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Planos
10.04.17
ED. 5596

Fraport, Vinci e Zurich vs. Infraero

O governo Temer gosta mesmo de fortes emoções. A alemã Fraport, a francesa Vinci e a suíça Zurich, que venceram a recente rodada de leilões aeroportuários, já fizeram chegar à Casa Civil a informação de que vão entrar na Justiça caso a estatal leve adiante a proposta de licitar áreas e serviços dos quatro terminais privatizados em 16 de março. Todos os três grupos basearam suas projeções de receita incluindo o direito de terceirizar os espaços dos aeroportos. Consultada, a Infraero afirmou que está avaliando a questão com o Ministério dos Transportes e “só após essa análise terá novas informações sobre o andamento da referida licitação”.

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10.04.17
ED. 5596

Um tiro nos resultados da Light

Um exemplo de como a falta de segurança pública dói no bolso das grandes empresas: o revés das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora – está obrigando a Light a revisar as metas do seu programa de combate a ligações clandestinas. Projeções da própria companhia indicam que dificilmente ela conseguirá igualar a performance de 2016, quando recuperou 683 GWh, o equivalente a R$ 450 milhões de receita. Isso porque os técnicos da empresa têm enfrentado dificuldades para entrar em algumas áreas de risco da cidade. A Light informou ao RR “ter aumentado o seu efeito de fiscalização em 30% nos quatro primeiros meses de 2017, chegando a 700 profissionais”. A empresa não entrou em detalhes quanto às metas para este ano.

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10.04.17
ED. 5596

Nem a Câmara Americana escapa da crise

A Câmara de Comércio Americana do Rio, que nadava em dólares, está atravessando uma inanição em reais. O corpo de funcionários foi ajustado ao mínimo e a programação tornou-se diminuta. Procurada, a AmCham Rio disse que, “como todas as empresas que foram impactadas pela crise econômica do país e precisaram rever seu quadro de funcionários, teve de se adequar, mas esse fato ocorreu em 2015”. Está feito o registro. De todo o modo, dada a sua perda de representatividade, não falta muito para a Câmara encontrar o mesmo destino melancólico do Lions ou do Rotary Clube. O RR recomenda uma joint venture urgente com o Lide.

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10.04.17
ED. 5596

Refinarias à venda

Em encontro fechado com investidores na última semana, em São Paulo, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a empresa está concluindo a modelagem da venda de ativos na área de refino – como antecipou o RR em 24 de fevereiro. Segundo Parente, a meta é dar a partida na operação em julho. Procurada, a Petrobras informou que “o modelo de parcerias no refino está em análise e não há previsão para conclusão desse processo.”

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10.04.17
ED. 5596

A dura fase da BRF

O fim das isenções fiscais sobre a folha de pagamento terá um impacto negativo sobre o Ebitda da BRF da ordem de R$ 250 milhões por ano. O valor equivale a 8% do Ebitda de 2016. Não é pouca coisa…

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10.04.17
ED. 5596

Muralha da China

O leilão de transmissão do próximo dia 24 deverá reunir uma dobradinha de peso: a State Grid e o também chinês Clai Fund. Com ativos de US$ 12 bilhões, o fundo fez recentemente sua primeira incursão em energia no Brasil, ao comprar uma participação na Duke Energy Paranapanema, da conterrânea Three Gorges.

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10.04.17
ED. 5596

Fiel adepto

Duda Mendonça esclareceu de vez o porquê da superlativa aversão de Paulo Skaf aos impostos. O presidente da Fiesp é fiel adepto do Caixa 2.

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10.04.17
ED. 5596

Ilan Goldfajn vira a âncora de Henrique Meirelles

Os cérebros dos luminares do BC crepitam em um dilema “shakespearmonetário”: Selic em queda de 1,25 ponto (quiçá 1,50 ponto percentual) e manutenção da meta de inflação em 2018 ou queda de um ponto e redução do inflation target no próximo ano? Quem lê o RR antecipou esse dilema, que se tornou um “trilema” com o pedido tácito ao BC para dar uma mãozinha à Fazenda devido à disenteria fiscal. Então, ficamos assim na bolsa da política econômica: Henrique Meirelles em baixa; Ilan Goldfajn em alta.

A previsão de um PIB mais baixo neste ano – a Fazenda cortou sua projeção de 1% para 0,5%, mas o mercado já acha que 0,3% será uma dádiva – encurralou a relação dívida pública/produto interno, que deverá receber mais sal grosso com o provável estouro do teto de R$ 139 bilhões para o déficit primário. O próprio Meirelles já admitiu elevar a estimativa do buraco orçamentário de 2017. Como se sabe é a relação dívida/PIB que as agências de rating enxergam. A Moody’s já tinha manifestado sua simpatia. Isto foi antes da lassidão fiscal – mimetizada como baixa arrecadação – ser revelada. Para as agências de rating, por tanto, o que interessa é o déficit nominal, tratado nessas plagas como mercadoria de segunda classe.

Caso o fiscal estivesse dentro do programado, a dívida pública bruta subiria dos atuais 70% para 77% do PIB. Agora vai a 79%, 80%, 81% do PIB e Deus for realmente brasileiro. Ou se o presidente do BC for “dovish”, conforme o jargão estereotipado do mercado. Ilan, depois uma maré de excessos, com juros altos por mais tempo do que o necessário (quem diz é a maioria dos analistas), criou um novo padrão de confiabilidade. “Ancorou”, como se diz. É ele, em última instância, quem decide a taxa Selic na reunião do Copom.

As instituições financeiras, estimuladas pelo próprio relatório de inflação do BC, começaram a projetar uma taxa mais baixa no final do ano, que, para os mais ousados, poderia chegar a 8%, contra as previsões majoritárias de 8,5%. A título de referência: cada queda de um ponto na Selic significa uma economia de R$ 26 bilhões nos juros. E cada redução de três pontos percentuais representa um encolhimento de 1% no resultado nominal.

Os três pontos já estão superados, pois 70% das instituições baixaram para a faixa de 8% a 8,75% a Selic de dezembro, contra os 9,25% que reinaram a maior parte do ano. Se cravar 8% de Selic no final do ano, isso significará uma redução de quatro pontos na taxa, ou seja, uma compensação do fracasso fiscal de Meirelles e seu efeito na relação dívida/PIB. Ilan tem bons motivos para puxar a Selic mais para baixo – 1,25 a 1,50 ponto – e outros igualmente respeitáveis para ir devagar com o andor.

A favor da queda acentuada estão as previsões de inflação na faixa de 3%, abaixo do piso da meta, a recessão econômica e um acerto de contas com os bancos, que, mesmo com as recorrentes reduções da Selic, não estão baixando os spreads. Com a Selic bem comprimida, a banca ficaria em corner. Essa alternativa ensejaria uma meta de inflação mais baixa para 2018, até para compensar a eventual interpretação de um BC moleirão.

Os riscos parecem baixos já que a inflação está mergulhando para o reino abissal (as apostas chegam a um IPCA de 3%, transformando o target de 4,5%, em uma espécie de objeto de desejo ultrapassado). A correção da Selic em módico um ponto, por sua vez, poderia ser interpretada por um BC insensível ao desemprego, sinalizando um recrudescimento da inflação e indisposto a alterar a meta e ser obrigado a uma política monetária errática caso haja qualquer repique da carestia. Nesse caso, a dívida pública que espere a sua vez. Nos dias 11 e 12, datas do Copom, e 27 de abril, quando o Conselho Monetário Nacional se reúne, parte do “trilema” será respondida.

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10.04.17
ED. 5596

MP encontra outro rastro deixado por Cabral

Segundo fonte do Ministério Público, os procuradores investigam o que pode ser uma nova conta de Sérgio Cabral no exterior, mais precisamente em Miami, no valor aproximado de US$ 200 milhões.

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10.04.17
ED. 5596

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BRF, Vinci, Fraport e Zurich.

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