para o segundo semestre. A JSL tem especial interesse em concessões no setor portuário.

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A Arena Fonte Nova deverá ser o novo ponto de encontro da Lava Jato com OAS, Odebrecht e o cervejeiro Walter Faria, que detém os naming & rights do estádio baiano.

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05.06.17
ED. 5633

Opel made in Brazil

Entre as ferragens da indústria automobilística, uma boa notícia: a Peugeot Citroën pretende trazer a marca Opel para o Brasil em 2018. Promessa de combustível extra para a fábrica de Porto Real (RJ).

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05.06.17
ED. 5633

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Telefônica, JSL, Kroton e Peugeot.

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