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Planos
23.12.16
ED. 5523

Os pacotes e pacotinhos de papelão de Michel Temer

Nas duas últimas semanas, Michel Temer lançou mão do velho expediente de anunciar pacotes de medidas econômicas com objetivo de mudar a impressão de que só sentou na cadeira da presidência para fazer da bela Marcela a Primeira Dama. Não conseguiu. Foram dois pacotes e um pacotinho, fora o projeto com as exigências para que os governos estaduais tenham acesso às bondades do Tesouro e a Lei de Recuperação dos Estados, devidamente detonado pela Câmara. A ver agora como os estados se enquadram na PEC do Teto.

Temer gastou munição em cerca de 50 medidas: as já prontas, vocalizadas por um esgoelado e nitidamente cansado Henrique Meireles; as inacabadas, que ajudaram a adensar o pacote; e as no terreno das intenções, voltadas, sobretudo, a polir as expectativas. Todas as iniciativas são de cunho microeconômico e, de uma maneira geral, estão na direção correta. Mas são medidas “meia bomba”, de impacto somente no médio e longo prazos, com forte potencial de rejeição pelo trabalhador (a desconstrução mimetizada da CLT) e que nem sequer arranham a recessão.

O governo procurou focar em novos mecanismos para refinanciamento ou renegociação de dívidas. Na direção certa, repita-se. Mas em escala insignificante para o elevadíssimo nível de endividamento da história desse país. É bem verdade que na véspera do Natal o governo anunciou um refresco de até R$ 1 mil nos saques do FGTS. O alívio maior do débito do consumidor parece ter ficado para 2017, em outro pacote ou pacotinho. Com o desemprego crescente – as projeções já apontam uma taxa de 13,5% –, o investimento em queda, os pátios da indústria repletos de estoques e a retração do consumo atingindo também fortemente o comércio, a volta do cidadão às compras, assim como o futuro, parafraseando Althus-ser, pode demorar muito ainda. Sem querer fritar ninguém, talvez fosse a hora de experimentar o receituário de Armínio Fraga, que, em essência, é 90% da fórmula de Joaquim Levy com 10% do pernosticismo tucano. Se, no momento, não há alternativa à ortodoxia econômica, ao menos que seja uma “ortodoxia de resultados”.

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23.12.16
ED. 5523

O sangue ferve no laboratório Hermes Pardini

A trégua societária por trás do IPO do Hermes Pardini é uma veia sensível, que pode se romper ao menor toque de uma seringa. Há pontos de divergência entre os irmãos Áurea, Victor e Regina Pardini quanto à diluição da participação dos acionistas controladores por conta da abertura de capital da rede de laboratórios diagnósticos. O trio detém 70% das ações. Áurea, dona de 23% do capital, é contrária à redução da fatia da família a menos de 51%. A operação prevê não só uma oferta primária, mas também uma secundária, com a venda de papéis em poder dos atuais sócios.

Victor e Regina não demonstram o mesmo apego ao controle majoritário. Foi assim há dois anos, quando a dupla tentou promover a fusão do Hermes Pardini com o Fleury. O sangue de Áurea Pardini ferveu e a empresária brecou a operação, que daria ao clã uma participação proporcionalmente menor na nova empresa. Quem tenta desobstruir as artérias societárias do Hermes Pardini é o Gávea Investimentos, dono de 30% do capital e um dos maiores interessados no IPO. A gestora costurou a oferta de ações, anunciada na semana passada, ziguezagueando cuidadosamente entre as disputas familiares. O clã tem suas arestas, mas não rasga dinheiro.

No Gávea, a aposta é que o IPO sai, do jeito que Áurea quer. Embora tenha uma fatia acionária inferior às participações somadas de seus irmãos, a empresária se vale dos estatutos do Hermes Pardini, que exigem o voto unânime dos controladores para mudanças no capital.  Procurada, a empresa afirma que “todas as questões de governança foram resolvidas”, mas que não pode entrar em detalhes por estar em período de silêncio. O Hermes Pardini, é bom que se diga, tem seus anticorpos às brigas societárias. Em 2016, deverá atingir, pela primeira vez, a marca de R$ 1 bilhão em faturamento. Sua receita cresce 20% ao ano.

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23.12.16
ED. 5523

Maçã mordida

Nem a Apple escapou do Natal da crise. As vendas do iPhone 7 no Brasil estão cerca de 20% abaixo das estimativas dos norte-americanos. Com um PIB a menos 4,4%, uma lembrancinha de R$ 3,5 mil não é para qualquer um.

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23.12.16
ED. 5523

Greve meia-sola

Pelo jeito, nem o Sindipetro acredita muito no Sindipetro. Ontem, no fim da tarde, a direção do Sindicato estava pessimista quanto ao alcance da greve dos petroleiros convocada para hoje. Os líderes da paralisação davam como certa a baixa adesão dos funcionários da área administrativa do Sistema Petrobras, que representam mais de 60% do efetivo do grupo.

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23.12.16
ED. 5523

Sensível

Às vésperas de uma reforma ministerial, Michel Temer está muito sensibilizado com as palavras de apoio que tem recebido de Abilio Diniz.

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23.12.16
ED. 5523

Linha cruzada

Ontem, circulava em grupos de WhatsApp de policiais militares do Rio uma informação com potencial de acabar de vez com o Natal da tropa. Segundo o relato, o governo do estado teria se comprometido com o Comando Geral da PM a pagar, ainda neste ano, o 13o salário dos oficiais. O restante da corporação só receberia em janeiro. Consultado pelo RR, o governo do Rio negou o pagamento antecipado ao alto comando da PM. Esta, por sua vez, disse desconhecer Linha cruzadaa informação. Melhor assim.

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23.12.16
ED. 5523

Coleção 2017

O norte-americano Advent está arrumando as gavetas para se desfazer da sua participação na Restoque, holding do setor de vestuário. A queda do consumo e a frustrada fusão com a InBrands falaram mais alto.

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23.12.16
ED. 5523

Surpresa!

Os funcionários públicos de São Paulo que fiquem alertas. O futuro prefeito João Doria pretende fazer incertas para checar o funcionamento de escolas, hospitais e autarquias. É o tipo de ação que costuma dar o maior ibope na TV.

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23.12.16
ED. 5523

Literatura policial

O sistema penitenciário brasileiro ainda vai acabar formando uma nova geração de escritores. A exemplo de Eduardo Cunha, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado no julgamento do mensalão, aproveita o cárcere para rascunhar suas memórias. Antes do BB, Pizzolato passou pela Previ e trabalhou na campanha de Lula em 2002.

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23.12.16
ED. 5523

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Apple e Advent.

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