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Planos
31.08.16
ED. 5445

Moreira quer pedalar as concessões sem fiscalização

 É recomendável que o Tribunal de Contas da União, o Congresso Nacional e a imprensa fiquem atentos para as medidas que estão sendo urdidas na Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). São arranjos no âmbito das concessões de serviços públicos, das agências reguladoras, do preço das outorgas dos ativos que serão leiloados, da taxa de retorno à União e da mimetização dos subsídios creditícios em outras formas de facilities. A solução encontrada pelo secretário-executivo do Programa de PPI, Moreira Franco, para engalanar os projetos é ter o controle integral de todas as suas fases. Para isso, a Secretaria vai esvaziar as agências reguladoras das decisões centrais na modelagem das concessões e privatizações. A ideia é transformar o braço da Presidência da República para a desmobilização dos ativos públicos em um gabinete plenipotenciário para a demolição dos obstáculos que atravancam as concessões e privatizações.  Moreira Franco deixou claro que trará para sua imperial esfera de decisão a organização de leilões e editais de licitação. As medidas do secretário podem ser bem intencionadas e na direção de desatravancar as dificuldades criadas pelas corporações para barrar os leilões e a própria conclusão das obras. Mas é inegável que o caminho escolhido foi o da opacidade e não o do disclosure. Para isso, Moreira Franco está articulando com ministros do TCU uma nova interpretação do accountability dos procedimentos da onipotente Secretaria das PPI. No novo sistema será concedida grande flexibilidade ao órgão para que ele possa negociar a transferência de serviços oligopolistas e valiosos patrimônios do Estado sem interveniências.  O gabinete de Moreira vai atravessar os cuidados com compliance como uma faca quente cortando manteiga. Tudo será feito para acomodar a outorga, taxa de retorno e contrapartidas para atrair os interessados. É essa estratégia que está na raiz da nova estimativa de receita com concessões, divulgada na última segunda-feira, que aumentou de cerca de R$ 30 bilhões para algo em torno de R$ 52 bilhões os valores com as transferências do Estado. O sucesso da gestão Temer será medido pelo faturamento do bazar do Moreira, que ainda angariará o forte apoio do empresariado. Em nome dessa prioridade declarada, o presidente vai trair dois discursos políticos pétreos da interinidade: o fortalecimento das agências reguladoras e a transparência dos atos de governo. As pedaladas nas concessões serão o primeiro estelionato político do governo Temer. Se depender da sanha vendilhona de Moreira, vem muito mais.

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31.08.16
ED. 5445

Segunda chance

 A família Sverner já iniciou conversas com candidatos à compra da CCE. Pelo acordo firmado com a Lenovo, que comprou a fabricante de eletroeletrônicos em 2012 e a devolveu aos antigos acionistas três anos depois, os Sverner estão livres para renegociar o controle da empresa a partir de janeiro.  Por falar em Lenovo, os chineses querem esquecer que um dia passaram pela CCE. No pouco tempo em que permaneceram na empresa, teriam perdido cerca de R$ 300 milhões. A prioridade é impulsionar sua própria marca e romper ainda neste ano a barreira dos 10% de participação nas vendas de PCs no Brasil. • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: CCE.

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31.08.16
ED. 5445

Gigante

 A canadense Ivanhoe Cambridge, que já tem negócios no Brasil na área de shoppings, pretende investir no mercado imobiliário. A ideia é surfar na desvalorização dos ativos para comprar uma incorporadora. Com patrimônio de US$ 35 bilhões, a Ivanhoe é o braço de real estate do ainda mais biliardário Caisse de Dépôt et Placement du Québec, fundo de pensão da província canadense.

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31.08.16
ED. 5445

Solo fértil

 O emergente senador Wilder Morais (PP-GO) tem se notabilizado como um dos principais interlocutores de Michel Temer junto à bancada ruralista. Morais já articula, inclusive, um evento com agropecuaristas do Centro-Oeste para celebrar sua posse definitiva na Presidência. Há dois meses, Temer marcou presença em um churrasco na fazenda do senador, quando discursou para mais de 160 prefeitos.

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31.08.16
ED. 5445

GP na Europa

 A GP Investimentos está montando um fundo para aquisições na Europa. Em tempo: Fersen Lambranho, um dos generais cinco estrelas da GP , passa mais tempo em Londres do que em São Paulo.

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31.08.16
ED. 5445

Dívidas na grade curricular

 Os problemas financeiros da Ulbra parecem não ter fim. Após um intenso programa de cortes de custos, com vendas de imóveis, demissões e até fechamento de cursos, o grupo universitário gaúcho ainda tem um caminhão de abacaxis para descascar. As medidas de austeridade cortaram R$ 1 bilhão do endividamento, mas não resolveram a situação. A Ulbra é uma das campeãs em dívidas com a Previdência – aproximadamente R$ 1,5 bilhão –, sem contar pagamentos atrasados com fornecedores e com o FGTS. A dívida total chega perto de R$ 2,5 bilhões. • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Ulbra.

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31.08.16
ED. 5445

Pátria no campo

 O Pátria Investimentos está adubando um novo fundo, da ordem de R$ 800 milhões, para a compra de propriedades agrícolas. Em tempo: o negócio tem total sinergia com outra empresa do Pátria, a produtora de fertilizantes Agrichem .

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31.08.16
ED. 5445

Vai dar Santos?

 Pelé procura um clube em São Paulo para abrir sua segunda academia de futebol. A primeira, em parceria com o Resende, ficará no Rio de Janeiro. O investimento gira em torno dos R$ 30 milhões.

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31.08.16
ED. 5445

Meia sola

 O fim do acordo com a Adidas para representar a Reebok no Brasil tirou um bom naco da receita da Vulcabras. No balanço de 2015, as vendas da marca de tênis foram de R$ 310 milhões, o equivalente a um terço do faturamento do grupo brasileiro. A Vulcabras vai investir no lançamento de uma nova linha esportiva para ocupar o espaço deixado pela Reebok. • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Vulcabras.

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