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Planos
26.01.17
ED. 5547

Blairo Maggi passa a enxada na direção da Embrapa

O governo Michel Temer parece disposto a finalmente acabar com rincões da Era Dilma que ainda perduram nas estatais. Após defenestrar o quase eterno Jorge Samek do comando de Itaipu, o alvo agora é a diretoria da Embrapa, a começar pelo presidente, Mauricio Lopes, no cargo desde 2012. A tarefa está nas mãos do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que já negocia com líderes da bancada ruralista nomes para a estatal.

Consultado, o Ministério da Agricultura diz “não ter informações” sobre mudanças na Embrapa. No que dependesse de Blairo Maggi, a direção da Embrapa já teria sido arrancada pela raiz há tempos. O ministro identifica a atual gestão como um foco de resistência à proposta de venda de 51% da Embrapatec, subsidiária que está sendo criada para concentrar a comercialização de biotecnologias desenvolvidas pela empresa.

Maggi chamou a operação para si e quer concluí-la neste ano – ele negocia com a base aliada para que o Projeto de Lei no 5.243/16, que institui a subsidiária, seja votado com celeridade. A proposta andou a passos de quelônio nos últimos meses do governo Dilma Rousseff. Praticamente toda a diretoria da Embrapa remonta à Era Dilma.

Mauricio Lopes é bastante identificado com a ex-ministra da Agricultura, Katia Abreu. Já a diretora de Administração e Finanças, Vania Castiglioni, é ligada à senadora Gleisi Hoffmann. Vania, inclusive, chegou a ser investigada pela Controladoria-Geral da União por supostas irregularidades na criação da Embrapa Internacional, nos Estados Unidos. O projeto, que acabou não indo adiante, teria sido conduzido sem aprovação do Conselho de Administração da estatal. Por sua vez, o diretor de Tecnologia, Waldyr Stumpf Junior, saiu do PT do Rio Grande do Sul.

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26.01.17
ED. 5547

Lava Jato mais longe do “trio calafrio” do STF

Os algoritmos do Palácio do Planalto e da presidência STF indicam que a solução de menor risco para a Lava Jato é exatamente aquela até agora menos cogitada, mas, ressalte-se, prevista no Regimento. Ontem, no fim do dia, um caminho até então pouco trilhado começou a despontar como rota preferencial: a extensão a todo o plenário do sorteio da relatoria da Operação. Seria uma alternativa a decisões mais ortodoxas.

A primeira delas, a relatoria ser herdada automaticamente pelo substituto de Teori Zavascki indicado por Michel Temer. A outra hipótese, limitar o sorteio dos processos à Segunda Turma, da qual Teori fazia parte. A terceira, entregar a relatoria ao ministro mais velho da Segunda Turma, Celso de Mello. Esta saída, no entanto, exporia demasiadamente suas reais intenções.

A proposta do sorteio entre todos os ministros em plenário diluiria um risco implícito na “roleta russa”: a probabilidade de a Lava Jato cair nas mãos de Gilmar Mendes, José Dias Toffoli ou Ricardo Lewandowski, integrantes da Segunda Turma. A ascensão de um deles à relatoria da “Mani Pulite brasileira” poderá abrir espaço para um tufão de vazamentos, reclamações na mídia e questionamentos por investigados e réus, gerando uma maré contrária à Lava Jato. Os três ministros são permanentes alvos de contestação por supostamente carregarem preferências ideológicas ou mesmo partidárias sob a toga.

Entre os integrantes da Força Tarefa, a possibilidade de um dos três ministros vir a ser o relator da Lava Jato é vista como um fator de risco tão grande quanto a hipótese do substituto de Teori, escolhido por Michel Temer, assumir a Operação. Por ora, o próprio presidente descarta esta solução. A decisão quanto ao sorteio só deverá ser anunciada após o recesso do STF.

De qualquer forma, a redistribuição dos processos em plenário também tem suas sequelas, a começar pela reação daqueles a quem a medida pretende mitigar a participação. Como membros da Segunda Turma, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Lewandowski vêm atuando na Lava Jato desde o início. Por sua vez, a remoção de um dos juízes da Primeira para a Segunda Turma, também prevista no Regimento, não resolve a questão da relatoria.

Existem interpretações distintas sobre quais processos sob responsabilidade de Teori seriam transferidos para este novo integrante. Há apenas duas certezas. A primeira é que ele carregaria seus casos da Primeira para a Segunda Turma. A outra é a ordem de preferência das remoções: Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin. Este último, estranhamente apontado como o preferido na dança das cadeiras.

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26.01.17
ED. 5547

Pezão vs. carcereiros

As negociações entre o governo do Rio e os agentes penitenciários esbarram na exigência da categoria para que o estado aumente o efetivo, convocando os aprovados nos concursos de 2003 e 2012. A última coisa que Pezão pretende é aumentar a folha de pagamento – o acordo costurado com o governo federal tem como contrapartida um PDV de servidores estaduais. Má notícia: com o impasse, os carcereiros prometem iniciar amanhã uma paralisação nos presídios do Rio.

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26.01.17
ED. 5547

Ambev, sempre Ambev

Falar das mazelas da Ambev parece déjà vu. Mas como não registrar o novo relatório do analista Carlos Laboy, do HSBC, detonando a cervejeira? Além dos problemas de marketing e da operação, Laboy critica a postura da empresa em não compartilhar suas iniciativas de políticas públicas. Como se sabe, responsabilidade social não é com a Ambev.

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26.01.17
ED. 5547

Último embarque

O fundo norte-americano Advent colocou à venda sua participação de 50% no TCP, o terminal de contêineres do Porto de Paranaguá. A pedida beira os US$ 500 milhões.

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26.01.17
ED. 5547

Quem pagou a conta?

Ontem, por volta das 14 horas, o restaurante Zuka, no Leblon, quase adernou tamanha a concentração de PIB em uma só mesa. Os irmãos Waltinho e João Moreira Salles almoçavam animadamente. Ouviram-se várias menções ao nome Unibanco. Nenhuma ao Itaú.

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26.01.17
ED. 5547

A sina dos Correios

Os Correios já acumulam um prejuízo de quase R$ 200 milhões em janeiro. Nesse ritmo, o rombo de 2017 será ainda pior do que o do ano passado, de R$ 2 bilhões.

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26.01.17
ED. 5547

Habeas corpus adiado

A morte de Teori Zavascki abalroou Eduardo Cunha. Seus advogados já dão como certo o adiamento do julgamento do pedido de habeas corpus previsto para 8 de fevereiro.

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26.01.17
ED. 5547

Operação Zelotes acelera

Segundo informação filtrada junto a um conselheiro do Carf, a Operação Zelotes dará um sinal de vida em breve, pelas bandas da indústria automobilística.

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26.01.17
ED. 5547

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Advent e Correios.

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