Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
04.05.17
ED. 5611

ANS monitora 60 planos de saúde

Mais um efeito nefasto da crise: neste momento, há 60 operadoras de medicina de grupo na UTI, leia-se empresas que vêm sendo monitoradas de perto pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e enfrentam crescente risco de intervenção. Não é nada, não é nada, esse número representa mais de 5% do total de planos de saúde em operação no país (1.095) – no início dos anos 2000, eram mais de 2.300. Procurada, a ANS confirmou que há, neste momento, 60 planos enquadrados no Programa de Adequação Econômico-Financeira (PAEF). A Agência ressalta que o fato de uma operadora estar em “PAEF não necessariamente significa que ela esteja insolvente, apenas que está em risco de insolvência.” Consultada sobre a possibilidade de intervenção iminente em algumas destas empresas, a ANS disse que não se manifesta sobre o tema por “sigilo legal”. Na ANS, a expectativa ou, talvez mais do que isso, a torcida é que uma parte do problema seja resolvida pelo próprio mercado, com o processo de consolidação do setor. A incorporação das carteiras de empresas enfermas evitaria soluções mais drásticas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.17
ED. 5611

Prefeito empresário e empresário prefeito

João Doria pretende aproveitar sua passagem por Nova York, daqui a duas semanas, para apresentar a investidores internacionais os planos de privatização da Prefeitura de São Paulo, que vão do Autódromo de Interlagos ao Anhembi, passando por cemitérios. Nesse caso, ele certamente vestirá o figurino de prefeito de São Paulo. Por ora, não se sabe, no entanto, com que chapéu ele comparecerá ao Lide Brazilian Investment Group, marcado para o dia 17, no Harvard Club: se o de alcaide ou de dono do Grupo Lide, anfitrião do evento. Consultado por meio de sua assessoria, Doria confirmou a presença no evento do Lide. O prefeito informou também que “aproveitará a oportunidade para fazer contato com potenciais investidores e instituições financeiras.”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.17
ED. 5611

ANP tenta transformar joio em trigo

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) define até o fim deste mês as áreas da 14ª Rodada de Licitações que serão beneficiadas pela redução dos royalties de 10% para 5%. Este rol deverá ser encabeçado por campos onshore nas bacias Recôncavo, Potiguar, Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Paraná e Parnaíba, menos atrativos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.17
ED. 5611

Efeito José Dirceu 1

Ontem mesmo, os líderes do MBL e do Vem pra Rua começaram a articular novas manifestações a favor da Lava Jato, para o início de julho. As primeiras convocações devem pipocar nas redes sociais até o fim desta semana.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.17
ED. 5611

Efeito José Dirceu 2

A defesa de João Vaccari está ingressando no Supremo com novo pedido de habeas corpus. O mais recente foi negado pelo ministro Edson Fachin, em março.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.17
ED. 5611

Pombo-correio

Um pombo-correio da Lava Jato informa: a delação de Idelfonso Colares, da Queiroz Galvão, traz fatos ainda mais atômicos sobre o esquema de corrupção na Eletronuclear.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.17
ED. 5611

Fornada do FI-FGTS

O FI-FGTS, administrado pela Caixa Econômica, deverá liberar até o fim do mês um pacote de financiamentos para projetos na área de infraestrutura em torno de R$ 6 bilhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.17
ED. 5611

Ponta do lápis

A Cemig pretende embolsar R$ 2,5 bilhões com a venda de sua fatia na usina de Santo Antônio.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.17
ED. 5611

Sérgio Andrade sai das sombras onde Otávio Azevedo sempre o escondeu

Na ponta do lápis e sobre o papel almaço, que é onde ficcionistas de finos hábitos cometem seus escritos, o empreiteiro Sérgio Andrade bem que poderia ser um personagem literário. Andrade evoca o Fausto de Goethe. Ele negocia sua alma com Mefistófeles em troca da onipresença de Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, em todo o processo da Lava Jato. Azevedo, por sua vez, teria vendido seu sacrifício a Andrade, por farta pecúnia. O pagamento de gratificação entre sócios é o que permite ao empreiteiro ocultar-se no latíbulo perfeito, onde todos veem e sabem sem que ninguém o enxergue e denuncie.

Consta que Andrade pagou uma gratificação de R$ 140 milhões a Azevedo pelos seus sacrifícios. O executivo assumiria solitariamente a magnífica culpa pelos malfeitos. Como todos sabem, Andrade e Azevedo são o par perfeito da construção pesada. Aliás, eles ultrapassaram o setor, atravessando de mãos dadas os territórios da energia elétrica e da telefonia. Em todas essas empreitadas deixaram um rastro de práticas inconfessáveis. Foi identificada através das delações uma hidra de subornos: pagamentos por fora a Aécio Neves no processo de entrada no capital da Cemig, propina ao ex-deputado Eduardo Cunha e irregularidades nas obras do metrô de São Paulo, Rodoanel, Linha Amarela, hidrelétrica de Jirau, Angra 3, Belo Monte, Petrobras, reforma do Maracanã, além da GameCorp de Lulinha etc. etc. etc.

Diria Mefistófeles diante da extensa lista: nada que as outras empreiteiras não tenham feito. Os donos das demais construtoras, porém, não tinham um Otávio Azevedo. Ele entregou nomes, posou para a história algemado, cometeu perjúrio ao mudar seu próprio depoimento, mas, em momento algum, girou sua metralhadora na direção de Sergio Andrade. Manteve também prudente silêncio sobre as perigosas armações que levaram à criação da Oi e sua fusão com a Portugal Telecom, permitindo que a Andrade Gutierrez e a La Fonte – pertencente ao empresário Carlos Jereissati – abrissem uma janela milionária de saída depois de tosquiar a empresa e deixá-la às portas da recuperação judicial.

Também aqui interviria, recorrente, Mefistófeles: ora, o ex-presidente da Camargo Correa Dalton Avancini teve a mesma atitude protetora com as sócias da empreiteira, as irmãs Regina Camargo Pires de Oliveira Dias, Renata de Camarg Nascimento e Rosana Camargo de Arruda Botelho. O executivo não envolveu as meninas em instante nenhum. Assim não é, e nem lhe parece. As filhas do fundador da empreiteira, Sebastião Camargo, são herdeiras no estilo passadista: moram na Europa, não participam da gestão, nem sabem o que acontece na firma.

Para todos os efeitos, terceirizaram seu papel de donas para os respectivos maridos. Sergio Andrade, ao contrário, era sócio, gestor, planejador e executor das artimanhas da construtora. E todos sabem disso. Passados 22 meses desde que Otávio Azevedo foi preso, solto, preso mais uma vez e novamente solto, aguardando o desfecho de sua pena em prisão domiciliar, tudo indica que Sergio Andrade, enfim, sairá das trevas, no recall convocado pela força-tarefa de Curitiba.

Há versões de que Andrade se antecipará aos fatos em uma colaboração espontânea, prática já ocorrida com diversos outros depoentes da Lava Jato. Seria mais uma astuciosa manobra do empresário para se manter firme como Minas Gerais, de onde é oriundo: estar na escuridão, onde sempre esteve. Mas, mesmo com essa espontaneidade toda na sua delação, não haverá mais jeito. Otávio Azevedo fez tudo o que podia ser feito. Agora Sergio Andrade virá à tona.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.17
ED. 5611

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cemig e Queiroz Galvão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.