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Planos
07.04.17
ED. 5595

Ipiranga vive um momento de alta combustão

Onde tem uma distribuidora de combustíveis que vem perdendo market share, enfrenta percalços com seus revendedores e, ainda por cima, corre o risco de ver seu maior investimento barrado pelo Cade? Pergunta lá no posto Ipiranga. Por trás do bordão publicitário mais conhecido do Brasil, encontra-se uma companhia fora da sua zona de conforto. Enquanto o órgão antitruste não dá seu veredito em relação à compra da Ale, a Ipiranga está no meio de uma dura rodada de negociações com os postos que usam sua bandeira – estima-se que um quinto dos contratos vença neste ano.

A companhia controlada pelo Grupo Ultra tem sido inflexível na negociação dos preços dos combustíveis e dos prazos de pagamento. A postura pode ter um efeito colateral: não são poucos os postos assediados por concorrentes, notadamente a Raízen, que tem colocado sobre a mesa luvas razoavelmente generosas para convencê-los a trocar de bandeira. Este, aliás, é um ponto nevrálgico que a Ipiranga terá de distensionar caso a compra da Ale seja aprovada pelo Cade.

Há uma considerável diferença na composição das duas redes de revenda. Cerca de 30% da base de distribuição da Ale são postos de bandeira branca, para os quais o preço fala muito mais alto do que qualquer acordo de fidelidade. No caso da Ipiranga, esse índice é de apenas 5%. A empresa terá dificuldade de segurar os “infiéis”, uma vez que os seus preços, hoje, são mais altos do que os praticados pela Ale.

A rígida posição da Ipiranga na negociação com os revendedores tem uma premissa: preservar as margens de lucro a qualquer custo, nem que para isso o preço seja deixar alguns postos menos rentáveis pelo acostamento. A companhia tem uma perfomance a zelar: em 2016, seu Ebitda cresceu 11%. Só os executivos da Ipiranga sabem o quanto tiveram de suar para entregar este resultado em um ambiente econômico tão desfavorável.

Não fosse o notório padrão Ultra de gestão, dificilmente esse número teria sido atingido. Até porque a empresa passa por um raro momento de estiagem, com perda de participação em alguns segmentos. Nas vendas da gasolina, seu market share caiu de 20,7% para 20% ao longo do último ano – a BR Distribuidora, mesmo com o seu “vende, não vende”, recuperou dois pontos percentuais. Na comercialização de etanol, a fatia da Ipiranga caiu de 19% para 17%.

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07.04.17
ED. 5595

A estiagem da Coteminas

A Cantagalo General Grains (CGG), braço agrícola da Coteminas, está no meio de uma intrincada negociação com os bancos credores para alongar seu passivo de R$ 900 milhões. A dívida tem dificultado a captação de recursos para financiar os projetos da empresa. É por essas e outras que Josué Gomes da Silva quer se desfazer do negócio.

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07.04.17
ED. 5595

Bilhete unitário

Com a fusão entre a colombiana Avianca Holdings e a Avianca Brasil, German Efromovich espera aumentar seu cacife na venda de uma participação na nova companhia. As ofertas que recebeu separadamente não o animaram.

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07.04.17
ED. 5595

Dívidas e escombros

A conta da recuperação judicial da PDG subiu mais um andar. Somando as 56 SPEs das quais é sócia, a dívida com bancos pula de R$ 2,2 bilhões para mais de R$ 3,5 bilhões.

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Com a discrição que o negócio pede, o cervejeiro Walter Faria está tentando se desfazer da sua participação na pedreira Tamoio Mineração, na qual é sócio da família Picciani.

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07.04.17
ED. 5595

Governo já trata usinas da Cemig como suas

O ministro Moreira Franco pretende anunciar até o fim de abril a inclusão das hidrelétricas de São Simão, Jaguará e Miranda no Programa de Parcerias para Investimentos (PPIs). Será o lance derradeiro na batalha jurídica entre a União e a Cemig. Será mesmo? A estatal mineira alega ter direito à renovação automática da concessão das três geradoras. Nos últimos dias, no entanto, o STF derrubou todas as liminares que mantinham a companhia como operadora das usinas. Caso se confirme, a perda em definitivo será um duro golpe para a Cemig: as três hidrelétricas respondem por quase 40% da sua capacidade de geração. A empresa, no entanto, não se dá por vencida, Procurada pelo RR, diz que “tem todo o direito sobre essa renovação e que a Justiça vai chegar à mesma conclusão”. A Cemig informa ainda que “existem processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, para que seja garantida a prorrogação conforme previsto no contrato 007/1997”.

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07.04.17
ED. 5595

Embraer é o xodó do BNDES

O BNDES corta subsídios aqui e ali, mas para a Embraer o tratamento é diferente. O financiamento para a linha de crédito dirigida aos países interessados em comprar os aviões de defesa militar da companhia será bem generoso. Aliás, o BNDES sempre foi um sócio indireto da Embraer através dos subsídios ao crédito. A empresa pretende ampliar as vendas de seu KC-390, que tem um mercado externo estimado de US$ 50 bilhões. Até agora só há um contrato com o governo brasileiro, da ordem de US$ 2,3 bilhões. Na Embraer ninguém acredita que a empresa venha a ser punida com a caça às bruxas dos subsídios. Ela é a princesinha da indústria de tecnologia intensiva do país.

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07.04.17
ED. 5595

O calendário de Padilha

Há um burburinho no Palácio do Planalto de que o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, vai tirar uma nova licença médica para concluir seu tratamento de saúde. Espera-se que, desta vez, sem qualquer “intercorrência”. Em fevereiro, Padilha se ausentou por alguns dias para se submeter a uma cirurgia de retirada da próstata, isso na mesma semana em que José Yunes denunciou um suposto pagamento de propina ao ministro. Consultada sobre o novo afastamento de Padilha, a Casa Civil disse “não confirmar a informação”.

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07.04.17
ED. 5595

Prontuário

A defesa de Eduardo Cunha fez novo pedido de habeas corpus ao STF, fato confirmado ao RR pelos advogados do ex-deputado. Não custa lembrar que, em fevereiro, Cunha encaminhou à Justiça exames médicos para comprovar que é portador de um aneurisma intracraniano.

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07.04.17
ED. 5595

Chiaro e scuro

Estava escrito nas estrelas e no RR. A contratação do ex-Vivo Paulo Cesar Teixeira e a ressurreição do cargo de CEO da Claro confirmam o enfraquecimento do nº 1 da América Móvil no Brasil, José Antonio Felix, conforme informou o RR na edição de 27 de março. Aguarda-se pelos próximos capítulos.

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07.04.17
ED. 5595

Parou de piorar

O número de demissões na Zona Franca de Manaus, de janeiro a março deste ano, caiu 40% em relação aos três primeiros meses de 2016. Foram “só” 1,2 mil trabalhadores para a rua.

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07.04.17
ED. 5595

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Ultra/Ipiranga, CGG, Teuto, PDG e Avianca.

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