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Planos
20.10.16
ED. 5479

O frio na espinha que a prisão de Lula provoca

  Não há tempo de estio na jornada de Luiz Inácio Lula da Silva. A chapa da Lava Jato está sempre fervendo. Na última sexta-feira, escaparam pelas goteiras dos comandos de Curitiba e Brasília sinais de que falta pouco para um xeque-mate. A ansiedade cresceu quando, no meio da tarde, circularam informações sobre uma reunião convocada pela presidente do STF, Cármen Lucia, com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e o ministro da Defesa, Raul Jungmann. A motivação formal do encontro publicada nos jornais foi a discussão do Plano Nacional de Defesa, com ênfase na situação dramática do Rio de Janeiro. Mas uma outra versão causou insuperável frisson nos setores diretamente envolvidos. Segundo este relato, as autoridades teriam discutido as consequências de uma grande comoção popular com a prisão de Lula.  A articulação de manifestações violentas por parte de sindicatos e movimentos populares teria sido capturada pela rede de informações do governo. Não são necessários espiões ou arapongas para chegar a essa conclusão. Nas redes sociais, nos últimos dias, têm se multiplicado as ameaças abertas sem nenhuma preocupação de sigilo por parte dos autores. O teor é mais ou menos “prende o Lula que nós vamos explodir tudo”.  Ontem circularam rumores fortes de que o líder do PT seria encarcerado até o fim desta semana na “Operação Fim de Papo”. O já célebre PowerPoint de Deltan Dallagnol e sua tropa de choque apresentando Lula como o “general do crime” não deixa dúvidas de que o pedido de prisão preventiva é inevitável. Nenhuma autoridade pública se comporta daquela maneira se a decisão já não estiver tomada. No Instituto Lula a informação é de que os advogados do ex-presidente têm uma comunicação difícil com o Ministério Público.  Por sua vez, no governo Temer ninguém acha essa prisão uma boa nova. Temer vê um domínio do Congresso total, a aliança sólida com a mídia, as ruas calmas, o ambiente propício para aprovação das reformas conservadoras, então para que um risco político dessa magnitude? O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem dito que, como está, Lula será um farrapo em 2018, mas, se for preso, torna-se perigosíssimo. Há cheiro de pólvora debaixo do tapete da Lava Jato e nenhuma sensibilidade do Ministério Público em relação à representatividade de Lula e seu apelo popular. A aposta de Deltan Dallagnol e dos procuradores do seu grupo de trabalho é de que a prisão será mais uma e nada mais. A essa altura, é torcer para que estejam certos.

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20.10.16
ED. 5479

Fogo na roupa

 O cancelamento das vendas do “explosivo” Galaxy Note 7 deverá render à Samsung um prejuízo de R$ 400 milhões no Brasil. O valor se refere aos mais de 100 mil smartphones que ela esperava comercializar no curtíssimo prazo – uma pequena fração diante dos US$ 2 bilhões que serão gastos para recolher 2,5 milhões de celulares em todo o mundo. Procurada, a Samsung não se pronunciou sobre as perdas.

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20.10.16
ED. 5479

O bolor da Anvisa

 A Unilever encabeça um grupo de grandes fabricantes de alimentos que encaminharam ao ministro da Indústria, Marcos Pereira, um menu de propostas para combater a burocracia na Anvisa. A liberação de licenças para novos produtos chega a demorar dois anos. No fim, nada vai dar em nada.

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20.10.16
ED. 5479

Moto contínuo

 Entre os procuradores da Lava Jato, é grande a expectativa de que um acordo de delação com Branislav Kontic, ex-assessor de Antonio Palocci, torne praticamente inevitável que o próprio ex-ministro da Fazenda siga o mesmo caminho. É o demoníaco efeito pirâmide da deduragem.

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 Na equipe de campanha de Marcelo Crivella, um gaiato lhe lembrou de um acordo firmado com Aécio Neves para que o tucano subisse no seu palanque. Crivella fez que não ouviu.

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20.10.16
ED. 5479

Fora de cobertura

 Apenas duas horas após a sua prisão, Eduardo Cunha já contabilizava cerca de mil seguidores a mais no Twitter, rompendo a marca dos 280 mil usuários. Só não se sabe muito bem o que essa turma vai seguir.

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20.10.16
ED. 5479

Próxima aula

 A Eleva Educação, de Jorge Paulo Lemann, vai partir para a compra de escolas de idiomas. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Eleva Educação.

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20.10.16
ED. 5479

Até o limite

 A ANS está empenhada em buscar uma solução de mercado para a Unimed-Rio , com a flexibilização das exigências para a transferência da carteira. A liquidação da empresa é a última instância na lista de hipóteses da agência.

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 O acordo que a Pasa, do México, está costurando com a Estre Ambiental é mais rigoroso do que o habitual em contratos dessa natureza, notadamente no que diz respeito aos antecedentes da empresa brasileira. Os mexicanos exigem o direito de cancelar a fusão, sem qualquer ônus, caso a companhia seja chamada a responder por algum eventual ilícito do passado. O motivo da cautela da Pasa atende pelo nome de Lava Jato. Citada nas investigações, a companhia controlada pelo BTG e pelo empresário Wilson Quintella prestou serviços de coleta e tratamento de lixo à Petrobras entre 2010 e 2014, período no qual teria amealhado mais de R$ 700 milhões. Em dezembro do ano passado, não custa lembrar, a PF chegou a fazer uma operação de busca e apreensão no escritório da Estre em São Paulo. Procurada, a empresa não quis se pronunciar sobre o assunto.

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20.10.16
ED. 5479

Bifurcação

 A Invepar cogita a entrada de um novo sócio na Via 040, subsidiária responsável pela BR-040. A medida depende da anuência da ANTT. A Invepar já comunicou à agência não ter condições financeiras de executar as obras de duplicação da rodovia. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Invepar.

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