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Planos
02.09.16
ED. 5447

Temer vai à China colher o arroz semeado por Dilma

 O presidente Michel Temer desembarca hoje em Xangai, na sua primeira missão como titular do cargo, sabendo que os jornais Xinmin Evening News, Beijing Daily, Canako Xiaoxi e Nanfang City News – somente para dizer alguns dos mais votados periódicos chineses – não economizaram palavras simpáticas a sua antecessora. Não poderia ser diferente. Os acordos que serão assinados nos próximos dias avançam muito pouco em relação à agenda bilateral negociada ao longo do governo Dilma Rousseff. A rigor, Temer leva na bagagem, sem maior alarde, apenas duas novidades: o iminente fim das restrições à compra de terras no Brasil por investidores estrangeiros e a flexibilização das regras para a importação de mão de obra. São temas fulcrais para os chineses. O primeiro diz respeito a algumas das maiores tradings agrícolas do mundo, a exemplo do China National Agricultural Development Corporation e do PetroPetron, que têm planos de adquirir áreas para a produção de grãos, notadamente no Centro-Oeste.  A segunda questão interessa diretamente a empreiteiras e grupos de infraestrutura chineses, fortes candidatos a ocupar os vazios deixados pela indústria da construção pesada no Brasil após a Lava Jato. Neste caso, os acordos de financiamento para projetos no setor teriam como contrapartida a garantia de contratação de trabalhadores do país asiático. Já há precedentes no aproveitamento, em menor escala, de mão de obra estrangeira em grandes empreendimentos no país. Um exemplo é o da construção da Companhia Siderúrgica do Atlântico , que contou com a importação de 600 operários chineses. É bem verdade que trocar investimentos por postos de trabalho não é uma escolha simples. Mas talvez doa menos para um governo que, na sua interinidade, já mostrou não dar prioridade à agenda social.  Praticamente todos os grandes acordos – do financiamento para a Petrobras à compra de aeronaves da Embraer – estão engatilhados desde a visita do primeiro-ministro Li Keqiang ao Brasil, em maio do ano passado. Michel Temer vai apenas pespegar sua assinatura sobre a de Dilma Rousseff. A verdade verdadeiríssima é que a origem desse namoro com os chineses antecede todos os personagens citados. Ela pertence por mérito ao ex-presidente da Vale Eliezer Batista. Já no governo Lula, Eliezer defendia a atração de investidores chineses como forma de viabilizar a execução de grandes projetos de infraestrutura. Construiu as pontes e saiu de campo. Agora, quem sabe Temer colha do arrozal germinado. Arroz é que não falta.

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02.09.16
ED. 5447

O quinta coluna da construção pesada

 A saída de Vítor Hallack do comando da Camargo Corrêa não foi motivada somente pela passagem de bastão para a terceira geração do grupo. A presença do executivo tornou-se insustentável devido à sua rejeição unânime por todos os grandes players da construção pesada. Hallack é considerado um traidor da classe, um oportunista que se aproveitou da condição de a Camargo Corrêa ter inaugurado a temporada de delações premiadas para denegrir as demais construtoras no exterior.  Só a Camargo Corrêa tinha o benefício do perdão; a concorrência era morfética perante a Lei, o governo e o mercado. O fato é que a convivência com seus pares, a exemplo da Associação Brasileira da Indústria de Base-Infraestrutura (Abdib) e do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), tornou-se inviável. Hallack, aos olhos dos demais comandantes do setor, era Judas Iscariotes. O cargo de CEO não é compatível com a transformação da parceria histórica do oligopólio das empreiteiras em uma praça de guerra. Estava planejado, sim, que Vitor Hallack deixaria a presidência da Camargo Correa por decisão da família controladora de trazer para o management a prole em ascensão. Mas a destruição da diplomacia empresarial da construtora no seu núcleo duro de articulações certamente precipitou o processo.

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02.09.16
ED. 5447

Advogado Geral

 Assim que voltar da China, o presidente Michel Temer vai anunciar o nome do novo Advogado-Geral da União, no lugar de Fabio Osório.  Para quem não lembra, Osório sofreu uma dura derrota nos primeiros dias de governo Temer. A AGU não conseguiu evitar o retorno de Ricardo Mello à presidência da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Ligado a Dilma Rousseff, Mello foi demitido por Temer, mas voltou ao cargo graças a uma decisão do STF.

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02.09.16
ED. 5447

Inferno astral

 A Microsoft não tem tido sorte com o Brasil. Depois de amargar uma queda de 15% nas vendas de softwares no mercado brasileiro em 2015, a companhia de Bill Gates já acumula uma perda de receita de 20% nos primeiros seis meses do ano. A área de software é responsável por cerca de dois terços do faturamento da empresa no Brasil. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Microsoft.

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02.09.16
ED. 5447

Biotônico

 O Aché, uma das maiores farmacêuticas do Brasil, com vendas anuais na casa dos R$ 4 bilhões, está decidido a comprar um laboratório fora do país. O garimpo se concentra na Colômbia e no México. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Aché.

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 Ao dizer em alto e bom som que intercedeu junto ao STF para “desfazer” o indiciamento de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, Renan Calheiros mandou um recado para dentro de casa. A suposta ajuda ao casal petista seria uma gotícula se comparada aos créditos que Renan tem com seus pares do próprio PMDB. A começar por Romero Jucá.

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02.09.16
ED. 5447

Ano de ouro

 Com a medalha de ouro no peito, Neymar deverá fechar o ano contabilizando mais de US$ 20 milhões em receitas com publicidade. Em 2015, foram aproximadamente US$ 17 milhões. O Leão da Receita Federal já está salivando de tanto apetite.

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02.09.16
ED. 5447

Assinatura pretensiosa

 Paulo Skaf assinou como se fosse sua a mensagem de página inteira da Fiesp publicada ontem nos jornais. Ridículo, como sempre.

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