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Planos
18.01.17
ED. 5541

Repatriação vai parar na segunda chamada

Uma repatriação é pouco, duas é boa, três é demais. Esse é o discurso que embalará a segunda rodada de reingresso de recursos mantidos no exterior e não declarados à Receita. O governo pretende enfatizar no projeto que não haverá uma re-patriação III. O espírito será o do “Agora ou nunca”. A expectativa é que a mensagem da “derradeira chance”, associada à proximidade da entrada em vigor do acordo entre os países para a troca de informações bancárias – a chamada “delação multilateral do dinheiro frio” –, produzirá uma regularização de capitais superior à do ano passado.

A intenção do governo é dar a largada na repatriação II ainda no primeiro trimestre – ou, no mais tardar, até meados de abril. Ainda não há consenso se a alíquota do Imposto de Renda e a multa devem ser maiores, iguais ou até menores do que no ano passado, ambas fixadas em 15%. Há quem defenda que a fixação de taxas menores será devidamente compensada pelo aumento da escala. Quanto ao prazo de adesão, o mais provável é que ele seja inferior ao da primeira edição, de 210 dias – projeto aprovado pelo Senado no fim do ano passado e em tramitação na Câmara prevê uma janela de 120 dias.

O entendimento é que as instituições financeiras já estão devidamente azeitadas para cumprir todas as etapas do processo com maior celeridade. A expectativa na equipe econômica é que a arrecadação fiscal da repatriação versão II possa superar os R$ 46,8 bilhões amealhados no ano passado. O governo parte da premissa de que a operação deixou de ser um bicho de sete cabeças. Os temores naturais dos contribuintes em confessar à Receita a manutenção de recursos não declarados no exterior arrefeceram. As dúvidas em relação às regras do jogo, também. O papel de cobaia – para o bem e para o mal – já foi desempenhado por aqueles que aderiram à primeira rodada, entre abril e outubro de 2016.

Em todo o caso, apenas a título de exercício, se o valor da arrecadação do ano passado se repetir, significará um terço da meta de déficit fiscal estabelecida para 2017, de R$ 139 bilhões. Trata-se de uma receita limpinha, que não está lançada em rubrica alguma. Boa notícia também para os estados e municípios que estão à míngua. Também hipoteticamente, mantidos os valores e percentuais de repasse da primeira edição, mais R$ 5,2 bilhões seriam repartidos entre as unidades da federação e as administrações municipais.

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18.01.17
ED. 5541

Moreira e Padilha se despedem do Planalto. Será?

Em Brasília só se respira a reforma ministerial. O lance mais ousado seria a assepsia do Palácio do Planalto com a troca de Eliseu Padilha pelo general Sérgio Etchegoyen, na Casa Civil, e de Moreira Franco por Maria Silvia Bastos Marques, na Secretaria do PPI. Em relação à Casa Civil, a síntese da mudança é que Padilha está excessivamente voltado para a articulação política; já Etchegoyen não quer papo e, sim, botar a mão na massa. Michel Temer estaria optando pela infantaria, mesmo tendo vigorosos laços de amizade com Padilha – amigos, amigos, Lava Jato à parte.

Para o Gabinete de Segurança Institucional, iria outro garboso militar. Ressalte-se que o nome escolhido originalmente para o lugar de Padilha era o do presidente da Petrobras, Pedro Parente, que mandou avisar sobre sua total satisfação com o atual posto, no qual sua gestão é reconhecida e começa a render dividendos. Para Brasília, Parente não volta de jeito nenhum. Com dois militares de alta patente, sendo que o eventual futuro chefe do Gabinete Civil é o interlocutor mais próximo do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, sabe-se lá se por coincidência ou obra do inconsciente Michel Temer militarizou o núcleo duro do governo.

Para equilibrar esse ambiente de coturnos e óculos Ray-Ban somente a graça de Maria Silvia Bastos Marques. A presidente do BNDES seria convidada para o cargo de Moreira Franco. Sua missão seria dinamizar a Secretaria do PPI, que não sai do lugar. Caso seja chamada, é bem possível que Maria Silvia aceite. A moça é voluntariosa, vaidosa e topa grandes desafios. Ela meio que acumularia o novo cargo com o comando do BNDES, do qual seria uma espécie de eminência parda.

Com a chegada ao Planalto, a dupla Maria Silvia e Marcela Temer emprestaria charme, beleza e fragrância de lavandas silvestres a um ambiente plúmbeo, com cheiro de detergente e limpa-vidro. E a dobradinha Padilha e Moreira? Restaria a eles fazer o percurso de Romero Jucá e tentar “ministeriar” informalmente, torcendo para que os voos para Curitiba estejam lotados por séculos, seculorum, amém.

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18.01.17
ED. 5541

Fora dos trilhos

O governo Alckmin vai apresentar até o fim de fevereiro o modelo de privatização das linhas 8 e 9 do Metrô de São Paulo. Promessa de barulho na mão contrária: o sindicato dos metroviários dispõe de farto material mostrando que a linha 4, sob gestão privada – do consórcio ViaQuatro – apresenta os piores índices operacionais e o maior número de panes em todo o sistema.

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18.01.17
ED. 5541

Atrás do dinheiro

A emissão de R$ 190 milhões em notas promissórias, anunciada em dezembro, foi só o aquecimento. A Lojas Americanas está preparando uma grande captação no mercado internacional. Coisa próxima da casa do bilhão.

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18.01.17
ED. 5541

Campo chinês

O chinês Beijing Agricultural Investment, que administra cerca de US$ 26 bilhões, está garimpando terras no Brasil.

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18.01.17
ED. 5541

Economist Christ

O que uma queda da taxa de juros não faz? Só falta o Cristo Redentor decolar de novo na capa de The Economist.

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18.01.17
ED. 5541

O cheiro de ralo da Ambev

Em relatório divulgado ontem, o HBSC detonou a Ambev, listando 15 problemas: desde a baixa diferenciação das marcas com a decisão deliberada de usar garrafas e engradados genéricos para confundir os clientes, passando por caixas sujas com o cheiro pungente de cerveja podre no assoalho dos supermercados até a falta de uma estratégia para as bebidas alcoólicas mistas gaseificadas. O analista Carlos Laboy disse que “jamais poderia ter esse tipo de preocupação com uma marca do porte da Ambev”.

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18.01.17
ED. 5541

Mão amiga

João Doria insiste para que José Luiz Gandini, dono da Kia Motors, colabore com sua gestão, participando de um dos conselhos que está criando na Prefeitura. Gandini é um velho amigo de Doria, além de um dos mais longevos e fiéis patrocinadores do Grupo Lide.

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18.01.17
ED. 5541

Bye-bye, Brazil?

Há um zunzunzum no mercado de que o Arab Banking Corporation pretende vender o Banco ABC Brasil e deixar o país.

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18.01.17
ED. 5541

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Americanas e ABC Brasil.

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