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Planos
28.09.16
ED. 5464

BB envia para os funcionários a conta do déficit da Cassi

 A conta da crise financeira da Cassi, o plano de saúde do Banco do Brasil , vai cair no colo dos próprios funcionários e aposentados da instituição. O novo presidente do BB, Paulo Rogério Caffarelli, recebeu carta branca do governo para adotar um amargo remédio e, assim, afastar qualquer risco de insolvência da operadora de medicina de grupo. Por amargo remédio entenda-se a cobrança de uma taxa adicional de 1% sobre os salários ou benefícios dos 400 mil participantes do deficitário Plano de Associados para cobrir os buracos financeiros na carteira. Na ponta do lápis, significa que os funcionários e aposentados do BB pagarão um terço a mais em relação ao atual desembolso – a contribuição regular é de 3% sobre os proventos. Pela proposta, a cota extra vai vigorar entre janeiro de 2017 e dezembro de 2019. A medida representará uma receita adicional de quase R$ 20 milhões por mês, ou de aproximadamente R$ 720 milhões no acumulado dos 36 meses. Segundo o RR apurou, a proposta já foi encaminhada aos associados e a decisão deverá ser anunciada até o fim de outubro.  Como seria de se esperar, o plano de reestruturação foi mal recebido pelos beneficiários. Os associados da Cassi ainda tentam uma última cartada, pleiteando que o próprio Banco do Brasil participe do rateio da cota extra na mesma proporção das contribuições ordinárias, prevista no estatuto da Cassi: 40% para os funcionários e aposentados e 60% para a instituição. No entanto, segundo o RR apurou, são reduzidas as chances de que a diretoria do banco acolha a reivindicação. O BB não pretende comprometer seus próprios resultados para tirar o plano de saúde da UTI. Segundo estudos realizados pela área financeira, cada ponto percentual de aumento na contribuição do banco exigiria uma provisão adicional de quase R$ 1,5 bilhão em balanço.  Há cerca dois anos, o fantasma de uma intervenção por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) paira sobre a Cassi. Sistematicamente, o braço de medicina de grupo do BB gasta mais do que arrecada, mesmo com critérios cada vez rigorosos para a aprovação de exames e outros procedimentos médicos. O déficit acumulado já estaria na casa dos R$ 400 milhões, ou seja, no mesmo patamar das reservas livres do plano de saú- de. Os problemas, ressalte-se, concentram-se no Plano de Associados. Há ainda outra carteira, o Cassi Família, com cerca de 450 mil beneficiários, que está com a situação financeira razoavelmente equilibrada. Menos mal. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Banco do Brasil.

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28.09.16
ED. 5464

EuroChem embarca na logística portuária

 A suíça EuroChem , que comprou recentemente 51% da Fertilizantes Tocantins, pretende investir cerca de US$ 400 milhões em infraestrutura no Brasil ao longo dos próximos três anos. Segundo o RR apurou, o grupo já teria apresentado seus planos ao secretário do PPI, Moreira Franco, e ao ministro dos Transportes, Mauricio Quintella. O foco é a área de logística portuária. Por meio da Tocantins, a EuroChem deverá disputar a licitação do terminal de fertilizantes do Porto de Santarém (PA). O leilão estava previsto para junho deste ano, mas o governo foi forçado a adiá-lo devido à ausência de candidatos. Na Secretaria de Portos, a expectativa é que a licitação seja realizada no primeiro trimestre de 2017.  Embora sediada na Suíça, as raízes da EuroChem estão fincadas na Rússia. Foi a partir da sua terra natal que o empresário Andrei Melnichenko montou uma das maiores produtoras de agroquímicos da Europa, com faturamento anual superior a US$ 8 bilhões. No caso do Brasil, onde chegou há menos de três meses, a entrada na logística portuária é peça-chave na estratégia da companhia. Além da Região Norte, a EuroChem também quer ter uma saída pelo Sudeste para o escoamento da sua produção de insumos agrícolas no país. Os investimentos caminham paripassu ao projeto de expansão da Tocantins. Está prevista a construção de duas fábricas no Centro-Oeste, que se juntarão às quatro plantas industriais em operação. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: EuroChem.

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28.09.16
ED. 5464

IPO à vista

 A Netshoes, uma das maiores empresas de comércio eletrônico do país, vai abrir o capital. O IPO está programado para o primeiro trimestre de 2017. Controlada pelo empresário Marcio Kumruian, a Netshoes deverá faturar cerca de R$ 2,4 bilhões neste ano. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Netshoes.

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28.09.16
ED. 5464

Longe da bolsa

 A compra de participações por meio de fundos pipe (private investment in public equity), focados em companhias listadas em Bolsa, caiu para segundo plano na estratégia da Pátria Investimentos. A participação de 23% na Locamerica, única empresa aberta da carteira de R$ 16 bilhões da gestora, está sendo vendida em seguidas doses e deverá ser zerada até o fim do ano.

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 No Ministério de Minas e Energia, já se discute um novo adiamento do leilão da Celg, marcado para novembro. Por ora, só a State Grid demonstrou interesse pela empresa.

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 O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, aquele que diz não saber o que disse saber, teria sido informado da operação contra Antonio Palocci na tarde da última quinta-feira. •••  Além da iminente venda de parte da Congonhas Minérios, Benjamin Steinbruch tenta atrair o China Development Bank para a Transnordestina . •••  O lobista Milton de Oliveira Lyra Filho, preso pela Lava Jato na última segunda-feira, é bastante próximo de badalados cartolas do futebol brasileiro, inclusive o ex-presidente da CBF José Maria Marin.

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28.09.16
ED. 5464

Adoecendo

 Corre pelo mercado a informação de que as negociações para a venda da Qualicorp às gestoras norte-americanas CVC e Carlyle emperraram. Não por acaso, nas últimas duas semanas a ação da operadora de plano de saúde caiu 14%.

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