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Planos
25.08.16
ED. 5441

A hora e a vez de Temer ser picado pela saúva

 O presidente interino, Michel Temer, já sabia o texto inteiro da missa. Mas, quando rezado de viva voz, no latim do empresariado, o impacto da burocratização nacional é ainda mais desolador. Desde sempre, o setor empresarial é refém do Estado, que, por sua vez, é refém das corporações, que se nutrem das dificuldades que elas próprias criam. Essa simbiose, contudo, está piorando cada vez mais. O mau corporativismo tem ganhado todas as pelejas disputadas. Ele está na raiz da baixa produtividade do país. É um canibal do Estado. Representa um coeficiente da inflação renitente. É a zika da ineficiência produtiva. Os potentados empresariais Carlos Alberto Sicupira, Jorge Gerdau, Luiz Carlos Trabuco e Pedro Moreira Salles, entre outros, fizeram para Michel Temer uma apresentação de como essa saúva tem corroído o Brasil.  Os casos são bastante minuciosos e impactantes. O presidente do Conselho Administrativo do Itaú-Unibanco, Pedro Moreira Salles, colaborou na exposição detalhada dos péssimos exemplos com a menção à insanidade tributária do país, que está menos no tamanho da carga do que na esquizofrenia de mudanças frenéticas dos gravames. Segundo Moreira Salles, o banco tem de estar preparado para dar conta de uma modificação na legislação de impostos a cada duas horas, em média. Esse número tem sido crescente.  O empresário Carlos Alberto (Beto) Sicupira, quarto homem mais rico do Brasil, segundo o ranking da Forbes, e um dos controladores da Ambev, informou que a companhia cervejeira tem de gerar 23 mil processos por lata ou garrafa produzida no mercado brasileiro, somente em função da mixórdia criada pela legislação do ICMS. A Ambev opera em todos os 27 estados e nos quase 5,5 mil municípios do Brasil. Nos Estados Unidos, ela também atua de ponta a ponta no território norte-americano, mas precisa gerar somente 1.300 processos por lata ou garrafa. E isto levando em consideração todos os impostos que são cobrados, e não apenas um único.  O presidente da Natura , Pedro Passos, reclamou do fluxo de processos trabalhistas, um montante superior a quatro milhões por ano. Um dado bastante estarrecedor: o fluxo se altera pouco. Ao contrário do que seria recomendável, a legislação vai se tornando mais nebulosa com o passar do tempo. E todo ano são pedidas na Justiça a criação de mais e mais Varas do Trabalho. Pedro Passos deu outro exemplo nada edificante: a fabricante de produtos de beleza gasta R$ 15 milhões por ano somente para manter sua máquina de atendimento da burocracia funcionando. Os números são grandiloquentes e bastante atualizados, mas, à primeira leitura, a sensação é de um grande déjà vu.  Consta que o presidente interino ouviu atentamente, franziu o cenho, pousou a mão sobre os joelhos e com um olhar grave fez aquilo que se esperava dele. Temer pediu sugestões dos empresários para resolver os problemas e uma maior interação junto ao governo federal para uma colaboração conjunta. Por ora, é só. Mas o filme parece muito antigo.

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25.08.16
ED. 5441

Bola dividida

 A simplificação da estrutura da Votorantim, com a incorporação do braço de participações pela VID, da área industrial, não encerrou os conflitos entre integrantes dos Ermírio de Moraes no conselho de administração. Antonio Ermírio de Moraes Filho tem defendido novas incorporações, como a unidade de sucos e a venda de ativos. Na outra ponta, está José Ermírio de Moraes Neto. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Votorantim.

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25.08.16
ED. 5441

Ferro e fogo

 Após passar por 49 sessões deliberativas na Câmara dos Deputados e tramitar por mais de cinco anos, o governo federal deverá finalmente conseguir aprovar o projeto de lei que cria a Agência Nacional de Mineração (ANM). Um acordo de líderes da base governista está em fase final de costura para aprovar a matéria na primeira sessão deliberativa ordinária de setembro.

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25.08.16
ED. 5441

Linha cruzada

 A Brookfield está a um passo de arrematar da Petrobras a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), mas não terá a mesma facilidade para ficar com a TAG, dona dos gasodutos da estatal no Norte e Nordeste. A norueguesa Statoil estaria em tratativas com a estatal. Procurada, a empresa norueguesa negou o interesse. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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25.08.16
ED. 5441

Nova regra

 Na proposta em estudo no governo federal para abrir ao capital estrangeiro a aviação, há restrições às empresas de atuação regional. Nesse caso, o limite deverá ser de 49% do capital. São empresas de menor porte financeiro que se tornariam alvos fáceis de grupos estrangeiros.

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25.08.16
ED. 5441

Energia extra

 A compra da AES Sul não é o único negócio que a CPFL deverá fechar com o grupo norte-americano no Rio Grande do Sul. A companhia negocia a compra da termelétrica de Uruguaiana, controlada integralmente pela AES. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: AES e CPFL.

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25.08.16
ED. 5441

Não cola

 Se já não bastassem a recuperação judicial e a briga dos herdeiros, Camilo Cola terá de enfrentar a ANTT por conta da iminente devolução de linhas da Itapemirim. Cola precisará coçar o bolso para pagar as multas à agência. Consultada, a Itapemirim informou que todas as suas linhas estão sob avaliação e que a devolução de algumas delas depende da concordância dos órgãos fiscalizadores.

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25.08.16
ED. 5441

Pouso forçado

 Investigada na Operação Acrônimo por suspeita de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, a JHSF está começando uma operação de venda de ativos para se capitalizar e aguentar o baque financeiro. A companhia colocou à venda o Aeroporto Executivo Catarina, em São Roque (SP), um empreendimento de R$ 1,5 bi em fase final de construção. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: JHSF .

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25.08.16
ED. 5441

Prato para um

 A Sapore perdeu um sócio e deverá ganhar um concorrente. O Grupo Ultra, que desfez sociedade com a empresa de refeições coletivas para a abertura de centenas de restaurantes na rede de postos Ipiranga, estuda partir para um voo solo.

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