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Planos
cassino-rr-5559
13.02.17
ED. 5559

A sociedade dirá se quer arma, droga e cassino

O ex-presidente do Senado Renan Calheiros lidera um grupo de parlamentares empenhado em articular um dos movimentos mais polêmicos da política brasileira. Deslocar do âmbito do Congresso Nacional para a consulta popular a legalização de três dos mais satanizados “direitos” hoje regulamentados ou em fase de liberalização em grande parte dos países mais civilizados: porte de arma, consumo de drogas e jogo de azar. Todos eles já foram motivo de recorrentes projetos de lei, submetidos ao Congresso e invariavelmente desaprovados.

O grupo de parlamentares considera que há mais simpatizantes da aprovação entre deputados e senadores do que o contrário, mas eles são temerosos do julgamento da opinião pública e da sua própria bancada, além da mídia, é claro. A saída seria submeter a legalização ao crivo do povo, que definiria o vencedor dessa guerra fria. O referendo, e não o plebiscito, seria o instrumento adequado para a consulta, pois já existem leis repressoras do jogo, do porte de armas e do uso de drogas.

A grande pergunta é se a população quer virá-las de ponta- cabeça, ou seja, liberar as práticas reprimidas. A ideia é realizar o debate à luz dos exemplos de maior notoriedade no mundo, como a Segunda Emenda da Constituição do EUA, que permite manter e portar armas, inspirada na common-law inglesa. Há legislações em diversos outros países regulamentando o uso de droga e os cassinos – o livre funcionamento destes últimos é quase um consenso na maioria das nações ocidentais.

Renan Calheiros, ressalte-se, terá de renegociar seu posicionamento anterior contrário ao uso de armas – ele foi autor do Estatuto do Desarmamento – em nome da proposta de um tríplice referendo. Jogo e liberalização das drogas é com ele mesmo. As bancadas do jogo, da bala e pró descriminalização de drogas no Congresso são bem menores do que se imagina (jogo: 59 parlamentares; armas: 31; e drogas: 11). Quando comparadas à das empreiteiras (223), ruralista (205) e empresarial (201) nem sequer chegam a fazer cócegas. Mas os defensores da legalização acham que ganham a parada se o povo for consultado. Foi assim com o plebiscito da comercialização das armas, contra oponentes como a Igreja e a Rede Globo.

Hoje não faltam posicionamentos favoráveis à legalização das drogas, entre eles o do militante pró-maconha Fernando Henrique Cardoso, dos juízes do STF Gilmar Mendes e Luiz Roberto Barroso e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Ah, Lula também figura nesse time. Há também a bancada da execração da droga, comandado pelo deputado Omar Terra (PMDB-RS), que prega a amputação das pernas dos traficantes. Entre os defensores da abertura dos cassinos estão sete ministros do governo Michel Temer, ele próprio um simpatizante da proposta. O futuro ministro do STF Alexandre de Moraes já tem até sugestão para o destino da arrecadação estimada de R$ 18 bilhões (para um faturamento de R$ 60 bilhões) com o jogo: 5% iriam para o Fundo Nacional de Segurança. Já o senador Fernando Bezerra defende que 95% sejam carregados para a seguridade social.

Os militantes pró-jogo contam com o apoio expressivo de governadores e prefeitos, carentes que são de novas fontes de recursos. Os paladinos das armas de fogo apostam que o ambiente de insegurança, criminalidade e violência empurrará a população a decidir em seu favor. Entre os apoiadores, há quem ache que é necessário ir devagar com o andor pelo risco de medidas tão complexas cindirem o país. Além disso, tirar essas questões do Congresso e levá-las para as ruas depende dos próprios parlamentares. Câmara e Senado terão de abdicar do seu poder legislativo para entregá-lo à população. Renan Calheiros acha que as citações ao seu nome na Lava Jato não atrapalham os avanços do projeto. O convencimento das duas casas do Congresso é uma questão de tempo.

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agricultura-rr-5559
13.02.17
ED. 5559

Dinheiro russo pinga no agronegócio

A passagem de uma comitiva do Ministério da Agricultura por Moscou, na semana passada, teve múltiplas funções. A delegação chefiada pelo secretário-executivo da Pasta, Eumar Roberto Novacki, começou a costurar um intrincado acordo para que o governo Putin não saque da algibeira novas barreiras a produtos agrícolas brasileiros. A Rússia é useira e vezeira em criar obstáculos, notadamente à entrada de carne bovina. Ao mesmo tempo, a comitiva discutiu com autoridades locais possibilidades para investimentos russos no agronegócio brasileiro. As tratativas se iniciaram em setembro do ano passado, quando Blairo Maggi esteve na China para uma reunião entre os ministros da Agricultura dos Brics. O cardápio vai da compra de terras à produção de grãos, passando pela área de carne bovina, tudo vinculado ao fornecimento para o mercado russo. As negociações preveem o aporte de grupos privados, como a Rusagro e a Prodimex, com o apoio de agências de fomento locais.

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13.02.17
ED. 5559

O supremo defensor das primeiras-damas

Além do notório saber jurídico, o futuro ministro do STF Alexandre de Moraes exibe uma curiosa capacidade de atuar na elucidação de crimes de alguma forma relacionados a primeiras-damas. É o caso, por exemplo, da valiosa colaboração prestada à família Alckmin no fim do ano passado – um episódio bem menos badalado do que o da recuperação do celular pessoal de Marcela Temer, com a prisão de um chantagista que exigia R$ 15 mil pelo aparelho. Já como ministro da Justiça, Moraes acompanhou as investigações da polícia de São Paulo até a prisão do bandido que havia invadido a mansão do empresário Adhemar César Ribeiro, cunhado da primeira-dama do estado, Lu Alckmin. Ribeiro, por sinal, está citado na Lava Jato como o suposto portador de um repasse ilegal de R$ 2 milhões da Odebrecht a Alckmin, na campanha ao governo de São Paulo em 2010.

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13.02.17
ED. 5559

Candido Mendes só paga dívida com o bolso alheio

Conforme o RR antecipou na edição de 25 de janeiro, a Microsoft aceitou o acordo com a Universidade Candido Mendes (UCAM): em vez de pagar integralmente uma dívida de R$ 43 milhões referente ao uso de cópias de softwares não autorizadas, a UCAM terá de desembolsar apenas R$ 6 milhões. Caso encerrado? Tratando-se de Candido Mendes, jamais. O empresário e acadêmico não quer nem quitar os R$ 6 milhões. Está passando o chapéu em entidades empresariais na tentativa de arrecadar os recursos. Do próprio bolso, nem pensar.

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13.02.17
ED. 5559

Quem te viu, quem te vê

Os executivos da Foxconn discutem o fechamento de uma de suas cinco fábricas no Brasil, onde a companhia de Taiwan monta smartphones, tablets e notebooks para diversas marcas. E dizer que a empresa um dia prometeu investir US$ 12 bilhões no país.

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Maria Sílvia Bastos Marques foi paparicada por ministros, na última sexta-feira, na sede do BNDES. Até Henrique Meirelles foi afagar a moça. Ela merece.

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O deputado Jovair Arantes tem o apoio do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, para assumir o Ministério dos Esportes. Qual o espanto? Se Edison Lobão pode comandar a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o enrascado Del Nero pode muito bem emplacar o novo ministro.

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13.02.17
ED. 5559

Tijolo por tijolo

Uma vez sacramentada a negociação do controle da Kepler Weber, a Previ vai se dedicar à venda da sua participação na Fundição Tupy. O fundo de pensão detém 26% da forjaria.

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13.02.17
ED. 5559

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Foxconn e Previ.

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