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Planos
12.05.17
ED. 5617

Novos cortes ou déficit primário maior? Eis a aflição

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vive um dos seus momentos de “Escolha de Sofia”. Precisa decidir se corta mais recursos na carne, notadamente nas renúncias fiscais do Estado, ou confessa um déficit primário superior em R$ 40 bilhões à previsão original de R$ 139 bilhões. Nessa hipótese, o déficit primário deste ano seria maior do que os R$ 154 bilhões de 2016.

O novo rombo de R$ 40 bilhões seria adicional ao buraco de cerca de R$ 50 bilhões anunciado por Meirelles no fim do primeiro trimestre juntamente com as respectivas medidas saneadoras. Conta dali, conta de lá, o déficit primário de 2017, não fossem contabilizados os cortes e receitas extraordinárias na primeira correção de rota, superaria os R$ 200 bilhões. Entra na projeção do novo déficit a conclusão de que há um componente estrutural na rigidez da arrecadação, que responde a uma renovada composição dos setores da economia no PIB (a indústria em franco descenso e o setor terciário em alta) e à resiliência do binômio desemprego e baixa recuperação da absorção doméstica.

Se quiser cortar, Meirelles terá de reduzir a conta de benefícios. Não se sabe se é esta medida ou se novos impostos o que mais afeta negativamente a popularidade do governo. Se não ceifar as renúncias fiscais – despesas com pessoal e custeio já não há mais para tesourar – e confessar que o déficit é maior e o governo não tem como resolver o desequilíbrio das contas públicas neste ano, Meirelles pode até pedir o boné.

No mínimo, perde os poucos cabelos que lhe restam. Há ainda uma variável esquizofrênica em meio à discussão do ajuste fiscal. Um vazamento da Secretaria Geral da Presidência da República prenuncia um gasto com investimentos públicos da ordem de R$ 59 bilhões. O “krypto New Deal” do Planalto é chamado de Plano Avançar. Os recursos não estão previstos no orçamento e ninguém imagina de onde podem sair. Meirelles não usa cartola, mas tem de tirar vários coelhos de algum lugar.

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12.05.17
ED. 5617

Joel Santana

João Doria quis mostrar seu cosmopolitismo ao saudar, em vídeo nas redes sociais, o presidente eleito da França, Emmanuel Macron. Noves fora o francês quase perfeito, o que saltou mesmo aos ouvidos foi a submissão fonética. Pronunciar “São Paulo” como “São Paulô” revela, ao mesmo tempo, afetação e pobreza de espírito. Jamais um francês se referiria a ele como “Monsieur Dorriá”.

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12.05.17
ED. 5617

Mata borrão

Além da venda de Pasadena, a Petrobras abriu negociações para a entrada de um sócio na também controversa refinaria Abreu Lima, em Pernambuco. Segundo o RR apurou, há conversas com a chinesa Sinopec. Consultada, a Petrobras confirmou “a busca de parceiros para Abreu Lima”, mas não se pronunciou sobre a Sinopec.

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12.05.17
ED. 5617

Ambev bancária

O Itaú está comprando startups a granel. A estratégia é parecida à da Ambev com as pequenas cervejarias premium: comprar para matar a indústria nascente antes que ela o mate.

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12.05.17
ED. 5617

“Arena Lava Jato”

As tratativas entre o Corinthians e a Qatar Airways para a venda do naming & rights do Itaquerão esfriaram. É mais uma negociação que provavelmente não resistirá aos escândalos ligando o estádio à Lava Jato.

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12.05.17
ED. 5617

FHC reza a missa leiga por um “novo messias”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está convencido de que tem um papel histórico a desempenhar na gravíssima crise que assola o país. FHC acredita que somente a precipitação de apoio a novos nomes na vida pública pode levar a uma distensão e desarmamento dos espíritos, confidenciou a um dos seus principais interlocutores e fonte antiga do RR. Quer ter a franquia da modernidade na política da mesma forma que se apoderou da bandeira da descriminalização do uso da maconha.

É nesse contexto que deve ser entendida a convocação feita pelo ex-presidente para que sejam observadas as potenciais candidaturas de Luciano Huck e João Doria. Elas significam a descontaminação da política, pois correm em paralelo ao tecido necrosado dos grupos de interesse que capturaram a Nação em nome da corrupção ou do combate a ela mesmo com os expedientes mais nocivos. FHC não tem na ponta da língua um nome novo de candidato da centro-esquerda, mas, se tivesse, sopraria junto com os outros dois midiáticos.

Ele tem convicção de que o país está rachado, vive um pré-estágio de convulsão e atravessa a maior queima de lideranças da história republicana. Há uma combinação de variáveis altamente explosivas: uma plêiade de procuradores em cruzada santa e sem limite de responsabilidade; uma oligarquia midiática disposta a tudo e sem fissura entre si; as redes sociais com poder exponencial de destruição de imagem; uma desconstrução ideológica dos pilares da economia sem qualquer planejamento de médio e longo prazos; um ajuste fiscal feito com base na transferência de renda do trabalho para o capital; e, coroando a conjuntura aterradora, o terceiro maior desemprego do mundo com um até então desconhecido delay em relação ao crescimento do PIB. Sem a reciclagem da política, o país vai para a batalha campal.

Com as mídias convencional e digital inteiramente focadas na destruição de reputações, não há parlamentar, empresário, eminência do STF, juízes de todas as instâncias, jornalistas, formadores de opinião, em síntese qualquer integrante do ancien régime que não corra a ameaça de ter sua ficha enlameada. Mas as mídias são só o cavalo da crise. São condições para esse emporcalhamento desenfreado a espetacularização como estratégia de criminalização e a evidente manipulação de fatos, todos amparados nos expedientes das delações sem provas e debaixo do tacão da prisão preventiva, “substituto democrático” dos porões ditadura.

A divisão do país entre os que enxergam, enfim, um golpe de morte na corrupção, doam os seus métodos a quem doer, e os que estão dispostos a guerrear em defesa do estado de direito já constitui um cenário de secessão nacional, com a ameaça iminente de colocar em xeque o sistema bancário – leia-se o risco da possível delação de Antonio Palocci. Não existe solução legal para qualquer problema que, em contra-partida, e simultaneamente, desperte instintos primitivos coletivos, congregue estados de irracionalidade, dissemine o ódio, ameace a ordem, desmoralize em massa, amplie a tragédia social e criminalize o futuro. Talvez o velho presidente tenha razão. A hora não é a da perplexidade frente ao mal que Joseph Conrad traduziu para a eternidade em quatro palavras: o horror, o horror. A hora é do novo. Que venham Doria, Huck, Bernardinho, Gregorio Duvivier, o sindicalista Rafael Marques e quem mais chegar.

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12.05.17
ED. 5617

Coamo e a sementinha do IPO

Maior cooperativa agrícola da América Latina, a Coamo vem sendo cortejada por grandes bancos de investimento que tentam convencer a empresa a virar uma S/A e semear suas ações na Bolsa. Os candidatos a adviser acenam com uma colheita de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões com o IPO.

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12.05.17
ED. 5617

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Corinthians e Qatar Airways.

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