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Planos
29.12.16
ED. 5527

Usina dos Bumlai corre o risco de virar bagaço

Como se já não bastassem os efeitos devastadores da Lava Jato, a família Bumlai está na iminência de sofrer um duro golpe, que praticamente seria a pá de cal sobre seus negócios agropecuários. A recente decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul de suspender a assembleia de credores da Usina São Fernando aumentou consideravelmente o risco de bancarrota da companhia. O fundo norte-americano Amerra Capital Management, visto como a última solução para a empresa, recuou nas negociações para a compra da usina sucroalcooleira. O motivo é a intransigência dos credores em aceitar a proposta de deságio de quase 50% do passivo da São Fernando, na casa de R$ 1,5 bilhão.

Entre os bancos, o mais agressivo é o BNP Paribas, que já entrou na Justiça com o pedido de falência da empresa. Os franceses têm o apoio de outras instituições financeiras. O próprio BNDES, que tem a receber cerca de R$ 300 milhões, já lavou as mãos em relação à companhia dos Bumlai. No caso de falência, os ativos – a usina de álcool e açúcar de Dourados (MS) e as unidades de cogeração São Fernando I e São Fernando II – seriam vendidos para o pagamento dos credores. A família ainda tenta um acordo com os bancos que permita a retomada das conversações com o Amerra, mas a tarefa é árdua.

O próprio fundo norte-americano não teria apresentado garantias firmes para o pagamento das dívidas, ainda que com expressivo desconto. Além disso, o passado dos Bumlai joga contra. E isso não se aplica apenas à Lava Jato. Os credores da São Fernando têm os dois pés atrás com os controladores da empresa. A família é acusada por agricultores da região, por exemplo, de ter provocado um incêndio criminoso em suas plantações de cana, em 2013, por falta de recursos para arcar com a moagem da matéria-prima – ver RR edição de 29 de outubro de 2015.

A proximidade com o poder fez a fortuna e a desgraça dos Bumlai, um dos mais importantes sobrenomes do agronegócio no Centro-Oeste. A agonia da Usina São Fernando – para todos os efeitos de propriedade de Guilherme e Maurício, filhos de José Carlos Bumlai – é apenas a parte mais visível da debacle dos negócios do clã. Das mais de 200 mil cabeças de gado contabilizadas há cerca de três anos, sobraram menos de duas mil, no que mal pode ser chamado de um “family office agropecuário”.

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29.12.16
ED. 5527

Efeito dominó

A delação do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Fabio Cleto está permitindo à Lava Jato montar um novo e instigante quebra-cabeças: as peças revelam as relações entre empresas interessadas em obter recursos do FI-FGTS, administrado pela Caixa, e uma miríade de parlamentares que orbitavam em torno de Eduardo Cunha.

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29.12.16
ED. 5527

Fortaleza

A reserva militar da Restinga da Marambaia, no Rio – onde FHC e Lula já foram habitué –, está montando um esquema de segurança sem precedentes para receber Michel Temer e família no réveillon. O maior receio do zeloso Temer é o assédio dos paparazzi à primeira-dama Marcela e ao filho do casal, Michelzinho, que raramente aparecem em público.

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29.12.16
ED. 5527

Do ônus ao bônus

Os sócios do BTG discutem a retomada do pagamento de bônus aos administradores em 2017. O valor simbólico é grande: o variável está suspenso desde que o mundo do banco quase caiu.

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29.12.16
ED. 5527

O “ciclo olímpico” do ajuste

Foi dada a largada na temporada de cortes nos patrocínios estatais aos esportes olímpicos – conforme antecipou o RR na edição de 7 de novembro. Quem saiu na frente foi o Banco do Brasil, que fechou um novo acordo com a Confederação Brasileira de Vôlei no valor de R$ 218 milhões para o próximo quatriênio, 25% a menos do que o contrato anterior. Nos primeiros dias de 2017, será a vez de os Correios anunciarem os novos termos da parceria com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA): os valores para o próximo ciclo olímpico deverão girar em torno de R$ 45 milhões, menos da metade dos R$ 95 milhões investidos entre 2012 e 2016.

Essa também deverá ser a linha de corte da Caixa Econômica: a área de marketing do banco trabalha com uma cifra 50% inferior para a parceria com as confederações de atletismo, ginástica, ciclismo e lutas, que receberam R$ 250 milhões nos últimos quatro anos. Procurada, a Caixa informou que sua “estratégia para o próximo ciclo olímpico só será definida em janeiro”. Os Correios, por sua vez, disseram que o acordo com a CBDA ainda está em negociação.

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29.12.16
ED. 5527

Os “gados” do Marfrig

A justificativa do Marfrig – que atribuiu o fechamento de um frigorífico em Alegrete (RS) à falta de gado – foi recebida por pecuaristas e autoridades da região como uma deslavada desculpa. O Rio Grande do Sul é um dos poucos estados produtores de carne bovina que tiveram aumento da oferta em 2016. O número de abates tem crescido 3% ao mês. Por falar em abate, em plena semana de Natal 650 trabalhadores foram para a rua com a decisão do Marfrig de desativar a unidade de Alegrete.

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29.12.16
ED. 5527

Um conselho marcado para morrer

O destino do Carf parece selado. O PMDB está fechando o apoio em bloco ao projeto de lei do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que prevê a extinção do Conselho. A proposta, não custa lembrar, já foi aprovada na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

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29.12.16
ED. 5527

Setor terciário

O presidente de uma entidade empresarial do Rio não perdeu o sono apenas com a possibilidade de uma delação premiada de Adriana Ancelmo. Além do escritório da ex-primeira dama do estado, o empresário torrou R$ 120 milhões com outras influentes bancas de advocacia de Brasília e de São Paulo, como a de Roberto Teixeira. Tudo para escapar das garras do Tribunal de Contas da União (TCU), que ainda julga suas contas. Por ora, não há crime.

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29.12.16
ED. 5527

Caminhos cruzados

A Irani Celulose procura novos investidores; a irlandesa Smurfit Kappa, que já comprou duas fabricantes de embalagens no Brasil, está faminta para fisgar outros ativos no país. De repente, essas vontades se encontram em alguma esquina.

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29.12.16
ED. 5527

Just in time

Para Jorge Paulo Lemann, chegou a hora da Eleva Educação entrar em São Paulo.

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29.12.16
ED. 5527

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Usina São Fernando, BTG, McDonald ́s e Irani.

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