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Planos
23.02.17
ED. 5567

Neeleman é um comandante de mãos atadas na TAP

Se, do lado de cá do Atlântico, David Neeleman voa em céu de brigadeiro com o iminente IPO da Azul, em Portugal o empresário enfrenta fortes turbulências. A crescente interferência do governo português na gestão da TAP tem inviabilizado propostas apresentadas por Neeleman para cortar custos e debelar os seguidos prejuízos da companhia. Não se trata exclusivamente de uma questão além-mar. A operação brasileira da empresa é parte central do problema.

Neeleman considera vital uma drástica redução da estrutura da TAP no Brasil, notadamente na área de manutenção. No entanto, enfrenta a resistência do governo socialista do primeiro-ministro Antonio Costa, contrário a qualquer medida que passe por demissões em maior escala – principalmente se Neeleman quiser adotar o receituário em Portugal. A divisão de reparos no Brasil é um dos maiores sorvedouros de recursos da TAP, uma herança maldita que remete à finada Varig – em 2005, os portugueses compraram a Varig Engenharia e Manutenção (VEM).

São cinco hangares em Porto Alegre e um no Rio de Janeiro. A unidade brasileira fechou 2016 com perdas superiores a 60 milhões de euros. Segundo a mídia portuguesa, os prejuízos acumulados pela antiga VEM entre 2010 e 2015 chegaram a 289 milhões de euros.

David Neeleman nunca se iludiu: sempre soube que, na prática, a TAP não havia sido efetivamente privatizada. Mas a ingerência do governo português cresceu consideravelmente com a ascensão ao poder do socialista Antonio Costa, apenas três meses após o leilão da companhia aérea. Uma de suas primeiras medidas foi refazer o acordo de acionistas, aumentando a participação do Estado português de 39% para 50%. Neeleman e seu sócio português, o empresário Humberto Pedrosa, do Grupo Barraqueiros, têm hoje 45%. Devem chegar aos mesmos 50% com a aquisição de ações em poder dos empregados. A batalha aérea promete.

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23.02.17
ED. 5567

Os sócios que contaminam a Águas do Brasil

Sócias da Águas do Brasil, Cowan e New Water temem que a empresa não seja autorizada a disputar as novas concessões da área de saneamento. O motivo são os outros dois acionistas da companhia: Queiroz Galvão e Carioca Engenharia, ambas encalacradas com a Lava Jato. Esta última, inclusive, está no meio de um acordo de leniência. Procurada, a Águas do Brasil informou que tem participado de processos licitatórios e é absolutamente independente de seus sócios.

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23.02.17
ED. 5567

Brita dos Picciani

A mineradora Tamoio, fabricante de brita da família Picciani, tem detonado empregos como quem explode uma pedreira. A entressafra, sem dúvida, é resultado da crise no setor de construção. Mas os demitidos repetem como um mantra a mesma expressão: Lava Jato, Lava Jato…

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23.02.17
ED. 5567

Padilha na Previ

Além de avançar sobre a cadeira do presidente da Vale, Murilo Ferreira, o ministro Eliseu Padilha tenta também meter a colher na Previ. Trabalha pela substituição de Gueitiro Genso, o único remanescente do governo Dilma nos três grandes fundos de pensão do país.

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23.02.17
ED. 5567

Pouso forçado

O presidente dos Correios, Guilherme Campos, tem defendido o cancelamento em definitivo da compra de 49,99% da Rio Linhas Aéreas. Talvez seja melhor: a operação é alvo de investigação no TCU.

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23.02.17
ED. 5567

BRF muda sua receita para a One Foods

O anunciado IPO da One Foods Holdings – braço da BRF no Oriente Médio – na Bolsa de Londres pode não ter passado de um conto das mil e uma noites. Segundo o RR apurou, o conselho de administração da companhia está reavaliando a estratégia de capitalização da controlada. No lugar da oferta pública de até US$ 1,5 bilhão, ganha corpo a ideia de uma subscrição privada de ações da One Foods.

A operação abriria espaço para a entrada de um sócio estratégico na companhia. De acordo com informações filtradas da própria BRF, a companhia já vem realizando reuniões com potenciais investidores internacionais para apresentar este segundo modelo. Os encontros são coordenados pelo Bank of America e pelo Morgan Stanley. O assunto também deverá ser abordado pela empresa na teleconferência com analistas marcada para amanhã, junto com a divulgação dos resultados de 2016.

A expectativa na companhia é que a nova proposta agrade mais ao paladar do mercado. Desde que o IPO da subsidiária foi anunciado, na primeira semana de janeiro, as ações da BRF acumulam queda de 18%. A One Foods, ex-Sadia Halal, é uma peça chave na estratégia de expansão da BRF no exterior. A companhia detém mais de 40% do mercado de frangos em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.

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23.02.17
ED. 5567

Criador e criatura

Aparições públicas como a da última terça-feira, quando se deixou fotografar lacrando bombas em postos que vendiam combustível adulterado, serão cada vez mais comuns para Geraldo Alckmin. Entre os assessores, a ordem é criar uma agenda que aumente a exposição do governador na mídia. Qualquer semelhança com João Doria não é mera coincidência.

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23.02.17
ED. 5567

Onipresente

Além da Cedae, Marcelo Crivella tenta interferir também na concessão do Maracanã. Crivella quer assegurar que os novos administradores liberem o estádio para eventos de interesse da Prefeitura. Aleluia!

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23.02.17
ED. 5567

Ecovix lança sua âncora ao mar

A Ecovix vai apresentar seu plano de recuperação judicial até a primeira semana de março. A principal proposta será a venda de parte do capital do estaleiro, controlado pela Engevix. Tudo dependerá da Petrobras e da retomada ou não da encomenda de dois cascos para navios-plataformas, um contrato da ordem de US$ 800 milhões. No ano passado, a estatal suspendeu o pedido devido às graves condições financeiras da Ecovix – ver RR edição de 27 de dezembro. Com R$ 8 bilhões em dívidas, o estaleiro da Engevix já demitiu mais de três mil metalúrgicos.

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23.02.17
ED. 5567

O check out da Funcef

A Funcef busca um comprador para seus três hotéis. Tudo em nome da redução do déficit.

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23.02.17
ED. 5567

Reprise

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e seu vice, Antonio Andrade (PMDB), não trocam mais uma palavra um com o outro. Já vimos esse filme antes…

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23.02.17
ED. 5567

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: TAP, BRF, Tamoios, Correios, Funcef e Ecovix.

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