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Planos
25.10.16
ED. 5482

Sussurros e carinho na festa do professor Porto

 Foi bonita a festa, pá. Na última sexta-feira, diversas safras de economistas que passaram pela Escola de Pós-Graduação e Economia (EPGE), atual Escola Brasileira de Economia e Finanças da FGV, se reuniram no salão nobre da instituição para celebrar os 70 anos do professor Antônio Carlos Porto Gonçalves, um craque na arte de se fazer querido. O que mais se ouviu no encontro fechado foram histórias da convivência acadêmica. Mas, catando aqui e acolá, puderam ser extraídas algumas observações valiosas sempre ditas aos sussurros: o governo de Michel Temer estaria blindado pela qualidade da sua equipe – Wilson Ferreira Jr., Maria Silvia, Pedro Parente etc – e tem os apoios político e da mídia para realizar o maior número de reformas conservadoras-modernizantes desde o movimento militar de 1964. Só tem de correr, pois a estrada da Lava Jato é acidentada, e 2018 já é dado como um ano morto. Quanto mais rapidamente as reformas forem aprovadas, mais célere as agências de rating elevarão a nota do Brasil, maiores serão as quedas dos juros e mais amplo o espaço para o crescimento dos investimentos.  Economistas ouvidos consideram que Michel Temer não vai repetir Lula. O ex-presidente assistiu ao Judiciário desmontar seu alto comando – José Dirceu, José Genoíno, Luiz Gushiken, Antonio Palocci etc – sem ter quadros à altura para substituir os alvejados. Temer estaria conversando não só com os que se encontram na linha de tiro, entre eles alguns de seus principais assessores, mas com potenciais ocupantes de cargos no governo. Um exemplo é o ex-multiministro e ex-juiz do STF Nelson Jobim, atualmente operando como um híbrido de sócio de compliance e diplomata jurídico do BTG. Um exagerado wishful thinking aposta que até FHC estaria a postos para entrar em campo e não deixar o barco adernar.  No espaço mais aristocrático da FGV, contudo, ninguém queria saber de conjuntura, previsões, econometria. A festa era para o grande Porto Gonçalves. Ele pertence à segunda geração heroica da EPGE, dirigida por Carlos Langoni – a primeira foi comandada por Mario Henrique Simonsen. As duas escolas ocuparam literalmente a área econômica do governo no seu tempo. Claudio Haddad, integrante da segunda geração, compareceu ao evento com grande fair play. Ele, que era uma espécie de Dartagnan do trio de mosqueteiros bilionários liderados por Jorge Paulo Lemannn, retornou a sua vertente acadêmica em uma escala compatível com sua fortuna: Haddad é o dono do Insper, maior concorrente da EPGE. Ele estava lá para dar abraços e apertos de mão e, principalmente, celebrar Porto Gonçalves, seu professor na EPGE. Presentes ainda Luiz Guilherme Schymura, Rubens Pena Cysne, Luiz Freitas e Joaquim Falcão, entre outros diretores de unidade. Também compareceram ex-alunos badalados como Maria Silvia Bastos Marques, Gustavo Loyola, e o presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal. Lá do firmamento Eugenio Gudin, Otávio Gouveia de Bulhões e Roberto Campos abençoavam o encontro, sensibilizados.

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25.10.16
ED. 5482

Banca chinesa

 O Haitong Bank, com sede em Xangai, está em busca de ativos no Brasil. O assunto foi discutido na recente visita de Michel Temer à China. O grupo já tem uma operação de investment banking no país, que soma R$ 8 bilhões em ativos. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Haitong.

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25.10.16
ED. 5482

De fininho

 No que depender da Paladin, dona da Viver, os credores converterão as dívidas de R$ 1 bilhão em equity, assumindo o controle da incorporadora paulista. E os norte-americanos apagarão da memória o dia em que entraram no negócio. O problema é convencer os bancos, especialmente o Santander, que entrou com uma ação pedindo a anulação da recuperação judicial da Viver • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Viver.

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25.10.16
ED. 5482

Sede de Brasil

 O investimento de R$ 580 milhões na compra da Ebba , dona das marcas Maguary e Da Fruta, foi apenas o primeiro gole da Britvic no Brasil. Além do segmento de sucos concentrados, o grupo britânico vai investir pesado nos mercados de refrigerante e energéticos.

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25.10.16
ED. 5482

Bom menino

 Henrique Meirelles trata o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, como se fosse do seu staff. Meirelles agradece todo o dia a substituição de Romero Jucá na Pasta.

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 Sergio Cabral, o governador licenciado Luiz Fernando Pezão e os Picciani têm se esforçado para antever o potencial destrutivo da delação premiada do empreiteiro Fernando Cavendish, ex-Delta. O mais calmo dos três, como sempre, é “Serginho”.

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25.10.16
ED. 5482

Impregilo

 A italiana Impregilo planeja participar da primeira leva de licitações do governo Temer. Será seu retorno ao setor de concessões rodoviárias no Brasil. Desta vez, sem a companhia da CR Almeida, de quem foi sócia até 2012 numa relação com mais curvas do que a velha estrada de Santos. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Impregilo.

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25.10.16
ED. 5482

Zeppelin

 O próprio Planalto é quem mais está inflando o balão de ensaio sobre a possível mudança no regimento da Câmara dos Deputados para permitir a reeleição de Rodrigo Maia em fevereiro do ano que vem.

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25.10.16
ED. 5482

Memórias

 O ex-deputado Eduardo Cunha manteve longas conversas telefônicas com o polêmico e antigo parceiro Arthur Falk. Apelidado de “Desfalque”, Falk foi um controvertido operador no mercado financeiro nos anos 90. Fez de tudo um pouco: vendeu barrilha e até agenciou modelos.

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25.10.16
ED. 5482

Sol nordestino

„ A espanhola Solatio Energia, que está construindo quatro usinas de energia solar em Minas Gerais, abriu negociações com estados do Nordeste para instalar um parque gerador similar. Ceará e Bahia são os principais candidatos. No total, a Solatio planeja investir mais de R$ 5 bilhões no Brasil. O segmento, ressalte-se, ganhou um estímulo extra com a recente decisão do BNDES de ampliar de 70% para 80% os limites de financiamento para projetos de energia solar. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Solatio.

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