Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
06.10.16
ED. 5470

Maria Silvia derruba as diversas paredes do BNDES

 Há muitas claves em comum nas partituras dos novos regentes da Petrobras e do BNDES. A exemplo de Pedro Parente na petroleira, o início da gestão de Maria Silvia Bastos tem se caracterizado não apenas pela reformulação na estratégia de negócios do banco, mas também por medidas de austeridade de forte valor simbólico. Em quatro meses, Maria Silvia já teria cortado cerca de 200 cargos comissionados. Ao mesmo tempo, vem se empenhando em reduzir os custos administrativos do BNDES, notadamente no que diz respeito à estrutura imobiliária. Devolveu oito andares alugados no vizinho Ventura Corporate Towers, localizado na própria Avenida Chile, o que resultará em uma economia anual da ordem de R$ 4 milhões. Decidiu também suspender a construção de um novo prédio ao lado da sede do banco. O projeto, que já estava sido licitado, custaria meio bilhão de reais.  O paralelo com a gestão de Pedro Parente passa também pela transparência na comunicação interna e pelo fascínio que o estilo de Maria Silvia tem despertado junto ao corpo de funcionários. O encanto se deve, em grande parte, ao seu envolvimento com as tarefas do dia-dia e ao empenho em traduzir em pequenos gestos a dimensão das mudanças em curso no BNDES. A executiva não apenas determinou o fim das salas individuais para os diretores, abrigando todo o primeiro escalão em um espaço comum, como acompanhou pessoalmente as obras de adaptação no edifício-sede. Não raramente foi vista ao lado de arquitetos e operários dando instruções sobre a reforma.  Além das divisórias concretas, Silvia também se dedica a derrubar paredes na comunicação interna. Ela tem estimulado os diretores a compartilhar informações estratégicas de suas respectivas áreas. A preocupação com o disclosure vale para todas as esferas da instituição. Por duas vezes nos últimos três meses, reuniu os funcionários no auditório do BNDES para uma espécie de “pergunte à presidente” – procedimento, aliás, similar ao adotado por Pedro Parente na Petrobras. Nas duas ocasiões, abriu o microfone aos empregados da instituição e não fugiu de qualquer tema, chamando a atenção pelo grau de detalhamento em suas respostas. Chegou a dizer textualmente que “não gosta de eufemismos”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.10.16
ED. 5470

PDG lança seu kit de “últimos socorros”

 A PDG Realty está lançando mão de duras medidas administrativas e operacionais na tentativa de melhorar a geração de caixa, abater o altíssimo endividamento e afastar o fantasma da recuperação judicial que ronda a empresa. Nas últimas semanas, a incorporadora imobiliária fez seguidas demissões em seus escritórios regionais, notadamente no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Cerca de 30 funcionários teriam sido dispensados. A companhia deverá ainda desativar unidades periféricas, como Curitiba, Ribeirão Preto e Campinas, áreas que passariam a ser comandadas diretamente por São Paulo. À distância, os cortes podem parecer pouco significativos, mas, na ponta do lápis, seu impacto sobre a estrutura de custos da PDG não deve ser desprezado. No segundo trimestre deste ano, a companhia já alcançou uma redução das suas despesas operacionais da ordem de 15% no comparativo com igual período em 2015.  Na esfera operacional, a PDG decidiu que não fará qualquer lançamento neste ano. A companhia também decidiu paralisar algumas obras que já estavam razoavelmente avançadas, caso do The City, um centro comercial na Barra da Tijuca, no Rio. A propriedade é reduzir os estoques. Os imóveis “encalhados” somam cerca de R$ 2,7 bilhões. O mercado interpreta as medidas adotadas pela PDG como uma tentativa final, uma espécie de “últimos socorros” para escapar de uma RJ. Há cerca de dois meses, a incorporadora conseguiu renegociar cerca de R$ 4 bilhões em débitos, o equivalente a 74% da dívida bruta. Mesmo assim, ainda carrega um grau de alavancagem bastante elevado: a relação dívida líquida/patrimônio é de quase quatro para um. Trata-se do índice mais alto entre todas as incorporadoras de capital aberto. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: PDG.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.10.16
ED. 5470

Óleo na pista

 Parlamentares brasileiros – entre eles José Carlos Aleluia, relator do projeto que desobriga a Petrobras a participar dos campos do pré-sal – têm sido cortejados para participar de eventos promovidos pela Albright Stonebridge Group nos Estados Unidos. Trata-se da empresa de lobby da ex-secretaria de Estado norte-americano Madeline Albright, que representa grandes petroleiras dos Estados Unidos na América Latina.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.10.16
ED. 5470

Fuso horário

 O governo de São Paulo deve empurrar para o início de 2017 a partida no processo de venda da Cesp. Teme a concorrência com a negociação dos ativos da Duke Energy no Brasil, em andamento. Não há comprador para tanta mercadoria.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.10.16
ED. 5470

O ano para Pepsico

 O ano tem sido tenebroso para a Pepsico no Brasil. A companhia acumula uma queda de receita de 25% de janeiro a setembro comparada com igual período em 2015.  As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Pepsico.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Henrique Meirelles e Ilan Goldfajn mantêm a relação de chefe e subordinado que tinham no Banco Central, no governo Lula. Melhor não mexer: talvez seja assim que as coisas funcionam bem. •••  Joseph Safra, que se mudou para Mônaco há cerca de seis meses, não tem planos de voltar tão cedo para o Brasil. •••  Comentário de um tucano de alta plumagem sobre a promessa de João Doria de não disputar a reeleição: “Ele vai repetir o Serra e deixar a Prefeitura em 2018 para disputar o governo do estado.” Vale o dito e o desdito. •••  Derrotado nas eleições, Pedro Paulo deve retomar seu mandato na Câmara dos Deputados antes mesmo do fim do governo de Eduardo Paes.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.