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Planos
23.11.16
ED. 5501

Venda do Banrisul é o botão de emergência do governo gaúcho

Com o Rio Grande do Sul em estado de calamidade financeira, o governador José Ivo Sartori vem mantendo conversações preliminares com o ministro Henrique Meirelles em torno da venda do Banrisul. A operação se daria no modelo de leilão. Banco do Brasil e Caixa Econômica seriam o fiel da balança na operação. Em tese, a presença dos bancos estatais aumentaria a disputa e a probabilidade de um ágio maior sobre o valor mínimo de venda do Banrisul. Parte dos recursos arrecadados estaria previamente vinculada à amortização da dívida com a União. No ranking da penúria das províncias, o Rio Grande do Sul ocupa o quarto lugar (atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), com um endividamento total de R$ 53 bilhões junto ao Tesouro Federal.

 O governo gaúcho nega a venda do Banrisul. É assim desde que Sartori assumiu, em 2015. No Palácio Piratini, a hipótese de abrir mão do banco sempre foi tratada como a última linha, uma espécie de “Bomba H” na hierarquia das medidas contra a crise fiscal. As circunstâncias se encarregaram de aproximar o indicador de Sartori do botão vermelho. Se o decreto de estado de calamidade anunciado ontem permite a adoção de “medidas excepcionais”, a venda do Banrisul talvez seja a maior delas. O rombo fiscal do Rio Grande do Sul neste ano deverá superar os R$ 6,5 bilhões. O sistema de previdência pública do estado tem o pior resultado entre todas as unidades da federação: a estimativa para este ano é de um déficit de R$ 9 bilhões, que se somarão às perdas de R$ 7,5 bilhões em 2015. Os salários do funcionalismo têm sido pagos de forma parcelada desde fevereiro. Nas ruas, o caos na segurança pública: os índices de criminalidade dispararam. Diante deste cenário, o governo gaúcho está convencido de que não dá mais para guardar o Banrisul em uma redoma.

 A venda do Banrisul não provocará mudanças significativas no topo do ranking bancário. Seus R$ 68 bilhões em ativos são insuficientes para mexer com as posições tanto dos três maiores bancos privados – Itaú, Bradesco e Santander – quanto dos próprios BB e Caixa Econômica. Ressalte-se ainda que a instituição está longe de seus melhores dias. No ano passado, a rentabilidade sobre o patrimônio foi de 13,5%, um pouco melhor do que os 12,1% de 2014, mas ainda longe dos 20,3% registrados em 2011. Ainda assim, o Banrisul tem seus atrativos, a começar pelo fato de se tratar do último grande banco estadual. Outro aspecto importante é o fator geoeconômico, leia-se a capilaridade na segunda região mais rica do país: são 525 agências nos três estados do Sul. À exceção talvez do BB, que já conta com 1.057 unidades de atendimento, o Banrisul faria uma razoável diferença para a operação dos outros quatro grandes bancos nos três estados do Sul – Bradesco (716 agências), Caixa (646), Itaú (586) e Santander (376).

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23.11.16
ED. 5501

Dívida eletrocuta Queiroz Galvão Energia

 Deu curto-circuito no processo de reestruturação do passivo da Queiroz Galvão Energia, braço do grupo na área de geração. Os credores teriam recusado a proposta apresentada pela companhia para a troca do passivo de curto prazo por debêntures não conversíveis com vencimento em três anos. Bancos e grandes fornecedores, entre os quais a General Electric, pressionam a Queiroz Galvão a vender ativos para cobrir suas dívidas. Os compromissos da empresa para os próximos 12 meses somam cerca de R$ 600 milhões. O grupo teria suspendido pagamentos devido às dificuldades de se refinanciar no mercado após a Lava Jato. O caso da própria GE é um dos mais delicados. A Galvão Queiroz Energia comprou mais de R$ 400 milhões em turbinas eólicas da empresa norte-americana.

 A Queiroz Galvão Energia controla quatro hidrelétricas, cinco usinas eólicas e outras duas de biomassa. Seus ativos estão avaliados em R$ 4 bilhões. Dá e sobra para cobrir a dívida total, mas comprador que é bom não aparece. A intenção do grupo é vender integralmente a subsidiária de energia, mas, na falta de candidato, é provável que a Queiroz Galvão seja obrigada a aceitar propostas avulsas pelas suas usinas. Os credores agradecem.

• Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Queiroz Galvão.

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23.11.16
ED. 5501

Garotinho

A PF e o MPF apuram a denúncia de que Anthony Garotinho teria pressionado juízes do Tribunal Regional Federal para obter um habeas corpus. Garotinho teria usado, inclusive, o fato de que, como deputado federal, trabalhou pela aprovação da reforma do prédio do TRF da 2ª Região, no Centro do Rio. Aliás, as obras, iniciadas há quatros anos, estão paralisadas por decisão do TCU. Procurado, o advogado Fernando Augusto Fernandes, que defende Garotinho, afirmou desconhecer a denúncia.

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23.11.16
ED. 5501

Rastilho

A direção da Caixa Econômica, um dos maiores financiadores da PDG Realty, está particularmente preocupada com os mais de mil imóveis que a incorporadora – prestes a entrar em recuperação judicial – tem a entregar em 2017. A companhia tem se desdobrado para honrar todos os compromissos.

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23.11.16
ED. 5501

Cemig Telecom

 A Cemig colocou mais um ativo sobre o balcão: a Cemig Telecom, subsidiária que administra mais de nove mil quilômetros de fibras ópticas em cinco estados.

• Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cemig.

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23.11.16
ED. 5501

Rumo à 2018

• No PSDB, a participação de Bernardinho no Conselhão é tratada como um aquecimento para a sua candidatura ao Senado ou mesmo ao governo do Rio em 2018.

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23.11.16
ED. 5501

Banco Postal

Os Correios farão uma segunda tentativa de licitação do Banco Postal, desta vez reduzindo à metade o lance mínimo, originalmente de R$ 600 milhões. Ainda assim, a mais otimistas das expectativas é de um leilão de um candidato só: o Banco do Brasil.

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23.11.16
ED. 5501

Moto contínuo

O GIC, fundo soberano de Cingapura, não para de comprar ações da Eletrobras. Já teria rompido o patamar de 5% das preferenciais.

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