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Planos
24.10.16
ED. 5481

Petros apresenta a conta do déficit aos seus associados

 O novo presidente da Petros, Walter Mendes, pretende apresentar no início de novembro o estudo atuarial e a proposta de equacionamento do Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP). Trata-se do grande vespeiro previdenciário da companhia, responsável por um rombo de R$ 22,6 bilhões no ano passado. A conta vai doer no bolso dos próprios associados, que serão chamados a dividir com a mantenedora os custos para a repactuação do PPSP. A derrama deverá se dar por meio de um aumento de até três pontos percentuais na contribuição paga pelos funcionários da ativa e pelos aposentados do Sistema Petrobras – o índice vai variar de acordo com a faixa de remuneração do participante.  A medida certamente despertará reações contrárias entre os associados. A área jurídica da Petros já dá como certo um aumento do volume de contenciosos – hoje o fundo de pensão carrega uma massa de 27 mil processos de participantes que questionam cobranças no valor total de R$ 3 bilhões. Mas, diante da grave situação financeira do fundo, a expectativa é que o Conselho Deliberativo aprove o plano de equacionamento a tempo de que os novos valores sejam cobrados já no primeiro trimestre de 2017. Trata-se de um medicamento amargo e que levará longo tempo para fazer pleno efeito: pelos cálculos da fundação, o déficit só será coberto em 18 anos. Se serve de alento, o prazo poderia ser ainda maior não fossem as regras da Petros. A rigor, o plano de equacionamento terá de cobrir “apenas” R$ 16,1 bilhões dos R$ 22,6 bilhões em perdas. Isso porque cerca de R$ 6,5 bilhões representam o Limite de Déficit Técnico Acumulado (LDTA), uma espécie de teto de tolerância para prejuízos atuariais.  Walter Mendes recebeu carta branca do governo para adotar medidas duras e impopulares em nome do equacionamento do déficit da Petros. Seu cartão de visitas foi apresentado no último dia 4 de outubro, quando o Conselho Deliberativo aprovou a polêmica cisão do PPSP. A medida criou duas castas de participantes: para cerca de 75% dos associados do plano, a correção dos benefícios passará a ser vinculada à variação do IPCA; o restante seguirá com a sua aposentadoria atrelada ao reajuste dos salários dos funcionários da ativa do Sistema Petrobras. Na prática, o objetivo é eliminar subsídios cruzados que aumentam o desequilíbrio contábil do plano. Tão ou mais importante do que o impacto atuarial da mudança é o seu valor simbólico: menos de um mês após a posse da nova diretoria, os conselheiros aprovaram uma proposta que se arrastava há mais de um ano. • A seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petros.

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24.10.16
ED. 5481

Mendonça de Barros acelera seu caminhão

 Luiz Carlos Mendonça de Barros é o condutor de um projeto que trafega na contramão da indústria automobilística brasileira. A chinesa Foton, que chegou ao país pelas mãos do híbrido de economista e empresário, vai iniciar nas próximas semanas a produção em larga escala de caminhões na fábrica da Agrale, em Caxias do Sul. Consultada, a empresa confirmou que “já está em fase de teste de linha com a produção em pré-serie”.  O acordo para o uso das instalações da Agrale é apenas um aquecimento. Os chineses vão investir cerca de R$ 350 milhões em uma planta própria em Guaíba (RS). Originalmente, a largada na operação estava prevista para 2018, mas a Foton vai antecipar a inauguração para o último trimestre do ano que vem. A empresa confirma o projeto e a nova data.  O timing chama a atenção: a Foton dá a partida em seu projeto Brasil no momento em que a venda de caminhões no país acumula uma queda de mais de 30% nos últimos 12 meses. Os chineses, no entanto, mantêm a aposta na recuperação do setor – palavra do próprio Mendonça de Barros, que projeta um aumento do PIB de 2% em 2017 e de 4% no ano seguinte. Por sinal, Mendonça de Barros, chairman da Foton no Brasil, foi personagem fundamental nas negociações com o governo gaúcho que resultaram no pacote de incentivos fiscais para a construção da fábrica do Guaíba.

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24.10.16
ED. 5481

Insider

 Causa estranheza a desenvoltura com que o egípcio Naguib Sawiris, dono da Orascom Telecom, e seus executivos têm circulado por gabinetes de ministros, agentes reguladores e parlamentares em Brasília. Nos encontros, leva a tiracolo o especulador Naji Nahas. Em tempo: a trajetória de Sawiris é marcada por fortes relações com os governos – ou, como ele próprio costuma dizer, os “donos” – dos países em que atua, entre eles Coreia do Norte, Líbano e Paquistão.

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24.10.16
ED. 5481

Água de pedra

 O mega investidor Willem Kooyker, dono da australiana Aurantiaca, decidiu investir pesado no mercado brasileiro de água de coco, hoje praticamente dominado pela Pepsico. Kooyker está perto de mordiscar a quarta colocação no ranking do setor. Quer crescer com aquisições. • A seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Aurantiaca.

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24.10.16
ED. 5481

Pouso forçado

 No embalo da recente visita de Michel Temer à Índia, a Embraer tinha a expectativa de fechar a venda de até 20 aeronaves militares para o governo local. Nada aconteceu. • A seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Embraer.

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24.10.16
ED. 5481

PEC da solidão

 A PEC do senador Jorge Viana (PT-AC) que reduz o número de parlamentares no Congresso não encontra guarida nem no seu partido. Em recente reunião da bancada, Viana não conseguiu o apoio sequer de um dos outros nove senadores do PT.

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 Jerson Kelman, ex-Aneel e atual nº 1 da Sabesp, está bem cotado para integrar o secretariado de João Doria. •••  Assim como Aécio Neves, Geraldo Alckmin e – por que não? – Lula, Zico só pensa em 2018. Desde já, começa a se articular para a disputar a eleição à presidência da CBF. •••  Sarney Filho perdeu. Apesar da resistência do ministro do Meio Ambiente, a usina de São Luiz do Tapajós – projeto de R$ 18 bilhões – será incluída no Plano Decenal de Energia.

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