Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
22.03.17
ED. 5583

Aneel quer cortar de vez as linhas da Abengoa

A Aneel resolveu subir o tom no contencioso com a Abengoa. Segundo fonte da Procuradoria Federal da Agência, vinculada à Advocacia Geral da União (AGU), a entidade já recorreu à Justiça Federal com o objetivo de derrubar a decisão da juíza Maria da Penha Mauro, da 5a Vara Federal do Rio de Janeiro. A magistrada suspendeu a caducidade das obras nas linhas transmissoras do grupo espanhol no Brasil.

Na prática, a medida engessou a Aneel, impedindo a revogação e a retomada das licenças da Abengoa. A companhia tem uma sucessão de passivos junto ao órgão regulador: descumpriu prazos, não honrou investimentos previstos no edital e deixou de instalar mais de 4,3 mil quilômetros de fios no país. Procurada, a Aneel confirmou o recurso. A Abengoa não quis se pronunciar. O caso mais grave é o da linha de transmissão de Belo Monte.

O empreendimento, de R$ 1,3 bilhão, deveria ter sido entregue pela Abengoa em fevereiro do ano passado. No entanto, as obras estão paralisadas, comprometendo a distribuição da energia gerada pela usina. Se a construção não for retomada imediatamente, dificilmente o sistema de transmissão estará completamente instalado até 2019, quando Belo Monte atingirá sua plena capacidade.

De acordo com a fonte do RR, há na Aneel um profundo incômodo com o comportamento dos espanhóis. Já faz mais de um ano que o grupo entrou em recuperação judicial e segue sentado sobre projetos que demandam investimentos de quase R$ 4 bilhões. A leitura na Aneel é que a Abengoa vem se valendo de uma série de gincanas para procrastinar a questão. Na semana passada, por exemplo, solicitou à 5a Vara Empresarial o adiamento da assembleia de credores de 30 de março para 30 de maio.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.03.17
ED. 5583

Trem-pagador

Sob intenso tiroteio, o BNDES pretende anunciar uma boa nova até junho: a aprovação do financiamento de R$ 3,5 bilhões para a Malha Paulista, leia-se Rumo Logística. Mas a tal boa nova depende que a ANTT renove antecipadamente a concessão da ferrovia. Por sua vez, a renovação depende que a Rumo encerre a disputa legal com a União e pague cerca de R$ 1 bilhão referente às taxas de concessão da Malha.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.03.17
ED. 5583

Tríplice autoria

A possível fusão entre a Saraiva e a Livraria Cultura não é uma obra escrita somente a quatros mãos. A Amazon surgiria no posfácio, com uma participação no capital da nova empresa. Os norte-americanos passariam a ter acesso e direito de comercialização do acervo e títulos das duas empresas. Procurada, a Cultura nega as tratativas. Amazon e Saraiva não se pronunciaram.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.03.17
ED. 5583

Ambev de porre

A Ambev, que detém 66% de market share no país, entrou com uma representação no Cade reclamando que a Heineken vai concentrar mercado após a compra da Brasil Kirin. Non sense puro. A Heineken vai ficar com um pouquinho mais de 19%. Se continuar disparatando, a Ambev vai acabar acusando a Cervejaria Piau, do Piauí, de alcançar 0,111111% de mercado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.03.17
ED. 5583

Bilhete de ida

Executivos da chinesa Cofco Agri confirmaram ao ministro Moreira Franco o interesse em participar da licitação da “Ferrogrão”. Orçada em R$ 10 bilhões, a ferrovia ligará o Centro-Oeste ao porto de Mirituba (PA). A Cofco, não custa lembrar, já está investindo cerca de R$ 1,5 bilhão em logística no Brasil.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.03.17
ED. 5583

CCR vai para o acostamento no leilão de rodovias paulistas

A dois dias do leilão de concessões rodoviárias em São Paulo, os investidores ainda pressionam o governo Alckmin a fazer ajustes de última hora nas regras do jogo. O lobby mais agudo vem da CCR. A companhia ameaça ficar de fora da disputa pelos lotes da Rodovia dos Calçados (Itaporanga-Franca) – concessão que exigirá investimentos da ordem de R$ 5 bilhões. A empresa alega que a taxa referencial de retorno prevista, de 9,8%, não é factível com as estimativas de receita da concessão. Este, aliás, é outro ponto de divergência. Segundo a CCR, há um hiato de mais de 10% entre as suas projeções de tráfego na rodovia e os números que balizaram o edital elaborado pelo governo paulista. O histórico recente da CCR não recomenda classificar sua pressão como bravata. Na semana passada, a empresa ficou de fora do leilão de aeroportos por não concordar com os estudos do governo federal e a taxa de retorno. Em fevereiro, deixou de participar em cima da hora da disputa pela Rodovia do Centro-Oeste Paulista, cuja licitação foi vencida por um fundo da Pátria Investimentos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.03.17
ED. 5583

Que hora…

Na semana passada, o Ministério da Agricultura costurava os últimos detalhes da visita de uma comitiva do governo russo, no início de abril, para habilitar novos frigoríficos brasileiros. Agora, a viagem foi para o brejo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.03.17
ED. 5583

José Galló é o motor da Renner

José Galló não para de receber felicitações dos acionistas da Lojas Renner. Híbrido de CEO e “quase dono” da rede varejista, Galló só tem boas notícias. No Brasil, a companhia abriu 64 lojas em 2016, quatro a mais do que em 2015. Ainda neste ano, a Renner desembarca no Uruguai, com a abertura de três pontos de venda. Para 2018, o executivo já tem outro ás para colocar na mesa: a entrada na Argentina. É por essas e outras que os funcionários da empresa chamam a Renner de”Lojas Galló”. Consultada sobre seus planos de internacionalização, a rede varejista confirmou apenas o investimento no Uruguai.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.03.17
ED. 5583

Tempo de colheita

Além do lançamento de R$ 500 milhões em debêntures, a MRV prepara uma nova emissão de Créditos de Recebíveis Imobiliários (CRIs) para o segundo semestre. A expectativa é arrecadar mais R$ 300 milhões. Procurada, a MRV afirmou que só comenta informações desta natureza em seus documentos públicos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

A PF colocou meio galho dentro em sua nota conjunta com o Ministério da Agricultura. Mas ainda é pouco para acalmar o mercado lá fora. É preciso assumir que a Operação Carne Fraca foi uma lambança.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.03.17
ED. 5583

Laços de família

Presos no início do mês, os lobistas Jorge Luz e seu filho Bruno Luz já sinalizaram a disposição de fazer delação premiada. Ambos são apontados pela Lava Jato como operadores do PMDB.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.03.17
ED. 5583

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: CCR e Cofco Agri.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.