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Planos
25.05.17
ED. 5626

A hora e a vez de Benjamin Steinbruch

As eleições para a diretoria executiva e plenária do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), marcadas para 7 de agosto, têm o condão de relançar no palco político a dobradinha Paulo Skaf e Benjamin Steinbruch, candidatos a mais um mandato nos cargos de presidente e vice-presidente. À luz dos fatos recentes e daqueles que estão próximos de vir à tona, é Steinbruch quem se exporá mais com a função de regra três de pelego. Na Fiesp/Ciesp de Paulo Skaf, vice-presidente não reina, mas é cúmplice – pelo menos é o que consta da delação de Marcelo Odebrecht na Lava Jato, segundo a qual a Odebrecht serviu de “laranja” para encobrir doações da CSN à campanha do presidente da Fiesp ao governo de São Paulo, em 2010.

Skaf já é um sujeito manjado. Mas a extensa rede de conexões do vulgo “barão do aço” só agora começa a ser desvendada. Na Fiesp, Steinbruch não pediu a ninguém que intermediasse caixa 2, mas foi, no mínimo, conivente com o uso de recursos da entidade para fins eleitorais. Skaf, como se sabe, foi para o PMDB convidado por Michel Temer. Concorreu novamente ao governo em 2014 e deixou Steinbruch esquentando a cadeira da presidência da entidade. Duda Mendonça foi chamado para fazer a campanha.

A agência do mesmo Duda venceu concorrências consecutivas para operar a comunicação do Sesi e Senai. Na mesma época, idos de 2013, o gasto anual com comunicação, quase dobrou, chegando a R$ 32 milhões. Ou seja, maior do que a verba com publicidade do BNDES à época. BNDES, aliás, cuja mudança na gestão tornou-se uma fixação dos donos da Fiesp.

Registre-se que o Ministério Público entendeu que os gastos publicitários astronômicos da Fiesp tratava-se de campanha antecipada. A Justiça Eleitoral paulista considerou a ação do MP improcedente, mas o assunto ainda aguarda decisão do TSE. Mas, tudo bem, eles que são empresários que se entendam na Fiesp. As travessuras do “barão do aço” mudam de patamar quando migram do ambiente corporativo para a área política e o investimento de interesse público.

Um vazamento estrategicamente tampado foi a inclusão de Steinbruch na lista cruzada dos 16 grandes doadores da campanha presidencial de 2014 e os correntistas de “dinheiro frio” relacionados a contas na agência do HSBC na Suíça – caso SwissLeaks. Ninguém mais sabe, ninguém mais viu. O que é sabido por todos, no entanto, é que a ferrovia Transnordestina está atrasada em 10 anos. E deve atrasar uns tantos outros mais. O projeto já consumiu mais de R$ 6 bilhões. A CSN, que se apoderou do negócio, colocou um tiquinho.

A verba está sendo revista para o dobro. O RR consultou o empresário Benjamin Steinbruch, por meio da assessoria da CSN, mas não obteve retorno. A obra está no alvo do TCU devido às estranhezas licitatórias e de disparidade de valores verificadas no contrato que permitiu à CSN reinar na concessão e mandar e desmandar no projeto. Vazamentos – ah, sempre os vazamentos – de uma virtual delação de Antônio Palocci explicariam os motivos da resiliência de Steinbruch na Transnordestina. É provável, inclusive, que, caso o ex-ministro Ciro Gomes venha realmente se candidatar à presidência e seja perguntado por que foi ajudar Steinbruch a gerir o imbróglio da ferrovia, com cargo e sala no escritório da CSN, o político nordestino responda: “Fui, vi, não gostei e me mandei”. O presidente da CSN, sem sobra de dúvida, vive o momento menos favorável da sua vida pública e fulgurante trajetória empresarial.

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25.05.17
ED. 5626

A ausência de Temer

A ausência de Michel Temer, ontem, no anúncio da ação de Garantia da Lei e Ordem no DF foi mais eloquente do que as palavras não ditas pelo general Sergio Etchegoyen ao lado do ministro Raul Jungmann. O último refúgio de Temer é o silêncio obsequioso dos generais.

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25.05.17
ED. 5626

Petrobras sobe o sarrafo no preço dos combustíveis

De acordo com informações filtradas da Petrobras, o próximo aumento da gasolina e do diesel deverá ser, no mínimo, de 5% e 7%, respectivamente. Este é o piso necessário para preservar a política de preços criada pela estatal para se proteger das oscilações do câmbio. Seria o reajuste mais expressivo desde dezembro do ano passado, quando a gasolina subiu 8,1% e o diesel, 9,5%, também por conta da alta do dólar. Mais do que isso: o aumento anularia, com alguma sobra, as duas recentes reduções no valor da gasolina, de 1,4% em abril e 0,2% em maio.

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25.05.17
ED. 5626

Fepasa já “vende” bilhetes para o seu leilão

Enquanto o PPI se torna uma grande interrogação com o agravamento da crise política, o governo do Pará está programando para agosto o leilão de concessão da Ferrovia do Pará (Fepasa). O passo decisivo foi dado ontem (24/05). Segundo o RR apurou, a Secretaria Especial do PPI formalizou ao governador Simão Jatene a autorização para a conexão entre a Fepasa e a Norte-Sul. Para isso, será construído um ramal de 58 km que dará à Norte-Sul uma saída portuária por Vila do Conde (PA). A Fepasa é um dos maiores projetos de infraestrutura do país, com investimentos de R$ 14 bilhões – ver RR de 6 de março. Destinada notadamente ao escoamento de minério, a ferrovia está projetada para atingir a capacidade de 120 milhões de toneladas/ano.

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25.05.17
ED. 5626

Chevron “acorda” no Brasil

A Chevron vai participar da 14a Rodada de Licitações – para todos os efeitos, o leilão está marcado para outubro. Os norte-americanos já estão, inclusive, em articulações para a formação de consórcios. O interesse maior é pelas seis áreas na Bacia de Campos, onde, segundo estudos geológicos preliminares, há 11 estruturas subterrâneas com razoável probabilidade de conter reservatórios na camada do pré-sal. A investida da Chevron encerrará um longo período de hibernação no Brasil, que se arrasta desde o grave vazamento de óleo no Campo de Frade, em novembro de 2011. O estado de letargia, inclusive, alimentou boatos sobre a permanência da companhia no país.

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25.05.17
ED. 5626

Uma nova estrada

Iniciou-se a temporada de “leniência a conta-gotas”. Galvão Engenharia e Triunfo, encalacradas na Lava Jato, abriram tratativas com o governo para se beneficiar da MP editada ontem, que abre caminho para a prorrogação de concessões rodoviárias em dificuldades financeiras. Operadoras, respectivamente, da BR-153 e das BR-060 e 262, negociam o reescalonamento dos investimentos.

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25.05.17
ED. 5626

Risco Brasil? Onde?

O Carrefour já começou a ganhar com o IPO da subsidiária brasileira. Na última terça-feira, logo após o anúncio da operação, as ações do grupo na Bolsa de Paris atingiram o maior valor desde janeiro.

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25.05.17
ED. 5626

O mundo é uma bola

A CBF cogitava convidar Aécio Neves e outros parlamentares da sua estima para acompanhar in loco os amistosos da seleção brasileira na Austrália, em junho. Agora, Aécio não pode sequer deixar o país.

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25.05.17
ED. 5626

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Chevron, Petrobras, Triunfo e Galvão.

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