Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
18.04.17
ED. 5601

MP das concessões descarrila no Congresso

Além da maior de todas, a reforma da Previdência, o governo está perdendo outras batalhas no Congresso. É o caso da Medida Provisória que autoriza a renovação antecipada de concessões, notadamente ferroviárias e rodoviárias. Os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira, têm sido pressionados pela bancada ruralista a tirar o projeto da pauta de votação enquanto não for feita uma série de mudanças no texto original. Os insurretos são liderados pelo senador Ronaldo Caiado e pelo deputado Jovair Arantes, dois aliados escorregadios do governo Temer. Entre outras questões, os ruralistas exigem um percentual mínimo obrigatório para que as operadoras ferroviárias concedam direito de passagem em sua malha a outras concessionárias. Devem emplacar essa e outras imposições. O governo precisa votar o projeto até 3 de maio. Caso contrário, a MP caduca.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.04.17
ED. 5601

É tempo de “liquidação” na Aliansce

A Aliansce pretende reduzir sua participação em alguns de seus empreendimentos, a começar pelo Shopping Leblon. A empresa precisa fazer caixa para recomprar a torre de escritórios Boulevard Corporate, em Belo Horizonte. Em 2014, quando fechou a aquisição do edifício, o CTBH Fundo de Investimento – administrado pela Kinea, leia-se Itaú garantiu uma opção de venda para a própria Aliansce por R$ 270 milhões três anos depois, caso nenhum outro investidor oferecesse esse valor pelo ativo. O prazo expira no fim do mês e, no mercado, todos dão como certo que a Kinea vai exercer a opção e jogar o Boulevard Corporate de novo no colo da Aliansce.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.04.17
ED. 5601

Carne Fraca adia venda de subsidiária da BRF

Os efeitos da desastrosa Operação Carne Fraca ainda ecoam entre as empresas do setor. A BRF se viu forçada a prorrogar o processo de venda de parte da One Foods, sua subsidiária no Oriente Médio. Sua intenção era fechar a operação no início de abril, mas os candidatos – entre eles o Saudi Agriculture & Livestock Investment e o fundo soberano do Catar – exigiram informações adicionais da companhia.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.04.17
ED. 5601

Liquidez ao quadrado

A união das grifes Armínio Fraga e Ermírio de Moraes promete incomodar os grandes fabricantes de bebidas do país. O Gávea deverá injetar mais R$ 100 milhões na Natural One, empresa de bebidas de Ricardo Ermírio de Moraes, um dos herdeiros do Votorantim. A gestora comprou recentemente 49,9% da companhia. A Natural One confirmou a negociação, mas não quis falar de valores.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.04.17
ED. 5601

Esparadrapo

A Tarpon pretende se desfazer da Cremer, fabricante de artigos hospitalares. Na própria gestora, o ex-BTG Marcelo Hallack é visto como um forte candidato ao negócio. Filho do ex-presidente da Camargo Corrêa, Vitor Hallack, Marcelo é o principal sócio da Bionexo, empresa de investimentos na área hospitalar.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.04.17
ED. 5601

Rádio pirata

A Lava Jato investiga se Eduardo Cunha ainda é sócio de uma rádio em Pernambuco que, segundo ele, teria sido vendida há dez anos. Entre os procuradores, a emissora já ganhou um slogan: “A rádio que toca propina”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.04.17
ED. 5601

Lava Jato Olímpica

Grandes arenas, contratos milionários, patrocínios de estatais, devassa nas confederações esportivas… O espetáculo está armado para uma “Lava Jato Olímpica“.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.04.17
ED. 5601

A razão cínica da “Constituinte Já”

O jogo foi pesado nesses dias da Semana Santa. Com sua entrevista à Band, Michel Temer assumiu-se como o Pôncio Pilatos da sua própria ópera bufa. Denunciou o golpe em Dilma Rousseff, lavrado por Eduardo Cunha. Sua aquiescência foi uma confissão de cumplicidade. Lavou as mãos. As mesmas que estendeu a Lula sob o corpo de D. Marisa e estão novamente ao seu dispor.

O Plano B do PMDB de reeditar uma chapa com Lula na cabeça pode passar a ser o Plano A se houver somente uma boia salva vidas para todos. Ou seja: enquanto o TSE pensa sobre o andamento do processo de cassação da chapa Dilma/Temer, a conspiração para uma nova tabelinha PT/PMDB correria solta. Das cinzas, o renascimento. O ex-presidente reza a todas as santas de São Bernardo, Santo André e Diadema, por uma solução que o poupe de ter de partir para a briga.

Lula carrega evidências de crimes nas costas, tem dúvidas se seu exército atende o chamado para a luta e, o que é pior, teme, caso venha a ser preso, que ninguém vá para as ruas. Seria a sentença aplicada pelo povo. Só agendas diversionistas como a da Constituinte e do pacto o tiram dessa. O cacife que Lula dispõe é a resiliência de 30% do eleitorado. Mas, para esse jogo ser jogado, é preciso que emissários de todos os reinos se disponham a defender firmemente seu protetorado.

Os ex-presidentes da República, FHC à frente, alicerçam o pacto que seria firmado não em cima da Lava Jato, mas da convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, que tomaria posse neste ano. Eles conduziriam o governo Temer ao seu desfecho em 2018, fazendo do pacto um cordão sanitário, pelo menos do ponto de vista simbólico e ritualístico. É quase certo que a Constituinte teria uma participação especial da tropa do STF, que não pretende entregar de mãos beijadas o caminhão de poder arrancado dos últimos governos.

Nesse cenário em que a ficção flerta com a realidade, o condutor dos trabalhos seria o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, na condição de candidato a vice-presidente em uma virtual chapa com Lula. As reformas de Temer entrariam no bojo da Constituinte, passando, assim, a serem emendas com maior legitimidade. Com a mudança prevista da Constituição, tudo que foi operado pela Lava Jato, até a própria forma de funcionamento do Ministério Público, uma jabuticaba amarga que brotou na carta de 1988, fica sub judice ou na espera de reconstitucionalização.

Da boca para fora, a velha guarda dos parlamentares pregará a renovação da política. Ao mesmo tempo buscará a costura de um acordo que alivie as penas e reduza os dolos próprios e dos seus pares. O pacto é plural. A melhor metáfora seria a de uma orquestra sinfônica com um naipe de metais e uma seleta de violinos e violoncelos cortantes de tão afiados. Ou um filme de George Lucas, com a Constituinte voando na velocidade da luz e cuspindo leis como balas, sem poder errar o alvo. E as eleições representando o lado claro, clean, da força, trazendo a mudança e o rejuvenescimento. Há um quê de realismo mágico sem dúvida nesse enredo do RR. Um combinado de informações de cocheira com uma composição literária à lá Julio Cortázar. São muitas as predições a confirmar. Quem viver verá?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.04.17
ED. 5601

Credor da Sete Brasil só quer pular do barco

Sem levar fé no processo de recuperação judicial da Sete Brasil – e quem é que leva? –, o estaleiro Jurong vai adotar medidas mais duras contra a empresa. O grupo de Cingapura deverá exigir na Justiça a posse da sonda Arpoador, que está construindo para a companhia. Usaria o equipamento para cobrir parte dos R$ 250 milhões que a Sete Brasil lhe deve. Cerca de 90% da sonda já estão concluídos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.04.17
ED. 5601

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Tarpon, Bionexo, Sete Brasil, Jurong, Gávea, BRF e Aliansce.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.