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Planos
04.11.16
ED. 5489

Faltam poucos grãos para o Brasil importar café

 O Brasil caminha para um “estado de sítio cafeeiro”. Os estoques públicos de café conilon, utilizado na fabricação do produto solúvel, estão praticamente esgotados: hoje, somam apenas 750 mil sacas, o menor patamar dos últimos seis anos. Com a decisão da Conab de realizar leilões quinzenais na tentativa de regular a oferta, muito provavelmente esse volume se esgotará antes do Natal. Por esta razão, é grande a probabilidade de o Brasil ter de importar café – o que, colocadas as devidas ressalvas, tem o mesmo simbolismo da imagem do país comprando banana ou melaço de cana. Essa situa- ção-limite é resultado de um blend cruel: a ação divina com a imprevidência dos homens. O Brasil vem de uma quebra de safra causada pela severa estiagem no Espírito Santo, onde se concentram as principais áreas de plantio do conilon. A colheita, encerrada em agosto, foi quase 50% inferior à do ano passado.  Junte-se às condições climáticas a ausência de uma política de formação de estoques reguladores no Brasil, problema que começou no governo Lula e se acentuou na era Dilma. O Ministério da Fazenda, por meio da Conab, praticamente abriu mão de comprar café e formar estoques para períodos de fortes oscilações na produção e no preço. Para completar a tempestade perfeita, nos últimos anos o Brasil passou a ser um exportador de conilon, estimulado pelo aumento da produção interna e pelos convidativos preços no mercado internacional. Em 2014, exportou 3,4 milhões de sacas. Em 2015, 4,5 milhões. Mais uma vez, o governo deixou o mercado correr solto, talvez fiando-se na generosidade do terroir. Àquela altura, estimativas apontavam que o Brasil alcançaria uma produção anual superior a 20 milhões de sacas por ano. Mas havia uma intempérie no meio do caminho: segundo estimativas da Conab, o Brasil produzirá na safra 2016/ 17 apenas 8,35 milhões de sacas de conilon. É exatamente a metade da demanda interna anual. Ironia das ironias: hoje há mais de um milhão de sacas de café brasileiro estocadas em Antuérpia e em armazéns ingleses. Ou seja: se bobear, o Brasil importará seu próprio grão, a preços bem mais altos.  A questão da importação divide o setor, como aponta o paper de autoria do especialista em comércio exterior Francisco Ourique, que circula no mercado. Há lobbies contra e a favor. A indústria de café solúvel é a maior interessada na compra de conilon no mercado internacional. O setor está estrangulado: seus concorrentes globais têm conseguido adquirir matéria-prima a preços até 35% mais baixos. Por outro lado, os produtores, que sempre temeram o uso das importações como fator de regulação dos preços internos, apresentam uma série de óbices à compra do produto no exterior. Alegam o risco de entrada de sementes contaminadas no país, o que, a rigor, só faria algum sentido se o Brasil abrisse a porteira para uma quantidade descomunal de café – algo que não ocorrerá. A batata, ou melhor, a xícara quente está nas mãos de Blairo Maggi. Caberá ao ministro da Agricultura decidir se vai ou não faltar café.

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04.11.16
ED. 5489

Safra de maçãs

A Apple pretende abrir mais duas lojas no Brasil. Uma delas ficará na Região Sul. A outra, provavelmente no Rio, na área do Porto Maravilha. Mas dependerá muito do que o novo prefeito, Marcelo Crivella, terá a oferecer em contrapartidas. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Apple.

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04.11.16
ED. 5489

Ao lado do “povo”

 João Doria pretende trazer para perto do seu gabinete os movimentos de rua, como o “apartidário” MBL. Na certa, acha prudente manter a turma ao alcance dos olhos. Não custa lembrar que, nas manifestações de 13 de março deste ano, Doria foi impedido de discursar no carro de som do MBL. Eram outros tempos.

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04.11.16
ED. 5489

Campo minado

 A prioridade nº 1 do presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, é ser campeão brasileiro. A nº 2, romper o contrato de concessão da Allianz Arena para a WTorre. As divergências se tornaram incontornáveis. A WTorre nega o rompimento. O Palmeiras não se pronuncia.

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04.11.16
ED. 5489

Isto é Brasil

Está terminando o prazo da consulta pública para redução do número de senadores e deputados. Até agora, só há 730 mil assinaturas a favor. Se fosse para aumentar, é provável que os apoios fossem bem maiores.

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04.11.16
ED. 5489

Um plano agridoce

•„ Os trabalhadores do Grupo Farias, uma das maiores sucroalcooleiras do Nordeste, se mobilizam para que a Justiça de Pernambuco barre o plano de recuperação judicial apresentado pela empresa. A companhia quer um deságio de 50% para o pagamento de dívidas trabalhistas. Trata-se do mesmo desconto proposto para a quitação do passivo bancário. Ressalte-se que a dívida trabalhista, de R$ 8 milhões, é só uma lasquinha do endividamento total, da ordem de R$ 900 milhões. Consultado, o grupo disse desconhecer a mobilização dos funcionários e afirmou que “o plano será objeto de negociações com os credores”

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04.11.16
ED. 5489

Prateleira

A Cemig pretende fechar ainda neste ano a venda de sua participação de 9,77% em Belo Monte. Conversa com a onipresente State Grid e fundos de investimento estrangeiros. É mais um capítulo no esforço da Cemig para fazer caixa e alongar uma dívida de R$ 11 bilhões. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cemig.

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04.11.16
ED. 5489

Cartão de visitas

 Frederico Trajano só tem olhos para o e-commerce. O Magazine Luiza vai fechar o ano – o primeiro sob o comando do herdeiro de Luiza Helena Trajano – com um aumento de 40% na receita com vendas online.

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04.11.16
ED. 5489

Aço derretido

A ArcelorMittal caminha para fechar o ano com uma queda de mais de 40% da sua geração de caixa no Brasil em comparação com 2015. No mesmo período, o preço médio do aço caiu 25%. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Arcelor

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04.11.16
ED. 5489

Liquigás

 Na Petrobras, a expectativa é de que o anúncio da venda da Liquigás para o Ultra saia na próxima semana. O valor deverá ficar abaixo dos R$ 2,5 bilhões. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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