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Planos
06.09.16
ED. 5449

Meirelles rima fama de mau com ajuste fiscal

 O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem tentado convencer Michel Temer que o timing do anúncio das maldades fiscais é agora, na primeira semana do presidente oficialmente no cargo. O clichê de Meirelles vai além da máxima de Maquiavel – a maldade se faz de uma vez só; a bondade, aos poucos. Ele considera que uma medida fiscal de forte impacto, ainda que impopular, sinalizaria positivamente junto aos agentes formadores de expectativas. Bons exemplos seriam a recusa do pleito de aumento do reajuste dos salários do Judiciário em R$ 4 bilhões, mexer na política de indexação do salário mínimo e suspender a estabilidade do funcionalismo publico, além de promover o congelamento dos seus salários por tempo determinado. Eles teriam efeito de ampliação do fluxo de capital, essencial para atrair os investimentos, principal catalisador da nova matriz de crescimento econômico. O ministro da Fazenda sabe que a PEC do teto tem eficiência relativa e até agora somente a reforma da Previdência, apesar da sua antipatia intrínseca et por cause, tem o poder de sacudir as expectativas. O risco da Previdência é ela tornar-se um anticlímax fiscal durante todo o governo Temer, com impacto bem menor do que o esperado na redução do déficit primário. Meirelles acha que o governo tem de enviar dois projetos contundentes de reformas para o Congresso. Podem ser as mudanças tributárias e trabalhistas herdadas do governo Dilma Rousseff. Mesmo que a batalha campal para sua aprovação no Congresso seja longa, o efeito sobre as expectativas, a começar pelos juros futuros, seria positivo. O ministro conta com cenário animador nessa área. Na semana passada, o Itaú projetou uma queda na taxa Selic para 10% no final de 2017.  Outro movimento favorável depende do leiloeiro Moreira Franco. Caso a venda do patrimônio público fique muito abaixo dos R$ 50 bilhões ficará descortinado que o déficit primário de 2017 é maior do que o estimado. Para convencer os aliados a endurecer sem perder a ternura, Meirelles ameaça todo mundo com uma nova rodada de impostos. É só gogó. A medida é maldita para Eliseu Padilha, Moreira e Geddel Vieira Lima. E Temer já declarou que não mete a mão nesse vespeiro. Meirelles quer dureza, virilidade na política econômica. Na vida real, fechou o corpo com uma estratégia de ajuste fiscal gradualista, um fantástico hedge contra a hipótese de fracasso rápido, algo como o sucedido com o ex-ministro Joaquim Levy. Ou seja, Meirelles não pode mais ser cobrado no curto prazo; a previsão do seu plano de ajuste fiscal é que o efeito surja nas calendas do governo Temer. Quer ser visto como o granítico e incorruptível ex-ministro Octávio Gouvêa de Bulhões. Uma comparação difícil de um santo com um banqueiro. Bem, toda essa ortodoxia pode não dar certo. Meirelles aposta seu futuro político que dará.

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06.09.16
ED. 5449

Terminal da Algar

 A Algar Agro, braço agrícola do grupo Algar, decidiu ser uma das sócias do Tegram, terminal de grãos controlado pela CGC, Louis Dreyfus, Amaggi e Nova Agri. A negociação ainda é mantida a sete chaves, mas sua participação deverá ser de 20%, semelhante à de cada integrante do quarteto. Consultada, a Tegram nega a operação. • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não se pronunciaram: Algar Agro.

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06.09.16
ED. 5449

Alibaba no Brasil

 Gigante do e-commerce mundial, a chinesa Alibaba vai desembarcar de vez no Brasil. Até o fim do ano, deverá abrir seu escritório e anunciar a contratação de um executivo para comandar suas operações no país

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06.09.16
ED. 5449

Statoil in Rio

 A Statoil, segunda maior operadora de petróleo do país, já fez os primeiros contatos com o governo do Rio de Janeiro a respeito da construção de uma planta de GNL no estado. A unidade será voltada para exportação do combustível.

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06.09.16
ED. 5449

Novo velho

 O ministro Geddel Vieira Lima quer acabar com a Sudam e a Sudene. Para o lugar de ambas, defende retomar o plano de criação da Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA) e da congênere nordestina, a Adene. Se Celso Furtado ainda estivesse na Sudene, Geddel o demitiria também.

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06.09.16
ED. 5449

Rede ao mar

 O governo da Bahia saiu à caça de investidores privados para tocar o projeto de modernização e ampliação do Porto de Salvador. O investimento total beira os R$ 500 milhões. A Antaq, ressaltese, já autorizou a expansão do Terminal de Contêiner.

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06.09.16
ED. 5449

Triplo acerto

 Na edição de 8 de outubro de 2015, o RR noticiou a decisão da Camargo Corrêa de vender a Alpargatas, a construtora e a sua participação na CPFL . Bingo! Bingo! Bingo!

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06.09.16
ED. 5449

Futebol Americano no Brasil

 O futebol americano promete invadir o país do soccer. A LX Sports, uma das maiores empresas de marketing esportivo dos Estados Unidos, está desembarcando no Brasil. Sua missão é multiplicar o contingente de consumidores da National Football League (NFL), o que vale tanto para a audiência das transmissões quanto para a venda de produtos dos 32 times da bilionária liga. Um dos projetos mais audaciosos é a vinda de uma equipe norte-americana para amistosos no Brasil – estratégia já utilizada pela NBA. Em tempo: casada com o campeoníssimo quarterback Tom Brady, do New England Patriots, Gisele Bündchen seria a garota-propaganda dos sonhos da NFL no Brasil.

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06.09.16
ED. 5449

Bolso furado

 Um ano após fechar suas oito lojas no Brasil, a grife norte-americana Kate Spade ainda teria débitos a honrar com ex-funcionários e shopping centers. • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não se pronunciaram: Kate Spade.

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06.09.16
ED. 5449

Mais um

 O Banco Indusval – do ex-BM&F Manoel Felix Cintra e do ex- JP Morgan Jair Ribeiro – é candidato a adotar o mandarim como língua pátria.

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