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Planos
03.11.16
ED. 5488

Está faltando ajuste na lenga-lenga da economia

 “Está faltando algo aí, meu sinhô”, cantaria Nelson Sargento, resumindo a política econômica na letra do samba. Apesar do ajuste fiscal progressivo – previsto para 20 anos – ter sido celebrado como um avanço, dadas às circunstâncias, a percepção de insolvência continua firme e forte. A contenção de despesas prevista na PEC 241 é condição necessária, mas insuficiente para a estabilização. Os ganhos com a reforma da Previdência e a esterilização de gastos com a PEC só se farão sentir no resultado primário seis a sete anos após sua aprovação. 2016 é um ano já falecido. Em 2017, a dívida bruta aumentará de 72,5% para 75,8% do PIB – alta de R$ 69 bilhões. Hoje a dívida bruta vale R$ 3,04 trilhões; em dezembro, vai a R$ 3,3 trilhões. Com o ajuste diferido no tempo, a relação dívida bruta/PIB cairá a passos de cágado – isso após escalar uma montanha. Com muita sorte descerá a 77%, segundo estimativas do Tesouro Nacional – pouco menos que os 75,8% projetados para 2018. Está faltando algo aí.  Sim, está faltando a dívida bruta nesse samba. Digamos que Michel Temer seja o que fala e, destemido, decida cortar 18% (o número é aleatório) da dívida bruta em 2017. Sem contar com os efeitos favoráveis que virão de lambuja, como a queda do custo de carregamento da dívida com a redução dos juros, a relação dívida bruta/PIB desabaria. Para isso seriam necessários R$ 600 bilhões redondos. Os recursos poderiam ser amealhados por uma nova rodada de repatriação, securitização da dívida ativa, redução expressiva das desonerações e subsídios, novos tributos (Cide, bebidas, fumo, fortunas) ou mesmo empréstimo compulsório, para tirar o estigma do imposto (impressão de caráter permanente), concessões, PPPs, dividendos das estatais, alienação de parte da carteira da BNDESPar, uma venda modesta entre US$ 30 bilhões e US$ 50 bilhões de reservas cambiais etc. A queda da dívida bruta daria um tiro de morte na percepção de insolvência, melhoraria a nota do Brasil dada pelas agências, reduziria o custo de captação no exterior e tornaria irrefutável a compreensão de que o país atacou a raiz da sua doença. 2017 seria ano do choque de expectativas, da virada da economia.  Por ora, as previsões dos organismos multilaterais e instituições financeiras internacionais, além das agências de rating, refletem a mesma sensação de fastio do empresariado. Imagine um setor privado, cuja indústria automobilística se afoga em capacidade ociosa, a indústria de bens de capital não consegue receber o devido e não tem perspectivas de novas obras, a indústria de construção pesada derreteu, a indústria de bens de consumo não duráveis é atingida pela queda da absorção doméstica, a indústria de produtos intermediários não vê obra no horizonte, o comércio exterior dá saltos de 20 centímetros etc. E a contribuição do Estado é pífia.  O desemprego de 11%, a inadimplência recorde das famílias e o maior número de recuperações judiciais demonstram que a conta da retomada tem algarismos de menos. Henrique Meirelles parece ter esquecido que o único indicador macroeconômico compreendido como um sinal de juízo na política econômica é o déficit nominal, irmão xifópago da relação dívida publica bruta/PIB. O déficit nominal, que anda na casa de 9,4% do PIB, será de R$ 340 bilhões em 2016 – o primário, um pouco acima de R$ 150 bilhões. Daí para frente, o primário começa a cair e o nominal segue subindo. Está faltando algo aí, mô irmão.

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03.11.16
ED. 5488

Louvado seja I

 Caberá ao ex-presidente do BNDES Carlos Lessa montar o Conselho Consultivo da Prefeitura do Rio. Para assessorar Marcelo Crivella, deverá trazer combatentes históricos, a exemplo de Darc Costa. A novidade é que Lessa pretende contar com militares da reserva, notadamente ex-comandantes da Escola Superior de Guerra. É preciso blindar Crivella.

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 A vitória de Marcelo Crivella já está provocando uma romaria do empresariado ao gabinete do ministro da Indústria, Marcos Pereira, evangélico e correligionário do novo prefeito do Rio. Nas primeiras 48 horas após as eleições, o número de telefonemas e pedidos de audiência cresceu consideravelmente. E dizer que até outro dia Pereira estava prestes a ser alvejado no cargo.

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03.11.16
ED. 5488

“Centrão do B”

 Jovair Arantes (PTB-GO) e Rogério Rosso (PSD-DF) dizem ter mais de 200 deputados contrários à manobra para a mudança no regimento da Câmara e a consequente candidatura de Rodrigo Maia à reeleição. Mas a coalizão entre ambos tem data de validade: derrotado o “risco Maia”, no dia seguinte Jovair e Rosso se engalfinham para ser o candidato do Planalto à presidência da Câmara.

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03.11.16
ED. 5488

Grande família

 Eike Batista é chairman de um novo conselho constituído por Luma de Oliveira e Flávia Sampaio, a “Flavinha”. Eike conseguiu aproximar a primeira e a segunda mulher em reuniões nas quais são tomadas decisões estratégicas para a família.

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03.11.16
ED. 5488

Roupa velha

 Nas reuniões do Conselho, a terceira geração da Camargo Corrêa traça o caminho para a venda de mais um ativo: a Santista. O grupo busca um comprador para a empresa têxtil em terras chinesas. O mundo dá mesmo muita volta: Sebastião Camargo, fundador do grupo, era conhecido por “China”. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Camargo Corrêa.

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03.11.16
ED. 5488

Tecnologia

 Uma rara agenda cleaner para Fernando Pimentel: o governo mineiro está embalando uma série de medidas para incentivar a instalação de empresas de TI no estado, notadamente startups.

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03.11.16
ED. 5488

Cultura fica para depois

 A Lava Jato decepou os projetos na área da Cultura. A Transpetro é a campeã do ranking.

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03.11.16
ED. 5488

Check out

 A GP Investimentos pretende vender sua participação na BHG e deixar o mercado de hotelaria. A empresa é uma das maiores holdings do setor no país, com 50 hotéis em 14 estados. Mas sofre com as reduzidas margens e as altas taxas de ociosidade – que, na média, já estariam na casa dos 50%. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  GP.

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 Leo Pinheiro, da OAS , é nitroglicerina em dose dupla: além da Lava Jato, negocia um acordo de delação no âmbito da Operação Greenfield, que investiga desvios nos fundos de pensão.

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