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Planos
17.10.16
ED. 5476

Montadoras duelam por algum combustível fiscal

 A grave crise na indústria automobilística acentuou o racha entre as montadoras com e sem fábrica no Brasil. Na tentativa de melhorar suas respectivas vendas à custa de mudanças no regime tributário, os dois lados travam uma queda de braço nos gabinetes de Brasília. A Anfavea colocou sua poderosa estrutura de lobby em ação para convencer o governo a aumentar as alíquotas de importação de veículos com a justificativa de salvaguardar as empresas que fizeram pesados investimentos na construção de plantas industriais no Brasil. A mobilização atende não apenas aos interesses das quatro grandes irmãs do setor – Volkswagen, General Motors, Fiat e Ford –, mas também de montadoras que passaram a produzir no país de um ano pra cá, a exemplo da Jaguar Land Rover e da Mercedes-Benz.  Trata-se de uma contraofensiva às manobras feitas pelas concorrentes sem produção local – como Kia Motors , JAC Motors e Lifan. Estas companhias reivindicam a extinção da sobretaxa para os automóveis importados da China e da Coreia do Sul, origem das principais companhias que atuam no país sem uma fábrica in loco. Estes veículos sofrem uma cobrança extra de 30 pontos percentuais sobre o IPI. Faz bastante diferença: cada ponto percentual significa até 0,9% a mais no preço final – na maioria dos casos, modelos que custam acima dos R$ 100 mil. Em junho, dirigentes da Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) se reuniram com o ministro Henrique Meirelles para tratar do assunto. Até o momento, não obtiveram qualquer resposta sobre o seu pleito.  Se houver um vencedor neste duelo, todas as circunstâncias apontam para as montadoras com produção nacional. Ainda que a Anfavea não ostente o prestígio e o poder de outros tempos, os grandes fabricantes sempre carregam a seu favor o fato de terem investido bilhões de reais em capital fixo – muito embora tenham tirado outro tanto do país com agressivas políticas de remessas de lucro para a matriz nos recentes anos de bonança do setor. Ao mesmo tempo, diante das seguidas quedas na arrecadação federal, o lobby da Anfavea pelo aumento do IPI para os importados parece bem mais adequado ao momento. Além do efeito fiscal de curto prazo, muitos no governo também defendem a maior taxação como forma de pressionar os “sem fábrica” a investir na montagem de uma estrutura industrial no Brasil.  Na década passada, os importados chegaram a ter mais de 4,5% do mercado nacional. Hoje, este número está em 3,7% e a estimativa é que chegue a 3% em 2017. A diferenciação tributária já é uma desvantagem competitiva para as marcas sem fábrica no Brasil. No caso destes veículos, estima-se que a tributação represente até 90% do preço final ao consumidor. Nos automóveis made in Brazil, essa incidência varia de 39% a 78%. Neste momento especificamente, o aumento das alíquotas seria um golpe ainda mais duro para os “forasteiros”. As vendas de importados entre janeiro e agosto caíram 43% no comparativo com o mesmo período de 2015. Trata-se de uma situação ainda mais dramática do que a vivida pelas montadoras com fábrica no Brasil. Volks, Ford, GM, Fiat e cia. acumulam uma queda de 23% na comercialização de automóveis de passeio no mesmo intervalo. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Anfavea e Abeifa.

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17.10.16
ED. 5476

Carne moída

  A Arcos Dorados, dona do McDonald´s na América Latina, suspendeu a abertura de novas lojas no Brasil. A decisão vai na contramão do plano anunciado pela empresa em dezembro, que previa seis restaurantes no país a cada dez pontos de venda inaugurados na região. O McDonald´s vem de um primeiro semestre de baixa caloria financeira: as vendas cresceram apenas 0,5%, ao passo que a geração de caixa caiu 11%. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: McDonald´s.

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17.10.16
ED. 5476

Malha fina

 A CVM identificou uma movimentação atípica com as ações da Magnesita alguns dias antes da divulgação da associação com a austríaca RHI, há duas semanas. Nos dez pregões anteriores ao anúncio, o papel subiu aproximadamente 25%. Procurada, a CVM informou que “não comenta casos específicos, inclusive para não afetar trabalhos de análise ou apuração que entenda necessários”. Para bom entendedor…

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17.10.16
ED. 5476

Porta da frente

 Gradativamente, a Cyrela caminha para controlar 19% da Tecnisa – ver RR edição de 8 de agosto. Na última sexta-feira, anunciou já ter mais de 13% da incorporadora. E por que 19%? É o conveniente teto para não disparar a pílula de veneno (20%), o que obrigaria a Cyrela a fazer uma oferta pública.

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17.10.16
ED. 5476

Master Globo

 A Globo não resistiu à tentação dos programas com a franquia MasterChef. Prepara sua versão da mais badalada disputa gastronômica televisiva. O reality show da Globo terá protagonistas que fazem toda diferença: os mestres-cucas serão escolhidos diretamente no cast de atores da emissora.

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17.10.16
ED. 5476

Algema de tergal

 O “acordo” firmado recentemente entre a Camisaria Colombo e seus credores para a conversão da dívida de R$ 1,5 bilhão em equity estaria amarrado à venda do controle da companhia, em recuperação extrajudicial.

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17.10.16
ED. 5476

Efeito Dória?

 A equipe de Geraldo Alckmin encomendou novas pesquisas para a eleição presidencial de 2018. No Palácio Bandeirante, há uma forte expectativa de que o governador paulista apareça à frente de Aécio Neves como o tucano mais citado pelos eleitores. Na última leva de sondagens, em junho, Alckmin estava na casa dos 10%, contra 15% do “aliado”.

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17.10.16
ED. 5476

Bilhete de ida

 A Marcopolo deve anunciar em breve a aquisição de uma fábrica de carrocerias nos Estados Unidos. Consultada, a companhia nega a operação. Fica o registro. Convém lembrar que a Marcopolo cavou um buraco em solo americano ao reduzir sua participação na canadense New Flyer Industries, sua única ponte para os Estados Unidos.

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17.10.16
ED. 5476

Dublagem

 Flávio Godinho, vice-presidente do Flamengo e melhor amigo de Eike Batista, tem encantado a diretoria do clube com aforismos do Mr. X. Um dos prediletos é “Se você mira na lua, mesmo que erre, acaba ficando entre as estrela”. Os rubro-negros fazem ûûûûûû!!!

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