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Planos
16.01.17
ED. 5539

Temer se livra de uma granada previdenciária

O presidente Michel Temer empurrou para o seu sucessor a missão de descascar o abacaxi verde-oliva da contribuição dos militares na reforma da Previdência. O entendimento com os comandos militares é que o prazo mínimo para apresentação de uma solução será de dois anos contados a partir do equacionamento do novo modelo de previdência dos funcionários civis e do INSS. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, têm sido os principais interlocutores com os comandantes das Forças Armadas.

Temer decidiu não mais se pronunciar sobre o assunto. Acha que qualquer declaração sua será politizada e não ajuda em nada a governança cutucar um estamento que tem, naturalmente, os nervos expostos à flor do uniforme. Um eufemismo que seria melhor dito ao estilo dos quartéis: o presidente sabe muito onde a jurupoca vai piar. Que haverá alguma colaboração dos militares não se tem mais dúvida. O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, empenhou publicamente sua palavra de que eles não se furtarão a participar no ajuste da Previdência. A questão é que cota será essa.

As Forças Armadas, notadamente o Exército, estão muito bem municiadas de estudos e pareceres que justificam a contribuição distinta dos civis. Os militares têm uma jornada de trabalho completamente diferente, podem ser chamados para missões depois de reformados, atuam como tripulação de navio por meses a fio e passam enormes temporadas no meio do mato. O calibre mais pesado nessa confrontação de razões e motivos é um estudo da Fundação Getulio Vargas que não só fornece subsídios para a diferenciação dos regimes de contribuição, como assume uma firme posição institucional em defesa da separação dos modelos previdenciários. A FGV leva em consideração quatro eixos temáticos para inspirar seu parecer: equidade, inovação e adaptabilidade, dimensões legais e históricas e comparação internacional.

Segundo o estudo, existem especificidades na profissão do militar sem similar no meio civil, com regras de dedicação e comprometimento compatíveis com essa missão, genérica de lugar e de tempo, que implicam a disponibilidade permanente sem remuneração extra, as mudanças constantes para toda a família, o comprometimento de colocar em risco a própria vida, a restrição de direitos sociais e políticos. A tese central é que o sistema previdenciário civil não pode ser confundido com a reserva militar remunerada, a qual não é de forma alguma uma aposentadoria. Segundo a FGV, somente os seguintes países têm um sistema previdenciário comum entre civis e militares: Kuwait, Síria, Vietnã, Romênia, Lituânia, Luxemburgo e Bulgária. São sete contra o resto do mundo.

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16.01.17
ED. 5539

BNDES em dois tempos

O BNDES vai restringir a distribuição de dividendo acima do mínimo de 25% para as empresas que tomarem crédito subsidiado. Mas não disse o que fará com a transferência de lucros através dos Juros sobre Capital Próprio (JCP). Se ficar como está, ninguém paga mais dividendo e libera um caminhão de dinheiro por meio do JCP. O expediente é bastante utilizado pelas empresas para elisão fiscal. Vai ver, o BNDES está esperando a decisão da Fazenda de gravar o JCP para também restringi-lo. A decisão do BNDES de podar a TJLP é uma faca de três legumes, como se diz nas feiras livres do Rio: reduz o subsídio e seu impacto sobre a dívida pública, potencializa a política monetária e diminui o intervalo de diferença entre as empresas premiadas e as não-premiadas com a generosa taxa. Tudo certíssimo. A dúvida é se este era o melhor timing para a medida. Em um momento em que se quer propulsionar o investimento e as empresas estão endividadas e de pires na mão, o banco sobe seus juros para empréstimos. Parece a aplicação de uma dieta saudável, sem lipídios e carboidratos, em um doente que sofre de inanição. Olha aí o risco do BNDES virar o “Banco Nacional do Ajuste Fiscal”.

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16.01.17
ED. 5539

Marketing de emboscada

Comunicação, às vezes, é cão que morde o próprio dono. A campanha publicitária sobre o “legado olímpico”, lançada pelo Ministério dos Esportes na semana passada, chamou mais atenção pela lambança no timing do que pelo conteúdo. Os anúncios têm dividido as páginas de jornal com seguidas matérias sobre o abandono do Maracanã – alvo de depredações e furtos – e sobre o futuro incerto das arenas da Rio 2016.

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16.01.17
ED. 5539

Os Genish aprenderam a lição

A quem interessar possa: a dobradinha conjugal que fez tremer o chão na Vivo não se repetirá na Vivendi. Heloisa Genish não terá qualquer função ao lado do marido, Amos Genish, que acaba de assumir o cargo de Chief Convergence Officer do grupo francês. A experiência anterior foi traumática. Heloisa deixou a diretoria de Gestão Responsável e Sustentável da Vivo pouco antes da saída de Amos da presidência, no rumoroso episódio que envolveu ainda a demissão da então diretora de marketing Cristina Duclos.

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16.01.17
ED. 5539

Easy Rider

O ex-presidente da Embratel e atual CEO de Mercado Empresarial da Claro, José Formoso Martínez, vai trocar o “by phone” pelo “on the road”. Formoso comprou uma moto e vai cair na estrada. Ficar fazendo o que na Claro? O cargo criado para o executivo na companhia é meio assim meio assado, como o da tia da Rainha da Inglaterra, que não manda nada, mas, pelo menos, é tia da monarca. Vrum! Vruuum! Vruuuum!

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16.01.17
ED. 5539

Volta às aulas

O fundo norte-americano Advent já teria apresentado uma oferta pelas participações da Vinci e do Carlyle na Uniasselvi. A rede de universidades está avaliada em torno de R$ 1,3 bilhão. Se consumada, a operação será um reencontro de velhos conhecidos. O Advent foi sócio da Kroton, que, por sua vez, controlou a Uniasselvi até outubro de 2015.

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16.01.17
ED. 5539

Epidemia digital

A epidemia avança: o Votorantim também foi picado pela mosca azul dos bancos digitais.

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16.01.17
ED. 5539

Sob medida

A MP que vai liberar de vez a participação do capital estrangeiro no setor de aviação já é chamada em Brasília de “Lei Germán”, em referência ao empresário Germán Efromovich, que procura um novo dono para a Avianca. Maldade! A lei serve a todos.

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16.01.17
ED. 5539

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Uniasselvi, Advent, Carlyle e Vinci.

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