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Planos
31.01.17
ED. 5550

Eike é o fator mais imponderável da Lava Jato

O risco Eike Batista não tem limite. Devido a componentes megalômanos notórios e a uma ética peculiar – “tudo é mercado, as pessoas têm direito a cobrar por tudo” – a delação do empresário pode se tornar uma bomba mais explosiva do que o testemunho de Marcelo Odebrecht. Eike vai de A a Z. A crônica de regalias obtidas junto ao empresário registra o nome dos peixões José Dirceu, José Sarney, Aécio Neves, Delcidio do Amaral e o notório Sérgio Cabral.

Ele teve relações próximas com Lula, que foi requisitado pelo empresário durante e após o seu mandato para contornar problemas em países da América do Sul. Mas Eike tornou-se ainda mais próximo de Dilma Rousseff, de quem foi publicamente um entusiasta. Dilma ajudou o empresário em diversas vezes, pedindo celeridade à burocracia e facilitando seus pedidos na esfera da administração pública. Eike teve o que quis da Petrobras (vendeu uma termelétrica, a “Termoluma”, por um preço três vezes maior do que o valor de mercado), do BNDES (o banco tornou-se sócio de seus projetos “no papel”), da Fazenda (a “delação não premiada” sobre Guido Mantega é uma amostra de como os pedidos eram feitos e atendidos) e do Gabinete Civil, de Gleisi Hoffmann.

Os Conselhos das empresas de Eike também eram constituídos de luminares com trânsito diferenciado, a exemplo da ex-ministra do STF Ellen Gracie e de Pedro Malan. Todos os conselheiros nas diversas empresas de Mr. Batista foram agraciados com a honraria de processos na CVM. Eike sempre considerou que o “vil metal” resolve tudo. E não por distorção de caráter ou amoralidade, mas por patologia mesmo.

Ele acredita que comprar o que for é um caminho natural para resolver qualquer coisa. Aliciou mais de 40 geólogos e engenheiros da Petrobras (todos detentores de informações estratégicas e confidenciais) simplesmente triplicando ou quadruplicando seus salários. Com a Vale, usou o mesmo expediente do “vem para MMX, você também”. Arrumou um inimigo, o então presidente da mineradora Vale Roger Agnelli, para o resto da vida. Agnelli bem que tentou, mas não conseguiu equiparar os salários alucinantes oferecidos pelo empresário, que se apoderou de dezenas de funcionários seus, igualmente detentores de segredos vitais da Vale.

Quem conhece Eike Batista – tais como Bradesco, Itaú, Ricardo K, BTG, Rodolfo Landim, José Luis Alqueres, entre tantos e tantos – pode avalizar que ele age como se sofresse da Doença de Huntington, enfermidade em que as pessoas se comportam de forma inadequada e dizem coisas sem pensar. Sua megalomania o levou a contenciosos com governos da Rússia, Venezuela, Bolívia e Grécia, neste último é persona non grata. Quando tinha seus R$ 25 bilhões, Eike distribuiu muito dinheiro pelos critérios mais e menos imagináveis. Se for levado à delação, imbuído das virtudes que sempre encontra em tudo que faz, vai falar cobras e lagartos. Será o momento mais imponderável da Lava Jato.

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31.01.17
ED. 5550

E ainda tem a Queiroz Galvão…

Enquanto todos os holofotes se voltam de maneira justificada para a Odebrecht, a Queiroz Galvão está na bica de fechar seu acordo de delação. O depoimento com maior potencial destrutivo é o do ex-presidente da construtora Ildefonso Colares Filho, que promete espalhar as brasas da Lava Jato pelo setor elétrico. As fagulhas atingiriam até o governo FHC.

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31.01.17
ED. 5550

Gol deixa seus aviões pelo caminho

A Gol bateu o martelo: vai vender mais cinco aeronaves ao longo deste ano. Procurada, a empresa confirma a decisão. Cortar na própria fuselagem é uma das maneiras encontradas pelos Constantino para ceifar os custos financeiros e reduzir o grau de alavancagem da companhia. Em 2011, a frota da Gol era de 147 aviões. Até o fim do ano, serão 117. Ainda assim, a empresa carrega sobre suas asas um endividamento de R$ 6 bilhões para um patrimônio líquido negativo de R$ 3 bilhões. A relação dívida líquida/ebitda, por sua vez, segue muitos pés acima da “velocidade de cruzeiro”: oito para um.

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31.01.17
ED. 5550

Ives Gandra dá até medo

Além dos já propalados machismo e homofobia, o jurista Ives Gandra Martins Filho, candidato “bola murcha” à cadeira do falecido juiz Teori Zavascki no STF, tem outros predicados que o tornam uma avis rara se comparado aos ministros da Suprema Corte. Ives Gandra é membro da Opus Dei e conheceu pessoalmente seu fundador, o sacerdote espanhol São Josemaria Escrivá. Fez seu voto de celibato por um “chamado de Deus”, o que é confirmado por seus amigos. Ives Gandra dispensou o apartamento funcional a que tinha direito como presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para morar em acomodações de uma igreja em Brasília. Ele adora a majestosa e lúgubre ópera Carmina Burana.

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31.01.17
ED. 5550

O “dono” do Palmeiras

O empresário José Roberto Lamacchia – dono da Crefisa e da Faculdade das Américas, ambas patrocinadoras do Palmeiras – já revelou a pessoas próximas a disposição de também assumir a gestão da Allianz Arena. É praticamente um projeto de “take over” do clube paulista, que passa pelo caixa e pelo poder político. Além do patrocínio, de R$ 78 milhões/ano, a esposa de Lamacchia, Leila Pereira, já anunciou publicamente que vai se candidatar à presidência do Palmeiras em 2019. Em tempo: hoje a gestão da Allianz Arena está nas mãos do empresário Walter Torre, citado na Lava Jato. Lamacchia tem, digamos assim, um currículo mais modesto: é acusado de ter fraudado uma assembleia de acionistas para assumir o controle da Faculdade das Américas.

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31.01.17
ED. 5550

Estilo Benjamin

Benjamin Steinbruch tem dado uma canseira nos chineses da CBSteel, interessados na compra de uma participação de até 25% na Congonhas Minérios, braço da CSN. Quando os asiáticos acham que o negócio vai andar, Benjamin chega e dá mais uma puxadinha no preço do ativo.

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31.01.17
ED. 5550

Investindo nas salas de aula

O empresário Jorge Gerdau está decidido a investir na área de educação.

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31.01.17
ED. 5550

Primeiro-ministro

O ex-secretário de Fazenda do Rio e São Paulo e atual diretor de Participações da Funcef, Renato Villela, está mandando horrores na fundação. Há fila de espera na sua agenda. Enquanto a entrada do gabinete da entidade, Carlos Antônio Vieira Fernandes, vive às moscas.

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31.01.17
ED. 5550

“Xuxa Xop”

Enquanto decide seu futuro na Record – o mais provável é que o seu programa seja cancelado –, Xuxa vai pensando em novos negócios. Um dos seus projetos é ter uma rede de pet shop.

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31.01.17
ED. 5550

Segunda tranche

O norte-americano Sam Zell, que já injetou mais de R$ 400 milhões na Estapar, prepara um novo aporte de capital na rede de estacionamentos.

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31.01.17
ED. 5550

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Faculdade das Américas (José R. Lamacchia), CSN e Queiroz Galvão.

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