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Planos
16.05.17
ED. 5619

Palocci empurra Lava Jato na direção das montadoras

Assim como andou tirando o sono dos bancos, agora a possível delação de Antonio Palocci inquieta também as montadoras, que teriam participado de um suposto esquema de propina para a obtenção de benefícios fiscais. Segundo a fonte do RR, um dos operadores da indústria automobilística seria o empresário Carlos Alberto Oliveira Andrada, da Caoa. Ressalte-se que, de acordo com dados disponibilizados pela Receita Federal, o grupo desembolsou mais de R$ 12 milhões pelos serviços da Projeto, consultoria de Palocci. Os contratos foram firmados por meio de duas empresas – Hyundai Caoa do Brasil e Caoa Montadora de Veículos. Foi uma época bastante próspera para a Caoa. O RR entrou em contato com a Caoa, mas a empresa não quis se pronunciar.

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16.05.17
ED. 5619

Mudanças à vista no capital da Tok&Stok

O casal Ghislaine e Regis Dubrule está se preparando para vender sua participação de 40% na Tok&Stok – o restante das ações pertence ao Carlyle. No início deste mês, sintomaticamente Ghislaine deixou a presidência executiva, entregue ao ex-Carrefour Luiz Fazzio, para se aninhar no Conselho da rede varejista. Registre-se que o casal Dubrule já passa boa parte do tempo fora do Brasil – ambos são franceses. Consultada, a Tok&Stok confirmou a mudança na gestão, mas não se pronunciou sobre a possível venda da participação.

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16.05.17
ED. 5619

Camargo Corrêa e CGU em rota de colisão

Na semana passada, a Camargo Corrêa teria encaminhado ao Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) uma nova leva de documentos no âmbito das negociações para o acordo de leniência. Fim da novela? Não. Para o Ministério, a empreiteira ainda deve uma série de provas das irregularidades delatadas por seus executivos ao Ministério Público Federal. Com isso, cresce o risco de a CGU declarar a inidoneidade da Camargo Corrêa. Consultado, o Ministério disse que “não se manifesta sobre nomes de empresas e detalhes dos processos administrativos em andamento.”

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16.05.17
ED. 5619

Um perdão para Libra

Na Petrobras, é grande a expectativa de que a ANP anuncie ainda neste semestre o waiver parcial pelo não cumprimento das regras de nacionalização no megacampo de Libra, na Bacia de Santos. O perdão envolveria, principalmente, a construção do FPSO (unidade flutuante), ao custo estimado de US$ 1,5 bilhão). Estima-se que mais da metade do projeto tenha sido contratada no exterior. Procurada, a ANP confirmou que “analisa o pedido de waiver, mas não há prazo para a decisão”.

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16.05.17
ED. 5619

Céu de brigadeiro

A estimativa da Azul, segundo o RR apurou, é que o IPO do seu programa de fidelidade alcance a cifra de R$ 4 bilhões. Trata-se do dobro do valor arrecadada com a recente oferta da própria companhia aérea.

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16.05.17
ED. 5619

Lula e Dirceu

Lula avalia os prós e contras de um encontro público com José Dirceu. Para a militância, seria uma injeção de ânimo; para Curitiba, uma indiscutível provocação.

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16.05.17
ED. 5619

A escolha de ACM

Segundo pesquisas recém-recebidas pelo staff de ACM Neto, numa eventual disputa pelo governo da Bahia, ele derrotaria Rui Costa (PT) em primeiro turno, com mais de 60% dos votos. Isso, claro, se a chapa com João Doria para a Presidência da República não sair.

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16.05.17
ED. 5619

Ganho indireto

A título de registro: desde que o Casino anunciou o processo de venda da Via Varejo, e fevereiro, as ações da empresa acumulam alta de 25%. Ou seja: por ora, os franceses já ganharam mesmo sem efetivar a operação.

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16.05.17
ED. 5619

A missão de Temer na “Operação Troca Dono”

A operação Lava Jato e o governo de transição de Michel Temer têm objetivos complementares declarados e não declarados. O combate à corrupção e a caracterização de Lula e do PT como núcleo central da roubalheira são bandeiras explícitas do Ministério Público. No caso do governo Temer, há concordância plena com a punição dos entes privados envolvidos na Lava Jato.

O alvo não declarado, contudo, é a mudança da titularidade e da geografia no controle societário dos grandes grupos empresariais. Digamos que Lula e o PT tenham aparelhado o Estado brasileiro, com a nomeação dos cargos de primeiro, segundo, terceiro, quarto e outros escalões de estatais e do setor público. Temer, por sua vez, quer aparelhar a grande burguesia nacional. Está dito no não dito.

A inação sobre o imbróglio da leniência é eloquente. Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, AGU, TCU e MP divergem em relação ao acordo, atrasam o processo de salvação das empresas e ninguém se apresenta para arbitrar o impasse. Com isso, BNDES, Petrobras, Banco do Brasil e governos importadores de serviço matam os principais conglomerados. Michel Temer et caterva não podem vocalizar oficialmente o projeto de “mudança societária na marra”. Mas, há francos porta-vozes à disposição. Exemplo: para o tucano Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central, a Odebrecht deveria ser vendida.

No caso das empresas envolvidas na Lava Jato, ele sugere um modelo similar ao Proer, em que os controladores dos bancos foram afastados. A bola da vez dessa escalada para criação de um empresariado novo, cosmopolita – e, preferencialmente, sob o mando do capital estrangeiro – é a indústria da proteína (há sites que insistem irresponsavelmente que os bancos virão a seguir). Quando se fala nesse setor, fala-se da JBS. Há uma sequência de acontecimentos que induzem a pensar que os objetivos declarados da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal e os não declarados do governo Temer se reencontram agora na cadeia da proteína e, mais especificamente, na empresa dos irmãos Batista.

Nessa linha do tempo, não obstante seu impacto nocivo sobre o setor e as contas externas brasileiras, a Carne Fraca teria sido apenas um aquecimento para a operação deflagrada na última sexta-feira, com as diligências na sede da JBS e no BNDES e os mandados de condução coercitiva contra o empresário Joesley Batista e o ex-presidente do banco, Luciano Coutinho. Grandes empresas do país podem ter cometido práticas condenáveis e devem ser punidas por elas. Isso não quer dizer que há de se concordar com um projeto de poder cujo objetivo seria deslocar o controle de algumas das maiores corporações do país que deram certo.

No caso da JBS, em 2009 a empresa empregava aproximadamente 19 mil pessoas. Cinco anos depois, esse número já beirava os 120 mil, contando apenas os postos de trabalho diretos no Brasil – hoje são 160 mil. Em 2007, as exportações da JBS somavam US$ 3,8 bilhões. No ano passado, bateram nos US$ 14 bilhões. Do ponto de vista do investimento em si, poucas vezes na história o BNDES fez um negócio tão rentável.

Se tivesse vendido sua participação na JBS quando a ação bateu nos R$ 17, em setembro do ano passado, o banco realizaria um lucro da ordem de R$ 6 bilhões – no momento do primeiro aporte da agência de fomento na empresa, em 2007, a cotação era de apenas R$ 7. O Brasil ganhou em todos os sentidos com a hegemonia no mercado mundial de proteína, o que tacanhamente é reduzido à aposta em um “cavalo vencedor”. Pode ser que haja um projeto em curso para desnacionalizar a JBS, entre outras corporações. Assim é, se lhe parece.

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16.05.17
ED. 5619

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Camargo Corrêa e Azul.

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