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Planos
30.03.17
ED. 5589

Governo muda salário mínimo de olho na Previdência

No intervalo entre a aprovação do projeto de lei da terceirização e a reforma trabalhista – eufemismo para morte lenta da CLT -, o governo vai perpetrar a mudança da correção do salário mínimo. Trata-se de uma pedra cantada há muito tempo, tal como a extinção do crédito direcionado ou o aumento da idade com direito aos proventos da Previdência Social. Se pudessem, Michel Temer et caterva acabariam com o salário mínimo, visto como um dos bastiões da indexação que freia a economia e retroalimenta a inflação.

Mas, como diria o esquartejador, melhor ir por partes. Para o momento está prevista a mudança do reajuste do salário pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do último ano. A correção não mais levaria em conta a reposição da inflação passada, mas,sim, o inflation target perseguido. Se a inflação for menor do que a meta, melhor para o trabalhador.

A medida vigoraria somente em 2018. O governo acredita que ganha o embate da correção do mínimo com o discurso de que o aumento do poder de renda proporcionado pela queda da inflação terá um efeito mais do que compensatório em relação à reposição da inflação passada. Ficaria mantida a regra do ganho real, que corresponde à variação do PIB do penúltimo ano (Lei no 12.382/2011).

Como se sabe, o ganho real será nulo qualquer que seja a fórmula de reajuste do mínimo em 2018, pois o resultado do PIB foi negativo. A mudança da base de correção do mínimo tem um olho no bolso do trabalhador e o outro nos custos da Previdência Social. É possível que ela permitisse até alguns arreglos no texto da reforma. Por exemplo: há fortes resistências à proposta do governo para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e deficientes de baixa renda, uma das medidas mais cruéis da reforma.

O governo pretende desvincular a BPC do salário mínimo, criando um novo piso para os hiperdesfavorecidos: o mínimo do mínimo. Com a nova fórmula de reajuste, Temer talvez pudesse recuar em medidas desumanas, tais como essa. A ver. O certo é que os reformistas estão matando Vargas pela segunda vez.

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30.03.17
ED. 5589

O último ato da Petrobras no etanol

A Petrobras está em negociações para a venda da sua participação de 40% na Bambuí Energia. Do outro lado da mesa estão um grupo indiano ainda sem negócios no Brasil e a Turdus Participações, do usineiro José Geraldo Ribeiro, dono dos 60% restantes da companhia. Este é o último ativo da estatal no setor. A Petrobras não vê a hora de virar essa página e deixar para trás um prejuízo de R$ 1 bilhão, apenas em 2016.

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30.03.17
ED. 5589

Leite B

A Pepsico – que chegou a sonhar com a Vigor – estaria em conversações com a fabricante de laticínios mineira Embaré, empresa com faturamento de R$ 1 bilhão. Os norte-americanos são assessorados pelo JP Morgan. A Embaré nega a negociação. A Pepsico, por sua vez, não comenta o assunto.

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30.03.17
ED. 5589

Poço sem fundo

O governo está prestes a fazer um novo aporte de capital na Telebras. Somente nos últimos dois anos, a empresa acumulou prejuízo de R$ 525 milhões. Consultada, a Telebras garante ter disponibilidade orçamentária para os seus investimentos.

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30.03.17
ED. 5589

“Prêmio fusão”

BM&F Bovespa e Cetip prometem reduzir suas tarifas em até 30% na esteira da economia de R$ 100 milhões/ano que terão após sua fusão. O afago tem endereço certo: os grandes bancos, que resistiram à associação sob a alegação de que o negócio criaria um monopólio. O que não deixa de ser verdade…

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30.03.17
ED. 5589

MRS avança na estação ANTT

As negociações entre a MRS e a ANTT para a renovação antecipada da sua concessão estão bastante avançadas. Nos próximos dias, a companhia apresentará à agência reguladora o plano de investimentos na sua malha, contrapartida para a prorrogação da licença por 30 anos – a atual vence em 2026. A cifra deverá passar dos R$ 3 bilhões. Entre os principais projetos, figura a construção de muros em vários trechos dos mais de 1.600 quilômetros da ferrovia, que corta 110 cidades em três estados. A obra permitirá o aumento da velocidade dos trens, que hoje circulam a uma média de 45 km por hora. Um número dá a ideia do impacto que o investimento terá sobre a operação da MRS. Hoje, nas áreas urbanas, os trens da companhia param, em média, a cada 1,5 km. Procurada pelo RR, a MRS confirmou que está trabalhando no plano de negócios que será submetido à ANTT. A empresa não se pronunciou quanto aos detalhes do processo, mas disse que “eles se tornarão públicos em breve”.

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30.03.17
ED. 5589

Estranha aritmética

Uma fonte do RR que auxilia as negociações entre a Kroton e a Estácio jura por todos os santos que há uma cláusula draconiana no acordo de fusão entre as duas empresas. Diz a fonte que se o Cade fizer exigências restritivas capazes de derrubar o faturamento do grupo em mais de 15%, a Kroton pode cancelar o agrément sem pagar multa. Já a Estácio terá de desembolsar R$ 150 milhões se desistir da operação pelos mesmos motivos da Kroton. O RR acha bem esquisito os dois pesos, mas registra o estranho acordo.

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30.03.17
ED. 5589

Gafisa desiste de morar em Alphaville

A Gafisa pretende vender sua fatia de 30% no capital da Alphaville Urbanismo. A participação está avaliada em aproximadamente R$ 500 milhões. Em 2013, a Gafisa negociou os outros 70% para o Pátria Investimentos e o fundo norte-americano Blackstone. Na ocasião, com o mercado imobiliário ainda no Olimpo, a Alphaville respondia por mais de 40% dos resultados do grupo. No ano passado, só se fez notar no balanço da Gafisa pelo prejuízo de pouco mais de R$ 20 milhões.

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A recente compra da gaúcha Cotrel não saciou o apetite da Aurora Alimentos. A empresa está em conversações para a aquisição de mais um frigorífico no Sul do país. Mais uma vez pretende contar com o BNDES. Espera-se que a Operação Carne Fraca não atrapalhe. A empresa se limitou a confirmar a aquisição da Cotrel.

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30.03.17
ED. 5589

Se fosse a Dilma…

Está todo mundo calado, mas a verdade é que o uso dos precatórios para abater o déficit é pura contabilidade criativa. Se fosse a Dilma

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30.03.17
ED. 5589

Prudente distância

Apesar das tentativas de aproximação feitas pela CBF, Geraldo Alckmin esquivou-se de um encontro com o presidente da entidade, Marco Polo del Nero, durante a passagem da seleção brasileira por São Paulo. Era só o que faltava…

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30.03.17
ED. 5589

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Kroton, Estácio, Gafisa e Petrobras.

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