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Planos
05.05.17
ED. 5612

Fundos de investimento fazem uma faxina na BR Malls

A deposição do desafeto Carlos Medeiros da presidência da BR Malls – antecipada pelo RR na edição de 17 de janeiro – foi apenas o primeiro ato. Os fundos que assumiram o comando da gestora de shopping centers, à frente Dynamo e Squadra Investimentos, estão debruçados sobre um plano de reestruturação da companhia baseado no binômio aporte de capital e venda de ativos. As duas gestoras de recursos pretendem liderar um aumento de capital na BR Malls de até R$ 3 bilhões por meio de uma oferta de ações em bolsa.

A redução do portfólio, por sua vez, passará pela transferência de parte ou mesmo do controle integral de alguns empreendimentos. Segundo o RR apurou, a BR Malls já teria pré-elencado 16 shoppings – de um total de 44 – que devem ser colocados na gôndola. São centros comerciais de menor porte que não estão entre os três maiores de suas respectivas cidades ou regiões, a exemplo do Casa & Gourmet, no Rio, e Independência Shopping, em Belo Horizonte.

Os fundos querem se livrar do que consideram o pior dos legados da gestão de Carlos Medeiros, todo -poderoso da BR Malls por mais de uma década: um portfólio com excesso de ativos de baixa rentabilidade. No entendimento dos investidores, a antiga administração privilegiou a quantidade em detrimento da qualidade. Por esse ângulo, a premissa é que a BR Malls precisa “perder tamanho para crescer”.

Outra prioridade é aumentar os investimentos na modernização e manutenção dos empreendimentos. Pesquisas de opinião feitas recentemente pela empresa teriam mostrado expressivos índices de insatisfação dos usuários com o estado de conservação de shoppings da BR Malls. Coincidência ou não, entre as grandes administradoras do país, a companhia está entre as lanterninhas no quesito investimento em manutenção. No ano passado, destinou para esta finalidade apenas 4% do seu capex, mesmo percentual da Aliansce e atrás de Multiplan (5%) e Iguatemi (8%).

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05.05.17
ED. 5612

A reforma da reforma da Previdência

As mudanças no texto da reforma da Previdência negociadas na semana passada não foram tão insignificantes assim. As novas concessões incorporadas no projeto aprovado pela comissão especial levaram a uma perda de R$ 210 bilhões em relação à economia de R$ 800 bilhões em 10 anos contida no texto original. Ou seja: em uma semana o governo cedeu em R$ 40 bilhões além da perda de R$ 170 bilhões com a qual já trabalhava até então. O ministro Henrique Meirelles faz pouco das concessões e diz que a perda fiscal está na margem de erro. Pode ser. Mais provável que após 2018 haja uma nova PEC da PEC da Previdência.

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05.05.17
ED. 5612

Prisão domiciliar

O ex-presidente da CBF José Maria Marin já está aceitando ofertas de R$ 10 milhões pela sua mansão nos Jardins – valor inferior aos R$ 15 milhões da pedida inicial e abaixo do que pagou pelo imóvel (R$ 13 milhões). Marin precisa de US$ 3 milhões para quitar sua dívida com a Justiça norte-americana.

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05.05.17
ED. 5612

Mandante

A Justiça do DF vai retomar no próximo dia 8 o julgamento de Nenê Constantino, fundador da Gol. O empresário é acusado de ser mandante de um assassinato.

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05.05.17
ED. 5612

Encontro antecipado

Na condição de presidente do TSE, Gilmar Mendes é aguardado hoje em Salvador para inaugurar um posto do TRE baiano. Dividirá os flashes com o prefeito ACM Neto, o “Anão”, um dos citados nas delações da Odebrecht.

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05.05.17
ED. 5612

Maçonaria é uma voz de apoio às reformas

Um parlamentar da bancada maçônica informou ao Relatório Reservado que a instituição vai publicar, na segunda quinzena de maio, uma carta aberta de apoio às reformas do governo de Michel Temer. Segundo a fonte, a iniciativa partiu do Grande Oriente do Brasil (GOB), a mais antiga Potência Maçônica, que reúne cerca de 2,4 mil Lojas e quase cem mil afiliados. Desde o Império, a atuação política da Fraternidade no Brasil sempre se deu à meia-luz, com articulações interna corporis.

Nos últimos anos, no entanto, suas posições têm sido externadas com alguma recorrência. À época do impeachment de Dilma Rousseff, circulou na internet uma mensagem de apoio ao afastamento da presidente atribuída à Maçonaria. Durante as seguidas manifestações contra o governo Dilma em 2015 e início de 2016, o movimento maçom protestou publicamente em algumas cidades. Em fevereiro do ano passado, um grupo chegou a se manifestar no Congresso. Vestidos de terno preto e luvas brancas – “para simbolizar a pureza e a honestidade” –, cerca de 250 representantes da Fraternidade se reuniram no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Quase dois anos antes, mais precisamente em abril de 2014, integrantes da Loja Maçônica Força, Lealdade e Perseverança 319 foram às ruas de São Paulo celebrar os 50 anos do golpe militar de 1964.

O site Avança Brasil, associado à Fraternidade, publica posicionamentos ou notícias favoráveis ao governo Temer. O RR fez seguidas tentativas de contato com o Grande Oriente do Brasil, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O que há em comum entre o próprio Michel Temer, os senadores Álvaro Dias, Romero Jucá e Valdir Raupp, o juiz Sergio Moro e 12 ex-presidentes da República, entre os quais o primeiro deles, o Marechal Deodoro da Fonseca, e Jânio Quadros? Todos são ou foram maçons.

Estima-se ainda que a bancada maçônica no Congresso tenha aproximadamente 60 integrantes. O mais célebre dos seus representantes no Parlamento nas últimas duas décadas hoje está no Palácio do Planalto. Temer se esquiva do assunto, mas foi membro da Maçonaria, mais especificamente da Loja Simbólica Colunas Paulistas, por 14 anos. Ingressou na Ordem em 4 de dezembro de 2001, como “aprendiz”. Passou pelo posto de “companheiro” e chegou a “mestre” em 4 de janeiro de 2004. Em 2015, quando já acumulava a vice-presidência da República com o “cargo” de aspirante à cadeira de Dilma Rousseff, solicitou o “Quite Placet”, o desligamento na linguagem maçônica.

Os próprios mistérios em torno da Maçonaria alimentam informações desencontradas e acabam contribuindo para a sua instrumentalização. Não transparente e vista como controversa, a Fraternidade tem sido usada de forma apócrifa ou falsa para fins de ataque político. De todo o modo, é fato que a instituição vem adotando uma postura mais ativa, inclusive em períodos eleitorais. No ano passado, a Maçonaria apoiou 27 candidatos a prefeito em todo o estado de São Paulo, dos quais 10 foram eleitos – o mais ilustre deles, João Doria.

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05.05.17
ED. 5612

Um ponto de interrogação na Volkswagen

A direção da Volkswagen quebra a cabeça para equacionar a ociosidade e os seguidos prejuízos da fábrica de Taubaté. Amarrada a um acordo coletivo com o Sindicato dos Metalúrgicos, que impede demissões até 2022, a montadora tem pouca margem de manobra: deverá fazer uma nova paralisação em julho – no fim de abril, 3,6 mil funcionários da unidade ficaram em casa por dez dias em férias coletivas. A alternativa seria a abertura de mais um PDV – no último, em janeiro, 615 trabalhadores deixaram a fábrica.

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05.05.17
ED. 5612

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BR Malls e Volkswagen.

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