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Planos
01.08.16
ED. 5423

BNDES vira a página dos financiamentos de artifício

 A presidente do BNDES, Maria Sílvia Bastos Marques, tem o perfil adequado para eliminar, ou ao menos reduzir bastante, o estelionato funcional nas operações de financiamento do banco a projetos de investimento. A prática das empresas vem sendo solicitar o empréstimo alegadamente para o desenvolvimento de novo projeto ou expansão da capacidade instalada e usar esses recursos em substituição das suas linhas de crédito mais onerosas. É como se fosse uma operação de arbitragem com dinheiro público: o esperto troca o seu financiamento a taxas de mercado pelo do BNDES a juros favorecidos, que compra gato por lebre. Para atender o comprador de gatos, meio trilhão de reais foi transferido pelo Tesouro Nacional ao banco durante o período de 2008 a 2014. Pelo guichê do BNDES passaram 91 dos 100 maiores grupos nacionais. O resgate da infraestrutura foi a palavra de ordem. Conversa para boi dormir.  A taxa de formação de capital fixo, com PAC, sem PAC, concessões ou investimentos foi declinando a partir de 2010, chegando, em 2014, a um dos seus menores níveis em 20 anos. Para não dizer que não se falou nas estatais, elas foram as principais tomadoras de recursos. Mas o investimento, ninguém sabe, ninguém viu. Em 2014, a participa- ção das empresas do Estado na formação de capital fixo caiu 21%. Maria Sílvia sabe de cor e salteado o risco do riscado. O BNDES, diferente da banca privada a quem interessam prioritariamente as amortizações em dia, tem de produzir desenvolvimento, razão maior ou menor do cumprimento do cronograma dos projetos. A executiva quer reduzir a dependência do Tesouro e diminuir o intervalo entre a TJLP e a Selic, entre outros motivos, para brecar a ciranda dos empréstimos com nariz de Pinóquio. É curiosa a observação do BNDES: o custo papai com mamãe das operações com o Tesouro reduz a disposição da banca de cobrar o que foi contratado nos seus financiamentos. Portanto, há que se buscar recursos no mercado.  A instituição urgente de um seguro de performance ou garantia é outra pauta de primeira hora, reduzindo os motivos pelos quais os investimentos não se materializam. Maria Sílvia deve estar pensando também em honrar o “S” do social de BNDES. A cobrança de uma contrapartida de geração de empregos aos empréstimos beneficiados seria um bom início. Vale também a mesma recomendação que o RR fez a Luciano Coutinho: a produção de um demonstrativo do retorno à sociedade dos empréstimos realizados a taxas favorecidas, com a discriminação de diversos índices (valor adicionado, geração de divisas, impostos, impacto sistêmico na eco-nomia, interiorização dos benefícios etc). O BNDES foi vítima de um apagão. Mas melhoraram as expectativas de que o banco da Av. Chile volte a tonificar os investimentos.

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01.08.16
ED. 5423

Petrobras faz pré-venda na área de fertilizantes.

 Entre os pedregulhos deixados pelas gestões de Graça Foster e Aldemir Bendine, Pedro Parente foi garimpar um projeto abandonado que poderá render algumas centenas de milhões para o caixa da Petrobras . Segundo o RR apurou, três grandes grupos internacionais já demonstraram interesse em comprar uma participação ou mesmo o controle da futura unidade de fertilizantes nitrogenados da estatal em Três Lagoas (MS): a russa EuroChem, a chinesa CMOC e a norte-americana Mosaic. Estimativas preliminares da Petrobras indicam que a venda poderá gerar até R$ 1,5 bilhão. É mais do que o dobro do investimento necessário para a conclusão do projeto, em torno de R$ 700 milhões. As obras estão paradas desde 2014. Consultada, a Petrobras confirmou que “procura soluções para viabilizar a retomada das obras que passarão necessariamente pelo programa de parcerias e desinvestimento já em curso”.  O reinício das obras se deve única e exclusivamente à alta probabilidade de venda do ativo e ao avanço das conversações. Na própria Petrobras, a EuroChem e a CMOC são vistas como as mais fortes candidatas, por estarem montando um colar de fábricas no Brasil. Há um mês, os russos fecharam a compra da Fertilizantes Tocantins. Os chineses, por sua vez, ficaram com os negócios de fosfato e nióbio da Anglo American no país.

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01.08.16
ED. 5423

A vez de Zelada

 Mais um baú de trepidantes memórias poderá se abrir na Lava Jato. Condenado a 12 anos de prisão, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada abriu negociações para um acordo de delação premiada.

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01.08.16
ED. 5423

Esquadrilha

 Além do lote de 20 aeronaves anunciado em março, a Gol estuda a devolução de outros 20 aviões até 2017. A medida é guardada a sete chaves no alto comando da companhia. Procurada, a Gol nega a devolução. Está feito o registro. A fonte do RR, ressalte-se, é ligada a uma das empresas de leasing parceiras da Gol.

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01.08.16
ED. 5423

Seguro chinês

 Na esteira dos bancos chineses, a People’s Insurance Company of China, uma das maiores seguradoras do país asiático, vem rondando o mercado brasileiro.

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01.08.16
ED. 5423

Dinheiro novo

 A Japan International Cooperation Agency sinalizou ao governo brasileiro o interesse em financiar investimentos em infraestrutura no país. A agência de fomento japonesa já participa de alguns projetos no Brasil. No ano passado, liberou R$ 500 milhões para o BRT de Belém.

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01.08.16
ED. 5423

Novo alvo

 O fundo Advent, que chegou a fazer uma oferta pela BR Distribuidora, tem interesse também nos ativos de transporte de gás da Petrobras.

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01.08.16
ED. 5423

E-commerce

 Além do Carrefour, que anunciou seu retorno ao comércio eletrônico, o Makro iniciou estudos para lançar um portal de vendas na Internet. Não dá mais para suportar o custo de uma estrutura 100% dependente de lojas físicas. • Procurada pelo Relatório Reservado, a seguinte empresa não se pronunciou até o fechamento desta edição: Makro.

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