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Planos
18.05.17
ED. 5621

A serenidade das instituições sólidas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reinou na interlocução com o Palácio do Planalto desde o primeiro momento do estouro do escândalo das delações contra Michel Temer. Nenhum outro parlamentar teve o protagonismo de Maia, que, a partir das 19 horas, participou das reuniões com Temer e ministros palacianos e da área econômica. Maia tornou-se um fauno político, meio presidente da Câmara, meio presidente da República, a depender do impedimento de Temer, agora provável a despeito do julgamento pelo TSE da chapa de Dilma Rousseff com seu então vice.

No Legislativo, pipocaram manifestações pró-impeachment e renúncia de Temer, indo de um espectro que uniu de Alexandre Molon (Rede) a Ronaldo Caiado (DEM). A comunicação do STF e das Forças Armadas com o Planalto foi rarefeita, segundo o que foi possível o RR apurar nessa circunstância junto a fontes privilegiadas. As duas instituições têm seu papel hiperbolizado na atual crise como guardiãs da ordem e da moral, devido à contaminação do Congresso pela Lava Jato (um terço dos parlamentares está citado nas investigações).

Não foram apuradas maiores movimentações ou focos de tensão no Supremo nem no Alto-Comando militar. A fonte do RR informou que o liaison do STF com o Planalto foi o ex-ministro da Justiça e atual integrante da Suprema Corte, Alexandre de Moraes. A ministra Carmem Lúcia, mencionada como potencial candidata à Presidência da República em uma eventual eleição indireta, não manteve contato co a cúpula do governo. Também não teria havido call, reunião de emergência ou mesmo um frisson de telefones cruzados entre os togados, conforme-se poderia imaginar.

O ministro do STF Edson Fachin – a quem cabe homologar ou não a delação de Joesley Batista, dono da JBS, comprometendo o presidente da República – comunicou o fato anteriormente a seus pares do Supremo. No início da noite, fechou-se no seu gabinete com assessores, não atendendo a demandas da imprensa. Nada vazou antes da hora D, quando “O Globo” soltou o artefato nuclear.

O ministro do GSI, general Sérgio Etchegoyen, comunicou-se com os comandos militares somente de fora para dentro do Planalto, por meio de informes da respectivas Segundas Seções das três Forças. Segundo apurou o RR, a principal preocupação foi com a segurança pública. Manifestações poderiam eclodir aqui e acolá – a exemplo do que aconteceu em frente ao Palácio do Planalto e na Av. Paulista.

O general Etchegoyen tinha motivo particular de incômodo ou de conforto, dependendo da ótica, pois recomendara ao gabinete presidencial que adquirisse equipamentos capazes de interferir no funcionamento de dispositivos eletrônicos, como celulares, gravadores ou câmeras, dentro do Planalto e do Jaburu e simplesmente teve sua orientação ignorada. O Brasil parecia que ia acabar nos jornais televisivos de ontem à noite. É provável que hoje a coisa ainda piore. Mas é bom saber que há serenidade nos polos cruciais de condução do país não contagiados pela suspeição.

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18.05.17
ED. 5621

Falência da Galileo Educacional é um livro de páginas trocadas

A quem lhe pergunta sobre o assunto, o juiz Fernando Viana, da 7a Vara Empresarial do Rio, comenta, bem humorado, que vem tendo mais trabalho com a falência da Galileo Educacional do que com a recuperação judicial da Oi, também sob sua alçada. Comandada pelo advogado Marcio Andre Mendes Costa e pelo híbrido de empresário e pastor evangélico Adenor Gonçalves dos Santos, a sociedade era dona da extinta Universidade Gama Filho, que, apesar de ter vendido ao Postalis e à Petros cerca de R$ 100 milhões em debêntures sem lastro, não tinha qualquer patrimônio. Todos os prédios estão em nome dos irmãos Gama, ex-controladores da Gama Filho. Conhecidos por sua, digamos assim, criatividade, os administradores judiciais da Galileo, Cleverson de Lima Neves, Gustavo Licks e Frederico Costa Ribeiro, encontraram uma forma torta de preencher esse vazio. Jogaram para dentro da massa falida do grupo o patrimônio da Associação São Paulo Apóstolo, dona da UniverCidade, também mantida pela Galileo. O objetivo é alugar os imóveis e gerar uma receita para os credores. Ocorre que a Galileo e a São Paulo Apóstolo não faziam parte do mesmo grupo econômico. Além disso, o patrimônio da UniverCidade está garantindo o pagamento das indenizações trabalhistas de seus funcionários. O juiz Fernando Viana deve se sentir como um “magistrado da Terra do Nunca”, onde nada é o que parece ser.

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18.05.17
ED. 5621

Concorrentes se unem contra venda da Liquigás

O cordão contra a venda da Liquigás para a Ultragaz, do Grupo Ultra, ganhou mais adeptos. Supergasbrás e Comgás entraram no Cade com um pedido de suspensão do negócio. Nacional Gás e Copagaz já haviam feito a mesma solicitação. Todas as representações foram aceitas pelo órgão antitruste. O quarteto terá até a próxima terça-feira, dia 23, para apresentar documentos comprovando que a operação poderá alterar a estrutura do mercado de distribuição de GLP.

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18.05.17
ED. 5621

Cartão vermelho milionário

O que se diz na BR Malls é que Carlos Medeiros, ejetado da presidência da empresa pela Dynamo e pela Squadra Investimentos, levou para casa uma indenização da ordem de R$ 20 milhões. É praticamente a metade da remuneração de toda a diretoria em 2016. Ou cerca de R$ 2 milhões para cada ano de Medeiros no cargo.

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18.05.17
ED. 5621

Legado olímpico

Se a Rio 2016 fosse uma empresa convencional, talvez acabasse pedindo recuperação judicial. Oito meses após o evento, o Comitê Organizador da Olímpiada não sabe como pagar as dívidas de mais de R$ 130 milhões. As negociações com fornecedores para um deságio no passivo, em alguns casos de mais de 50%, têm sido rechaçadas.

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18.05.17
ED. 5621

Até o natal

O governador Pezão já negocia com o Ministério da Justiça a permanência da Força Nacional nas ruas do Rio até o fim do ano. Por ora, o quebra-galho termina em agosto.

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18.05.17
ED. 5621

Ibirapuera Square Garden

Durante o show off de João Doria em Nova York, o projeto de privatização do Ibirapuera foi apresentado a sócios do mítico Madison Square Garden. Só falta trazer a Macy ́s junto.

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18.05.17
ED. 5621

Pode chamar de Cargill

O Proterra Investment Partners está prospectando usinas de etanol no interior de São Paulo. Para quem não está ligando o nome à “pessoa”, trata-se de um fundo vinculado à norte-americana Cargill.

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18.05.17
ED. 5621

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras, Ultragaz, BR Malls, Rio 2016 e Proterra.

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