Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
11.04.17
ED. 5597

Os dados ainda rolam nas pistas da Dutra e da Concer

Ao contrário do que se desenhava, a relicitação das concessões da Nova Dutra e da Concer ao fim do atual contrato, em 2021, não é um fato consumado, nem do lado do governo e muito menos dos investidores privados respectivamente CCR e Triunfo Participações. O jogo ainda está sendo jogado. No caso da CCR, a principal peça de convencimento do governo é a garantia firme de um investimento de R$ 4 bilhões na duplicação do trecho da Dutra na Serra das Araras em contrapartida à prorrogação da concessão por mais 17 anos. Em janeiro, a companhia encaminhou à ANTT um plano executivo detalhando todos os investimentos.

Na ocasião, o governo deixou de lado o documento, que foi submetido a audiência pública pela agência reguladora apenas proforma. Há cerca de duas semanas, a ANTT decidiu se debruçar sobre a proposta. Com uma dívida de R$ 3 bilhões e a obrigação de vender ativos, a Triunfo participa do enredo no papel de franco-atirador. Enquanto a CCR aposta no diálogo, a companhia oscila entre a mesa de negociações e os tribunais. Reivindica a prorrogação por mais 15 anos do contrato de concessão da Concer, que administra a BR-040 entre Rio de Janeiro e Juiz de Fora, por conta de investimentos adicionais na rodovia não previstos no plano original.

Caso contrário, diz ter direito a uma indenização. O governo entende que não deve pagar um tostão. Segundo o RR apurou, a Triunfo já sinalizou que vai à Justiça caso fique sem a concessão e não receba nada em troca. Pelos seus cálculos, o valor da indenização giraria entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões. Da parte do governo, o assunto vem sendo conduzido entre sístoles e diástoles.

Há cerca de um mês, a decisão de consenso era encerrar definitivamente as negociações para a extensão das duas concessões. Hoje, no entanto, há uma divisão. Os ministros do Transporte, Mauricio Quintella, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, pendem para a não prorrogação dos contratos. Já Moreira Franco pensa o contrário. Tem seus motivos – além do prazer pessoal de estar do lado oposto de Padilha.

Teme que a decisão de não estender os contratos da Nova Dutra e da Concer seja vista pelos investidores da área de infraestrutura como um ato hostil. Isso para não falar do risco de um contencioso, aparentemente maior no caso da Concer. Às vésperas dos leilões do PPI, é tudo o que Moreira menos precisa. CCR e Triunfo apostam suas últimas fichas nessas fissuras que o assunto provoca no governo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.04.17
ED. 5597

Cerveja choca

O súbito afago de Pezão à Ambev deverá ficar só na vontade. O Ministério Público do Rio já pediu à Justiça para barrar o projeto de lei do governo do Rio que dá à cervejeira R$ 650 milhões em isenções fiscais nos próximos 20 anos. Em média, são R$ 32 milhões por ano, o suficiente, por exemplo, para pagar de uma só vez as dívidas da Uerj com fornecedores (R$ 26 milhões).

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.04.17
ED. 5597

Depois da Copa, por favor

No staff de Neymar, cresce o temor de que o empresário Delcir Sonda resolva fazer uma espécie de “delação premiada” à Receita Federal sobre a venda do jogador ao Barcelona. Sonda, que chegou a ter 40% dos direitos sobre Neymar, já disse publicamente que foi traído pelo craque e por seu pai.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.04.17
ED. 5597

Aposta

A chinesa Galaxy Entertainment, dona dos maiores cassinos de Macau, está apostando na aprovação do projeto de lei que autoriza o jogo no Brasil. Consta que tem até sua própria bancada na Câmara.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.04.17
ED. 5597

Lagardère leva novas “emoções” ao Maraca

Pelo visto, o Maracanã vai ganhar um “upgrade”, saltando dos escândalos regionais para os internacionais. Não faltam episódios rumorosos no currículo da Lagardère, que está comprando a concessão do estádio carioca. Em 2009, o então prefeito de Paris, Bertrand Dalenoë, foi investigado por suposto favorecimento à empresa na cessão do estádio Jean-Bouin, em Paris, onde joga a seleção francesa de rugby. À época, o que mais chamou a atenção da Justiça foi o generoso valor do contrato: a Lagardère pagava à prefeitura apenas 72 mil euros por ano, ou um euro por cada metro quadrado do estádio. Mas nada se compara à passagem dos franceses pela África. O contrato de US$ 1 bilhão entre a Lagardère Sports e a confederação de futebol local é alvo de investigações, assim como a relação entre a empresa e o ex-presidente da entidade, o camaronês Issa Hayatou. O cartola, por sinal, é um antigo frequentador das páginas policiais. Na década de 90, foi acusado de receber propina pela venda de direitos de transmissão da Copa do Mundo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.04.17
ED. 5597

Volkswagen e suas nuvens de fumaça

Na Volkswagen do Brasil, a discussão já não é mais “se” e sim “quando” será convocado o recall das 17 mil picapes Amarok fabricadas entre 2011 e 2012. Os veículos foram produzidos com o dispositivo criado pelos alemães para mascarar a emissão de gases poluentes, escândalo mundialmente conhecido como “dieselgate”. A montadora tentou segurar ao máximo o recall, e consequentemente a confissão de culpa, à espera do recurso contra a multa aplicada pelo Ibama. Na última sexta-feira, no entanto, o órgão ambiental confirmou a sanção de R$ 50 milhões. Há um agravante: a Volkswagen havia garantido às autoridades que o sistema estava desativado no país. Após os testes, no entanto, o Ibama descobriu que a companhia mentia duas vezes.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.04.17
ED. 5597

De derrota em derrota…

Derrotado na disputa pela prefeitura do Rio, Carlos Roberto Osório saiu pela tangente ao ser convidado por um grupo de vascaínos influentes para disputar as eleições do clube, em novembro. A eleição que Osório quer é outra: a do governo do Rio em 2018. Isso se não for jogado para fora da quadra no PSDB pela candidatura de Bernardinho.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.04.17
ED. 5597

Mina sem fundo

A Anglo American vai investir mais R$ 1 bilhão no projeto Minas-Rio, para atingir a capacidade de 26 milhões de toneladas/ano – procurada, a empresa confirmou os números. Trata-se de uns trocados se comparados aos US$ 8 bilhões que o grupo desembolsou no empreendimento. O projeto já custou à Anglo American uma baixa contábil de US$ 4 bilhões e o pescoço da então CEO global Cynthia Carroll, que comprou o Minas-Rio de Eike Batista.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.04.17
ED. 5597

Angra 3

A Engevix ainda tenta uma última cartada para fechar um acordo de leniência com o Ministério da Transparência, antiga CGU, e evitar o carimbo de “inidônea”. Vai ser difícil.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.04.17
ED. 5597

A casa é dos credores

O fundo norte-americano Paladin, controlador da Viver, estaria disposto a entregar aos credores mais de 50% da incorporadora. Com pouco mais de R$ 1 bilhão em dívidas, a companhia está em recuperação judicial.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.04.17
ED. 5597

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: CCR, Concer, DIS (Delcir Sonda), Volkswagen e Viver.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.