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Planos
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15.03.17
ED. 5578

Meirelles se equilibra entre o aumento de impostos e novo corte no orçamento

O recado de Henrique Meirelles é que poderá, sim, aumentar os impostos. Ponto final! O ministro da Fazenda não tem nada de kamikaze. Afinal, já negou a medida até com as mãos estendidas a Deus. Mas, na sua avaliação, bem mais deletério aos seus objetivos políticos é estourar a meta do superávit primário da União de R$ 139 bilhões, o que seria uma confissão de falência na gestão do orçamento fiscal, prioridade desde o seu primeiro dia no governo.

Se a arrecadação não melhorar, sendo travada pelo endividamento das famílias e empresas, capacidade ociosa, crise dos estados, desemprego, atraso do programa de concessões, etc., Meirelles partiria para o contingenciamento do orçamento. Informações filtradas da Fazenda indicam que ele poderia contingenciar um caminhão de R$ 60 bilhões. Mas do que isso somente com um garrote sobre o pescoço do setor público. A partir daí, Henrique Meirelles lançaria mão do derradeiro expediente tributário.

São duas as propostas: a unificação do PIS/Confins – de alguma forma, os benefícios teriam de ser transferidos para 2017 – ou uma contribuição e/ou imposto extraordinário para erradicação urgente do déficit fiscal. Esse último gravame de pomposa nomenclatura seria cobrado uma única vez, pelo menos no discurso. Seria algo vizinho à CPMF. Meirelles suou para não confessar essa tentação.

Em várias oportunidades, firme, desmentiu Eliseu Padilha e o próprio Michel Temer, que candidamente admitiam o aumento temporário de impostos se não houvesse outra alternativa para fechar as contas. Afinal, “a culpa era da Dilma”. Meirelles bateu o pé e negou uma nova mordida do Leão. O ministro da Fazenda conduziu sua presença na vida pública de forma a tornar-se o fiador da previsibilidade. Seria essa marca a sua receita de sucesso para debelar a crise econômica e também o nome de batismo da sua identidade política.

Uma nova derrama não estava nos planos. E sempre há a possibilidade de espremer aqui e ali, a exemplo da repatriação, para fechar as contas. Mas Meirelles é um pragmático. Joga o jogo jogado. Se aventou a expansão da carga tributária, é que uma leva de impostos já está na bica. Até os anjos e as crianças sabem disso. Em tempo: plana no ar a revogação das desonerações da folha de salariais. A medida não passa de um tributo fantasiado. Mas também pode ser uma opção, devido aos dividendos metalinguísticos tão caros ao interesse político de Meirelles, assim como fórmula para evitar o princípio da anualidade.

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20/07/17 18:08h

Relatório Reservado

disse:

[…] hoje pelo governo estava escrito nas estrelas, ou melhor, no Relatório Reservado. Na edição de 15 de março, o RR antecipou que Henrique Meirelles já contemplava a medida – àquela altura, ainda negada […]

Monica De Bolle
15.03.17
ED. 5578

Mais um tiro certeiro de De Bolle

Da musa do RR, Mônica De Bolle, girando a metralhadora como se fosse a guerrilheira interpretada por Dina Sfat no seminal Macunaíma, dirigido por Joaquim Pedro de Andrade: “O problema vai bem além do legado do PT, que, evidentemente, foi dos piores. Mesóclises interinas não vão adiantar, por maior que seja a torcida. E perdoem-me se não consigo torcer – tudo o que consigo é enxergar a realidade trágica de termos de depender de um governo corrupto para passar algumas reformas com chances cada vez maiores de deturpação devido à própria falta de respaldo moral do binômio executivo/legislativo”. Triste, mas irretocável.

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15.03.17
ED. 5578

Embraer aposta na área de Defesa

A Embraer pretende assinar, em até três meses, o primeiro contrato no exterior para a venda do cargueiro KC-390. O novo bijato é fundamental dentro da estratégia da companhia de aumentar as vendas internacionais na área de Defesa – mesmo que a sua principal atração neste segmento ainda seja o Super Tucano, lançado há 13 anos. O KC-390 é um dos últimos modelos desenvolvidos ainda na gestão de Frederico Curado, que deixou a presidência da Embraer após o escândalo do pagamento de propinas em concorrências na América Central e na Ásia.

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15.03.17
ED. 5578

PDG na mira da CVM

A CVM acompanha com lupa o processo de recuperação judicial da PDG. A autarquia está particularmente preocupada com o pagamento dos certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) da incorporadora. Trata-se de uma enxurrada de papéis que circulam pelo mercado e somam aproximadamente R$ 1,2 bilhão, um quinto do passivo total da PDG.

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15.03.17
ED. 5578

O Fies é um balão murcho

A crise econômica e, sobretudo, a nova regulação do setor pelo Ministério da Educação têm levado a uma lipoaspiração nos números do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo dados recém-fechados pelo MEC, o total de matrículas universitárias no âmbito do Fies neste primeiro semestre foi de 150 mil. É menos da metade dos financiamentos concedidos no início de 2016. Em 2014, no auge da chamada “farra do Fies”, foram contabilizadas 750 mil matrículas. Em tempo: não por outro motivo, nos últimos seis meses, as ações das empresas de educação acumulam, em média, uma queda de 23%.

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15.03.17
ED. 5578

Os números da discórdia

A decisão da espanhola Ferrovial e da mexicana Grupo Aeroportuário del Pacífico (GAP) de passar longe do leilão de aeroportos marcado para amanhã se deu fundamentalmente pela desconfiança em relação à taxa de retorno dos empreendimentos. Estudos conduzidos pelos dois grupos apontaram para uma remuneração estimada de apenas 4,5%, praticamente a metade da projeção de 8,5% apresentada pelo governo.

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15.03.17
ED. 5578

Mil e uma noites

O frigorífico Minerva Foods deverá anunciar nos próximos dias a criação de uma joint venture para atuar no Oriente Médio.

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15.03.17
ED. 5578

Desconstruindo a Ale

A aprovação do Cade pode até sair, mas a direção do Grupo Ultra já se pergunta se a compra da Ale valerá a pena diante das condições que deverão ser impostas pelo órgão antitruste. No Ultra, o maior temor é que o Cade determine a venda de parte da rede de postos no Sudeste.

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15.03.17
ED. 5578

Um candidato de risco

Eduardo Paes interrompeu sua temporada em Nova York para assistir ao desfile das campeãs na Marquês de Sapucaí, voltou a dar a entrevistas e está mais ativo do que nunca nas redes sociais. Não há dúvidas: Paes já está em campanha para o governo do Rio, seja a eleição em 2018 ou antes. Isso, claro, se Curitiba deixar.

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15.03.17
ED. 5578

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Embraer, Minerva Foods e Grupo Ultra.

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