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Planos
14.12.16
ED. 5516

FHC promete uma pinguela mais firme do que Michel Temer

Fernando Henrique Cardoso não renega sua natureza. Que o diga o presidente Michel Temer, que está sentindo na pele a marca doída da traição. Com toda a sua manha de político tarimbado, Temer acreditou, sabe-se lá por que, que levar FHC como conselheiro para dentro do Palácio do Planalto seria uma manobra inteligente para fechar uma aliança sólida com o PSDB e garantir a governabilidade. Deu de bandeja o óleo e acendeu o fogo para a sua própria fritura.

Michel Temer chegou a pensar na criação de uma secretaria especial para alojar Fernando Henrique ao seu lado no Planalto, buscando ampliar o acordo com os tucanos e usufruir da aura de respeitabilidade do ex-presidente. Mais provável que estivesse seguindo a máxima de Lao Tsé: “Mantenha os amigos sempre por perto e os inimigos mais ainda”. A ideia não prosperou. Temer foi dissuadido pelos assessores mais próximos da proposta, ruim sob todos os aspectos: FHC não aceitaria o convite, vazaria que não aceitou e transformaria suas considerações pela imprensa em recados a Temer. Se é que a história ocorreu exatamente dessa forma, é mais provável que a sugestão tenha sido um balão de ensaio do presidente da República.

Em retribuição à aproximação de Michel Temer, FHC saiu em disparada para os jornais, com declarações de que prefere não ser candidato, que não tem idade para presidir o país, que nunca ouviu isso e coisa e tal. Nas últimas três semanas, foram três entrevistas para tratar sobre um eventual chamado à Presidência da República, quer seja do Congresso, quer seja da população. É improvável que ele não queira “passar” pela presidência como o condestável que conduziu o Brasil da desordem institucional às eleições salvadoras de 2018. FHC também tem dado recados a terceiros por intermédio do seu filho, Paulo Henrique Cardoso, que, se “esse infortúnio” acontecer, manterá todo o eixo da política econômica de Temer, sancionará a PEC do Teto – caso isso ainda não tenha sido feito -, promoverá as reformas da previdência e trabalhista e talvez troque um ou outro ministro. Só para ficar bem esclarecido, é muito difícil que Paulo Henrique esteja passando mensagens sem a anuência do pai. FHC conhece bem o seu rebento. Portanto, está escrito: o ex-presidente vai crescer no noticiário, sempre buscando “poupar” Temer, mas acicatando a mídia sobre o seu irrefreável dever caso uma hecatombe ocorra. Cínico. FHC sabe que o “Indiretas, já!” é a sua bala de prata na vida pública. É até para dar pena de Michel Temer.

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14.12.16
ED. 5516

Sirenes ligadas

As forças de segurança do Rio receberam com ressalvas os termos do acordo de reajuste salarial proposto pelo governador Luiz Fernando Pezão. Os policiais militares e civis, os bombeiros e os agentes penitenciários já sinalizaram que não concordam com a postergação do aumento de janeiro, como estava previsto, para novembro de 2017. Não aceitam também o adiamento para 20 de janeiro da quitação da primeira parcela do 13º salário. Os líderes da categoria vão se reunir na próxima sexta-feira para discutir a proposta. A ameaça de uma paralisação geral ainda está no ar.

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14.12.16
ED. 5516

E a carga tributária, ministro?

Se Henrique Meirelles quiser subsídios para discutir o pleito que fez aos associados da Febraban na última segunda-feira, pode pedir a colaboração da Insight Comunicação, que edita o Relatório Reservado. O “Documento Setorial Bancos”, minucioso paper sobre o setor produzido pela empresa por encomenda de instituições financeiras e concluído em outubro, mostra que é necessário muito mais do que o dedo em riste de um ministro da Fazenda para a redução das taxas de juros. Sondagem realizada junto a 14 especialistas indica que os spreads bancários são, sim, um dos principais ingredientes do indigesto bolo, mas estão longe de ser o único fermento dos altos juros.

Convidados a classificar cada uma das variáveis determinantes para a formação das taxas em uma escala que ia de “Muito baixo” a “Muito alto”, o risco de inadimplência foi citado como o fator de maior peso. Para 92% dos entrevistados, o impacto dos maus pagadores na composição dos juros é “Alto” ou “Muito Alto”. Um índice maior do que o conferido pelos consultados aos spreads bancários: 85,8%. Os bancos podem reduzir o tamanho da mordida? Claro que podem. Mas seria bom se o próprio governo fizesse o mesmo. Para 82,8% dos entrevistados, a tributação tem um impacto “Alto” ou “Muito alto” nos juros cobrados pelas instituições financeiras. Os consultados citaram ainda o risco jurisdicional, que, na opinião de 57,2% dos especialistas, tem uma influência “Alta” ou “Muito alta” na formação das taxas. Por fim, aparece o crédito score, com apenas 50% das respostas.

A propósito: se Meireles entregar a redução do recolhimento compulsório dos bancos – o que Ilan Goldfajn chama de “simplificação” – as instituições financeiras topam reduzir o spread bancário. Por que? Porque a liberação, qualquer que seja, dos recursos retidos é altamente rentável para a banca. A questão é saber o quantum de queda do recolhimento e redução dos spreads.

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14.12.16
ED. 5516

Nas mãos de Eliseu

Entre as atribuições de Geddel Vieira Lima incorporadas pelo ministro Eliseu Padilha está a mudança na presidência da Previ, ocupada por Gueitiro Guenso. Trata-se do movimento que falta para o governo de Michel Temer fechar a trilogia do troca-troca nos grandes fundos de pensão estatais.

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14.12.16
ED. 5516

Carnaval da crise

A pouco mais de dois meses dos desfiles, vários camarotes do sambódromo carioca estão encalhados. Empresas que costumavam cair na folia, como a AmBev e a enferma Unimed-Rio, desistiram da avenida. Os preços, entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões, não combinam com um PIB de 4,4% negativos.

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14.12.16
ED. 5516

Nova matrícula

A norte-americana Lazard Asset Management, que administra mais de US$ 190 bilhões em recursos, está sedenta para comprar ativos de educação no Brasil. Uma boa aposta? A participação de 40% do Grupo Cruzeiro do Sul colocada à venda pela britânica Actis.

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14.12.16
ED. 5516

Ciro Gomes

Ciro Gomes pegou a peixeira. Cunhou em cada lado os codinomes de guerra Eliseu “Quadrilha” e Moreira “Escambo”. Sem comentários.

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14.12.16
ED. 5516

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Actis e BR Properties.

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